terça-feira, 26 de junho de 2012
Jung e a Música
"É certo que a música, bem como o drama tem a ver com o inconsciente coletivo; (...) De certa forma, a música expressa o movimento dos sentimentos (ou valores emocionais) que acompanham os processos inconscientes. O que acontece no inconsciente coletivo é por sua natureza arquetípico e os arquétipos têm sempre uma qualidade numinosa que se manifesta na acentuação do emocional. A música expressa em sons o que as fantasias e visões exprimem em imagens visuais."
JUNG, C.G. Cartas 1946-1955, Volume II, pg.150.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
QUEM COMPRA CDs HOJE EM DIA?
Esta é uma pergunta que tanto as pessoas que compram CDs com frequência quanto as que deixaram de comprar nos fazem. De vez em quando alguns profissionais da imprensa também nos questionam, tanto da grande imprensa como os independentes (profissionais mesmo, que vão atrás da informação e questionam a quem acham que devem e não a quem a administração da Galeria do Rock, tendenciosamente, indica) – e vale lembrar que a grande imprensa, em sua maioria, quer mais é que o CD suma (perceba que todos tem algum tipo de rabo preso, o Terra com o Sonora, a Rede Globo com a Som Livre, etc.) - e nossa resposta é sempre a mesma: compra CDs hoje em dia quem verdadeiramente gosta de música de verdade. Simples.
Os motivos que levam uma pessoa a comprar um CD (ou vinyl, DVD, etc...) original vão desde a simples consciência, passando pelo único vínculo que podemos ter com nossos músicos preferidos fora ir aos shows, chegando ao bom gosto, pela qualidade, não se contentando em ter um produto pirata porcaria ou cópia.
Somos em cinco aqui na Die Hard, e nós cinco consumimos os produtos que vendemos, todos compramos CDs, uns mais, outros menos, outros compulsivamente, e de tempos em tempos estes comportamentos migram de pessoa pra pessoa aqui, mas nunca deixamos de comprar produtos novos e originais, que são os que vendemos, e por isso trabalhamos com isto, e por isto apostamos no nosso negócio, pois se nós cinco não alteramos nossos hábitos depois da descaracterização da Galeria do Rock, depois da profusão dos piratas, russos e chineses, que são a mesma coisa, e depois dos downloads descontrolados,então muita gente manterá estes hábitos como nós, então continuamos no negócio, e investindo cada vez mais.
A Die Hard nunca teve uma curva descendente em termos de faturamento, exceto se considerarmos os fatores sazonais, tirando isto, estamos sempre crescendo, às vezes mais às vezes menos, mas crescendo. Sinal de que apostamos corretamente, mantendo o foco no atendimento ao cliente, na qualidade dos produtos, com garantia e segurança 100%, vendendo só novos e originais, ampliando o catálogo e correndo atrás das novidades e dos lançamentos, e sempre apoiando as bandas independentes, principalmente as nacionais, e somos a loja virtual de muitos de nossos principais músicos. E também nossa venda à distância é competente, rápida, segura, e com os fretes justos. Podemos nem sempre ser os mais baratos, pois nem sempre é uma questão de preço, mas o que expomos acima é nosso compromisso. Nesta empreitada, temos a imprensa especializada do nosso lado, temos músicos nacionais e internacionais do nosso lado, temos as empresas do ramo do nosso lado, mas o que nos interessa mesmo, principalmente, é você, que é nosso cliente, e você também, que ainda não é.
Em breve divulgaremos anúncios totalmente novos, uma campanha que, como sempre, alia nossa marca aos grandes mestres da pintura, aos grandes artistas plásticos, não subestimando a inteligência de ninguém, mas desafiando quem ainda não nos conhece, quem não sabe que dedicamos nossa vida à qualidade, quem acha que o que fazemos é apenas propaganda ou frase de efeito. Nestes novos anúncios está embutida a resposta, quem compra CDs hoje em dia. Nós. Você.
Estamos aqui pra lhe atender, a equipe toda: André, Fausto, Kinder, Lucas e Thiago.
Os motivos que levam uma pessoa a comprar um CD (ou vinyl, DVD, etc...) original vão desde a simples consciência, passando pelo único vínculo que podemos ter com nossos músicos preferidos fora ir aos shows, chegando ao bom gosto, pela qualidade, não se contentando em ter um produto pirata porcaria ou cópia.
