sábado, 7 de julho de 2012

NOVA CAMPANHA - ANÚNCIOS DIE HARD

Sempre tivemos nossa marca aliada a todas as formas de manifestação artística, em nossa própria logomarca tem o ícone simbolista, desde 1995 quando inauguramos, o cada vez mais famoso “O Grito”, de Edward Munch. Em 2000 produzimos “Hamlet” ,um projeto cujo conceito continua inédito até hoje (não é coletânea, não é ópera rock, várias bandas fizeram a música de um só autor, etc...) inspirados no maior dramaturgo de todos os tempos, William Shakespeare. Distribuímos flyers com literatura citando a música em toda compra, sem repetir, também desde nossa inauguração, e nossos anúncios, a cada três ou quatro campanhas, são sobre artes plásticas, desde os primórdios até nossos tempos.

Nossa nova campanha tem 8 (oito) obras, as que achamos mais significativas dentro da História da Arte, e cada uma tem um motivo, uma explicação sobre o porque a escolhemos. Já divulgamos a primeira, de Jan Van Eyck , “O Retrato do Casal Arnolfini”, de 1434. Nesta obra dissemos que temos produtos (obras de arte musicais) de classic rock e heavy metal tão INTRIGANTES quanto ela, que é o primeiro óleo sobre tela do mundo e tem uma história realmente INTRIGANTE, e tudo a ver com obras musicais que vendemos. A segunda, que está nas revistas e na internet agora (imagem abaixo) é “São Tomé”, de Caravaggio, de 1593. A palavra para esta é CLÁSSICO. Obras musicais clássicas como esta, alguém duvidaria? :) Aliás, em algumas semanas terá no MASP aqui em São Paulo uma exposição sobre Caravaggio, atualmente em BH. A primeira no Brasil com tantos originais, imperdível. Os outros seis anúncios serão divulgados na sequência, e cada um deles com uma palavra significando algo na história da arte, na história da obra e relacionando com a música que curtimos e que vendemos. Achamos que é