Somos em cinco aqui na Die Hard, e nós cinco consumimos os produtos que vendemos, todos compramos CDs, uns mais, outros menos, outros compulsivamente, e de tempos em tempos estes comportamentos migram de pessoa pra pessoa aqui, mas nunca deixamos de comprar produtos novos e originais, que são os que vendemos, e por isso trabalhamos com isto, e por isto apostamos no nosso negócio, pois se nós cinco não alteramos nossos hábitos depois da descaracterização da Galeria do Rock, depois da profusão dos piratas, russos e chineses, que são a mesma coisa, e depois dos downloads descontrolados,então muita gente manterá estes hábitos como nós, então continuamos no negócio, e investindo cada vez mais.
A Die Hard nunca teve uma curva descendente em termos de faturamento, exceto se considerarmos os fatores sazonais, tirando isto, estamos sempre crescendo, às vezes mais às vezes menos, mas crescendo. Sinal de que apostamos corretamente, mantendo o foco no atendimento ao cliente, na qualidade dos produtos, com garantia e segurança 100%, vendendo só novos e originais, ampliando o catálogo e correndo atrás das novidades e dos lançamentos, e sempre apoiando as bandas independentes, principalmente as nacionais, e somos a loja virtual de muitos de nossos principais músicos. E também nossa venda à distância é competente, rápida, segura, e com os fretes justos. Podemos nem sempre ser os mais baratos, pois nem sempre é uma questão de preço, mas o que expomos acima é nosso compromisso. Nesta empreitada, temos a imprensa especializada do nosso lado, temos músicos nacionais e internacionais do nosso lado, temos as empresas do ramo do nosso lado, mas o que nos interessa mesmo, principalmente, é você, que é nosso cliente, e você também, que ainda não é.
Em breve divulgaremos anúncios totalmente novos, uma campanha que, como sempre, alia nossa marca aos grandes mestres da pintura, aos grandes artistas plásticos, não subestimando a inteligência de ninguém, mas desafiando quem ainda não nos conhece, quem não sabe que dedicamos nossa vida à qualidade, quem acha que o que fazemos é apenas propaganda ou frase de efeito. Nestes novos anúncios está embutida a resposta, quem compra CDs hoje em dia. Nós. Você.
Estamos aqui pra lhe atender, a equipe toda: André, Fausto, Kinder, Lucas e Thiago.
sábado, 5 de maio de 2012
Virada Cultural
Finalmente a 8a Virada Cultural aqui em SP, apesar das críticas, melhor ter um evento como este,
com ou sem críticas... Algumas bandas bem legais participam (Suicidal Tendencies, Black Oak
Arkansas, Iron Butterfly... E as nossas Made in Brazil, Mutantes, A Bolha...) A Galeria do Rock tinha tudo pra
estar incluída, mostrando nossas bandas e trazendo outras que tenham o nosso perfil, trazendo metal e
vertentes por exemplo, mas se contentou em colocar um cartaz bobo "Aqui tem cultura todo dia" ou algo
parecido... Mas estamos orgulhosos de nosso amigo Luiz Calanca da Baratos Afins ter seu palco, que já é
curador da Vitrine do Rock aqui ao lado, na Galeria Olido, e com o nome "Baratos Afins", lavou
nossa alma, um dia a gente cresce e manda ver também, haha, e colocou lá (na verdade aqui, bem em frente à Galeria do Rock), entre outras: Baranga, Messias Elétrico, Golpe de Estado e o genial Paulo Barnabé e sua Patife Band...
É isso aê, enquanto não retomamos a direção do que é nosso, comamos pelas beiradas e façamos acontecer, parabéns Luiz Calanca e Baratos Afins, estamos junto :)
Curtamos todos, é com a nossa grana, a festa é nossa...
sábado, 31 de março de 2012
O Iron Maiden chegou!
Agora entendemos melhor porque a EMI foi comprada pela Universal Music. A EMI é a pior na distribuição, anti-ética até, já a Universal é a melhor... Bom, deixa pra lá, claro que tem coisas mais "altas" envolvidas, mas o que nos atinge diretamente, entre outras coisas, infelizmente, é isto... Tudo só pra dizer que o Iron Maiden - En Vivo!, CD e DVD, separados, já chegaram.
Veja: http://www.diehard.com.br/lojaweb/index.asp
Veja: http://www.diehard.com.br/lojaweb/index.asp
terça-feira, 20 de março de 2012
DAVID BOWIE – DIAMOND DOGS
David Bowie é conhecido como o camaleão do rock, e essa alcunha é mais do que justificada. A cada trabalho Bowie vêm criando e desenvolvendo estilos e estéticas diferentes. Depois do genial Raise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spider From Mars, Bowie matou seu personagem e demitiu a banda, literalmente, no palco da última apresentação no Hammersmith Odeon em 5 de Julho de 1973 na turnê do genial Aladdin Sane. Depois de uma álbum de covers (Pin Ups), o camaleão teve a idéia de fazer um álbum que acompanharia uma peça musical baseada no livro 1984 de George Orwell. No entanto, Sonia Blair, então viúva de Orwell, vetou os direitos autorais da obra, forçando Bowie a pensar rápido e criar o seu mundo urbano decadente chamado de DIAMOND DOGS. O cenário é uma cidade abandonada chamada Hunger City onde matilhas de cães patrulham suas ruas abandonadas enquanto punks em seus skates enferrujados passeiam sobre os telhados dos edifícios. Havia até um substituto para Winston, um gato legal chamado Halloween Jack.
O escândalo Watergate e todo clima de paranóia política impulsionaram o clima do trabalho, além da quantidade absurda de cocaína consumida por Bowie. Sem seu braço direito, Mick Ronson, e sem os Spiders, Bowie tinha a ingrata tarefa de ter o total controle do projeto. Ele desejava que a música que habitava sua mente fosse reproduzida fielmente no álbum. Em dezembro de 1973, Bowie contava com o baterista Aynsley Dunbar, o baixista Herbie Flowers, e os guitarristas Tony Newman e Alan Parker. Com esse time ingressam no Olympic Studios. Na produção Keith Harwood que havia trabalhado no Houses Of The Holly do Led Zeppelin, além de produzir All The Young Dudes, composição de Bowie para o Mott The Hoople. O pianista Mike Garson que trabalhou com gente de peso como John Coltrane, e que havia mostrado seu poder nas teclas no álbum Aladdin Sane, participa de Diamond Dogs Com a agência MainMan se afundando em dívidas, a pressão aumentava. Para suprir rápido parte das necessidades financeiras, é lançado o single Rebel Rebel, contendo em seu b-side uma deslocada Queen Bitch. Dentro do clima tenso, musicalmente falando, em Diamond Dogs, Rebel Rebel revisita o tema sobre androginia, fazendo uma ligação com os trabalhos anteriores. Seu riff hipnótico serviu muito bem aos propósitos do single, e conta a história de um vadio(a) que preocupava seus pais por conta de seu estilo de vida. Quando Rock N Rol With Me começa, o clima Owerlliano retorna, e nos lembramos que Diamond Dogs não é diversão. Também não é rock n roll, é genocídio como é dito no monólogo apocalíptico de Future Legend. O que restou do projeto original é mantido em We Are All Dead, e a avalanche de guitarras wah-wah em 1984. Além de, claro, a faixa seguinte Big Brother.
Na verdade Diamond Dogs foi produzido bem rápido e foi projetado para ser reproduzido ao vivo. Herbie Flowers disse que as faixas básicas do álbum foram produzidas apenas em 3 dias no Olympic Studios. Como a MainMan parou de pagar o aluguel do Olympic , o pessoal temporariamente migrou para o Ludolf Studios na Noruega. Na verdade o álbum foi finalizado no Ludolf por sugestão do pessoal dos Rolling Stones que haviam gravado It´s Only Rock ´n Roll lá.
Falando em Rolling Stones , Jagger e Bowie haviam se tornado amigos em 1973. Jagger havia estado presente no último show de Ziggy. Por indicação de garoto de lábios carnudos, Bowie também aceitou a indicação de artista de capa que desenhou It´s Only Rock ´n´Roll para fazer a de Diamond Dogs. O artista Guy Peellaert criou esse cenário de um circo de horrores onde Bowie aparece com sua cabeleira à la Ziggy Stardust (um dos últimos indícios de nosso amigo alienígena morto em palco.) sobre um corpo de um cão com as genitálias aparecendo. Obviamente o pessoal da RCA reclamou bastante para que a imagem das genitálias fossem apagadas, mas Bowie não cedeu à pressão. A respeito do show de horrores, não é coincidência que haja nessa capa uma referência ao filme Freaks de Todd Browning. Já escrevi isso em um dos meus textos, a respeito da Pinhead dos Ramones ter sido inspirada por esse mesmo filme de horror de 1932, mas no caso de Diamond Dogs a coisa é explicitada com o verso da faixa título: Dressed Like a Priest you Was/ Todd Browning Freaks you Was, e a referências cinematográficas se estendem também no design dos palcos... David Bowie estava muito interessado no expressionismo alemão. Os filmes O Gabinete do Doutor Caligari (1920 ) de Robert Weine, e Metropolis (1926) de Fritz Lang, serviram de inspiração. O cenário urbano e decadente de Hunger City teria vida nos palcos. O niilismo e o vazio do mundo foram expressos inspirados no conceito e design dos filmes citados. O designer cênico Mark Ravitz elaborou o palco. Ravitz já havia trabalhado com o Kiss naquela época, e criado o logotipo da banda. A turnê se inicia em Montreal no dia 14 de junho. Future Legend abriu o set list. Clássicos dos discos anteriores eram intercalados com músicas do novo trabalho, mas não dando espaço para Bowie dizer um “olá Montreal”. A turnê de Diamond Dogs combinou as montagens da Brodway com espetáculos de Hollywood com o poder do rock n roll, sendo assim a precursora das mega produções ao vivo. O trabalho de palco de artistas como U2, Madonna, Elton John e outros, não existira da forma que conhecemos se não fosse Diamond Dogs. David Bowie sempre criando e inovando, mas para se reinventar ele matou Ziggy. Para o projeto seguinte, Bowie iria desmontar esse super espetáculo que contava até com sistemas de freios desenvolvidos pela Porsche , e ingressar numa praia mais soul. E isso é assunto para outro por do sol. O que importa mesmo é informar o leitor amigo que a obra de Bowie é repleta de mudanças, rica em estética, e Diamond Dogs, apesar de ser um trabalho não muito amigável, pode ser uma excelente porta de entrada. Audição altamente recomendável.
Pier Carllo Braghirolli.
pcl-brag@uol.com.br– Obrigado de novo, Pier :)
O escândalo Watergate e todo clima de paranóia política impulsionaram o clima do trabalho, além da quantidade absurda de cocaína consumida por Bowie. Sem seu braço direito, Mick Ronson, e sem os Spiders, Bowie tinha a ingrata tarefa de ter o total controle do projeto. Ele desejava que a música que habitava sua mente fosse reproduzida fielmente no álbum. Em dezembro de 1973, Bowie contava com o baterista Aynsley Dunbar, o baixista Herbie Flowers, e os guitarristas Tony Newman e Alan Parker. Com esse time ingressam no Olympic Studios. Na produção Keith Harwood que havia trabalhado no Houses Of The Holly do Led Zeppelin, além de produzir All The Young Dudes, composição de Bowie para o Mott The Hoople. O pianista Mike Garson que trabalhou com gente de peso como John Coltrane, e que havia mostrado seu poder nas teclas no álbum Aladdin Sane, participa de Diamond Dogs Com a agência MainMan se afundando em dívidas, a pressão aumentava. Para suprir rápido parte das necessidades financeiras, é lançado o single Rebel Rebel, contendo em seu b-side uma deslocada Queen Bitch. Dentro do clima tenso, musicalmente falando, em Diamond Dogs, Rebel Rebel revisita o tema sobre androginia, fazendo uma ligação com os trabalhos anteriores. Seu riff hipnótico serviu muito bem aos propósitos do single, e conta a história de um vadio(a) que preocupava seus pais por conta de seu estilo de vida. Quando Rock N Rol With Me começa, o clima Owerlliano retorna, e nos lembramos que Diamond Dogs não é diversão. Também não é rock n roll, é genocídio como é dito no monólogo apocalíptico de Future Legend. O que restou do projeto original é mantido em We Are All Dead, e a avalanche de guitarras wah-wah em 1984. Além de, claro, a faixa seguinte Big Brother.
Na verdade Diamond Dogs foi produzido bem rápido e foi projetado para ser reproduzido ao vivo. Herbie Flowers disse que as faixas básicas do álbum foram produzidas apenas em 3 dias no Olympic Studios. Como a MainMan parou de pagar o aluguel do Olympic , o pessoal temporariamente migrou para o Ludolf Studios na Noruega. Na verdade o álbum foi finalizado no Ludolf por sugestão do pessoal dos Rolling Stones que haviam gravado It´s Only Rock ´n Roll lá.
Falando em Rolling Stones , Jagger e Bowie haviam se tornado amigos em 1973. Jagger havia estado presente no último show de Ziggy. Por indicação de garoto de lábios carnudos, Bowie também aceitou a indicação de artista de capa que desenhou It´s Only Rock ´n´Roll para fazer a de Diamond Dogs. O artista Guy Peellaert criou esse cenário de um circo de horrores onde Bowie aparece com sua cabeleira à la Ziggy Stardust (um dos últimos indícios de nosso amigo alienígena morto em palco.) sobre um corpo de um cão com as genitálias aparecendo. Obviamente o pessoal da RCA reclamou bastante para que a imagem das genitálias fossem apagadas, mas Bowie não cedeu à pressão. A respeito do show de horrores, não é coincidência que haja nessa capa uma referência ao filme Freaks de Todd Browning. Já escrevi isso em um dos meus textos, a respeito da Pinhead dos Ramones ter sido inspirada por esse mesmo filme de horror de 1932, mas no caso de Diamond Dogs a coisa é explicitada com o verso da faixa título: Dressed Like a Priest you Was/ Todd Browning Freaks you Was, e a referências cinematográficas se estendem também no design dos palcos... David Bowie estava muito interessado no expressionismo alemão. Os filmes O Gabinete do Doutor Caligari (1920 ) de Robert Weine, e Metropolis (1926) de Fritz Lang, serviram de inspiração. O cenário urbano e decadente de Hunger City teria vida nos palcos. O niilismo e o vazio do mundo foram expressos inspirados no conceito e design dos filmes citados. O designer cênico Mark Ravitz elaborou o palco. Ravitz já havia trabalhado com o Kiss naquela época, e criado o logotipo da banda. A turnê se inicia em Montreal no dia 14 de junho. Future Legend abriu o set list. Clássicos dos discos anteriores eram intercalados com músicas do novo trabalho, mas não dando espaço para Bowie dizer um “olá Montreal”. A turnê de Diamond Dogs combinou as montagens da Brodway com espetáculos de Hollywood com o poder do rock n roll, sendo assim a precursora das mega produções ao vivo. O trabalho de palco de artistas como U2, Madonna, Elton John e outros, não existira da forma que conhecemos se não fosse Diamond Dogs. David Bowie sempre criando e inovando, mas para se reinventar ele matou Ziggy. Para o projeto seguinte, Bowie iria desmontar esse super espetáculo que contava até com sistemas de freios desenvolvidos pela Porsche , e ingressar numa praia mais soul. E isso é assunto para outro por do sol. O que importa mesmo é informar o leitor amigo que a obra de Bowie é repleta de mudanças, rica em estética, e Diamond Dogs, apesar de ser um trabalho não muito amigável, pode ser uma excelente porta de entrada. Audição altamente recomendável.
Pier Carllo Braghirolli.
pcl-brag@uol.com.br– Obrigado de novo, Pier :)
quinta-feira, 1 de março de 2012
Estamos de olho nestas obras!!!
Retrato do Casal Arnolfini - Jan Van Eick - 1434

O Homem Vitruviano - Leonardo Da Vinci - circa 1490

São Tomé - Caravaggio - 1593

A Morte de Marat - Jacques-Louis David - 1793

Claude Monet - Impressão O Nascer do Sol - 1872

Van Gogh - A Noite Estrelada - 1889

Marcel Duchamp - A Fonte - 1917

Rothko - Untitled (Violet, Black, Orange, Yellow on White and Red) - 1949

sábado, 18 de fevereiro de 2012
Megalomania na Galeria
Recebemos no final do sábado, 18.02.12, um folheto de divulgação do síndico da Galeria do Rock, das mãos do segurança gente boa, portanto, oficial. Que triste ver quem deveria nos representar no meio de um monte de gente de terno e gravata recebendo prêmio disso ou daquilo, pelas fotos dá até pra ouvir "oh, outrossim", "oh, data venia"... Que atitude mais anti-rock’n’roll. Nossos heróis da música, que construíram o passado e inspiraram o nome desta Galeria estão sendo humilhados. Mas, sejamos democráticos, muita gente deve achar bonito isto, pra estar sendo divulgado assim sem nenhum constrangimento.
Não bastasse isso, do outro lado do mesmo folheto tem um texto "Revolução Cultural da Galeria do Rock" onde, megalomaniacamente (começa pelo título), diz “grandiosidades” como “A Galeria do Rock promoveu uma verdadeira revolução cultural que nem Mao Tsé-Tung conseguiu”, “Woodstock permanente que acontece todo dia ”(sic), “Fomos tema da novela... onde um dos atores representava o papel de líder, baseado em nosso (do síndico, o plural confunde - parêntesis nossos) papel na Galeria”, etc... e não pára, consta neste folheto ainda que os enfeites de natal daqui ficaram “simplesmente fantásticos, elogiados por todos que vêm”... Nossa opinião sobre tudo e principalmente sobre estes enfeites de natal, sempre expressas aqui mesmo, é que o enfeite deste ano era, não diferente de anos anteriores, um verdadeiro lixo kitsch, e que nos desculpe quem os concebeu, o artista que divulga sua obra tem de receber críticas e opiniões diversas, assim como quem divulga, quem publica um texto como este também tem de ter esta postura, este texto que você está lendo não está fora desta lógica, muito pelo contrário, o blog é um mecanismo democrático e o espaço está aí, logo abaixo, pra quem se interessar, divergindo ou concordando, desde que, como este nosso texto, critique o trabalho, os feitos, as opiniões e não desrespeite as pessoas, sua honra ou caráter. Estamos apenas nos utilizando de nosso direito de expressar nossa opinião sobre o que foi entregue dentro da loja, jamais fomos buscar notícias fora.
Pra fechar, o texto termina com uma pérola: "como diria Carl Gustav Jung 'A Galeria do Rock entrou para o inconsciente coletivo da nossa História'”... Não dá pra ficar sem falar nada... Menos... Menos... Não nos esqueçamos da Teoria da Sincronicidade, do mesmo Jung, sabemos que muitas lojas estão tão incomodadas quanto nós, nada é para sempre, uma hora as coisas podem mudar, nada é para sempre.
Sentimos falta do Rock na Galeria, cadê as iniciativas que têm a ver com isto aqui? Temos toda a estrutura e os malhores profissionais e entendedores do país, alguém precisa dizer pra eles que existe rock além do Raul, e nada contra o Raul, claro, hein... Sentimos falta do bom gosto artístico, não só nestes enfeites bregas mas no absurdo que fizeram nas escadas rolantes, sujaram suas laterais e chamam aquilo de "arte", por favor... Existiu uma programação "cultural" para julho, o mês do rock, e o banner só foi colocado no último dia útil de julho, acredite... O certo é ouvir os frequentadores, nos vivemos com eles diariamente, de todo o país, roqueiros e bangers de verdade, os que ainda visitam a Galeria, que se chocam com o que vêm, e com o que não vêm mais aqui...
Repetindo o que sempre dissemos, esta administração é excelente no que diz respeito à segurança, à limpeza, às obrigações condominiais com os órgãos públicos (prefeitura, bombeiros, etc...) e concessionárias (luz, água...), apesar de ter sempre por onde melhorar, por exemplo não temos serviço de banda larga (!?!?!?), o que criticamos aqui é a falta de senso artístico-musical, há pessoas aqui dentro utilizando seu talento fora da Galeria, quando não o sufocando por falta de espaço aqui. E criticamos também, claro, os arroubos megalomaníacos do texto, parecendo querer disfarçar esta deficiência.
Citamos acima partes do texto do panfleto recebido e editamos o que achamos ser erros, talvez de concordância. Se você quiser ver tudo, frente e verso disponíveis logo abaixo.
Obrigado e desculpe o desabafo, você que está lendo, e que nos desculpe o próprio redator do texto criticado caso sinta que não deva sê-lo, nada contra sua pessoa ou sua administração, com o perdão da redundância, administrativamente falando, mas somos parte desta Galeria, e não nos vemos representados, não concordamos com muita coisa, e é isto que tentamos expor aqui, e o intuito é que quem tem o poder de melhorar as coisas tenha também a oportunidade de ouvir os descontentes, pois, como dissemos, não somos os únicos, temos conhecimento que não. Nossa intenção jamais for jogar pedras no trabalho dos outros, mas apenas poder, ao menos, falar, já que, como diz o ditado popular, "quem fala o que quer, ouve o que não quer."
Finalizemos com uma pergunta: Qual o objetivo da divulgação deste texto?

Não bastasse isso, do outro lado do mesmo folheto tem um texto "Revolução Cultural da Galeria do Rock" onde, megalomaniacamente (começa pelo título), diz “grandiosidades” como “A Galeria do Rock promoveu uma verdadeira revolução cultural que nem Mao Tsé-Tung conseguiu”, “Woodstock permanente que acontece todo dia ”(sic), “Fomos tema da novela... onde um dos atores representava o papel de líder, baseado em nosso (do síndico, o plural confunde - parêntesis nossos) papel na Galeria”, etc... e não pára, consta neste folheto ainda que os enfeites de natal daqui ficaram “simplesmente fantásticos, elogiados por todos que vêm”... Nossa opinião sobre tudo e principalmente sobre estes enfeites de natal, sempre expressas aqui mesmo, é que o enfeite deste ano era, não diferente de anos anteriores, um verdadeiro lixo kitsch, e que nos desculpe quem os concebeu, o artista que divulga sua obra tem de receber críticas e opiniões diversas, assim como quem divulga, quem publica um texto como este também tem de ter esta postura, este texto que você está lendo não está fora desta lógica, muito pelo contrário, o blog é um mecanismo democrático e o espaço está aí, logo abaixo, pra quem se interessar, divergindo ou concordando, desde que, como este nosso texto, critique o trabalho, os feitos, as opiniões e não desrespeite as pessoas, sua honra ou caráter. Estamos apenas nos utilizando de nosso direito de expressar nossa opinião sobre o que foi entregue dentro da loja, jamais fomos buscar notícias fora.
Pra fechar, o texto termina com uma pérola: "como diria Carl Gustav Jung 'A Galeria do Rock entrou para o inconsciente coletivo da nossa História'”... Não dá pra ficar sem falar nada... Menos... Menos... Não nos esqueçamos da Teoria da Sincronicidade, do mesmo Jung, sabemos que muitas lojas estão tão incomodadas quanto nós, nada é para sempre, uma hora as coisas podem mudar, nada é para sempre.
Sentimos falta do Rock na Galeria, cadê as iniciativas que têm a ver com isto aqui? Temos toda a estrutura e os malhores profissionais e entendedores do país, alguém precisa dizer pra eles que existe rock além do Raul, e nada contra o Raul, claro, hein... Sentimos falta do bom gosto artístico, não só nestes enfeites bregas mas no absurdo que fizeram nas escadas rolantes, sujaram suas laterais e chamam aquilo de "arte", por favor... Existiu uma programação "cultural" para julho, o mês do rock, e o banner só foi colocado no último dia útil de julho, acredite... O certo é ouvir os frequentadores, nos vivemos com eles diariamente, de todo o país, roqueiros e bangers de verdade, os que ainda visitam a Galeria, que se chocam com o que vêm, e com o que não vêm mais aqui...
Repetindo o que sempre dissemos, esta administração é excelente no que diz respeito à segurança, à limpeza, às obrigações condominiais com os órgãos públicos (prefeitura, bombeiros, etc...) e concessionárias (luz, água...), apesar de ter sempre por onde melhorar, por exemplo não temos serviço de banda larga (!?!?!?), o que criticamos aqui é a falta de senso artístico-musical, há pessoas aqui dentro utilizando seu talento fora da Galeria, quando não o sufocando por falta de espaço aqui. E criticamos também, claro, os arroubos megalomaníacos do texto, parecendo querer disfarçar esta deficiência.
Citamos acima partes do texto do panfleto recebido e editamos o que achamos ser erros, talvez de concordância. Se você quiser ver tudo, frente e verso disponíveis logo abaixo.
Obrigado e desculpe o desabafo, você que está lendo, e que nos desculpe o próprio redator do texto criticado caso sinta que não deva sê-lo, nada contra sua pessoa ou sua administração, com o perdão da redundância, administrativamente falando, mas somos parte desta Galeria, e não nos vemos representados, não concordamos com muita coisa, e é isto que tentamos expor aqui, e o intuito é que quem tem o poder de melhorar as coisas tenha também a oportunidade de ouvir os descontentes, pois, como dissemos, não somos os únicos, temos conhecimento que não. Nossa intenção jamais for jogar pedras no trabalho dos outros, mas apenas poder, ao menos, falar, já que, como diz o ditado popular, "quem fala o que quer, ouve o que não quer."
Finalizemos com uma pergunta: Qual o objetivo da divulgação deste texto?

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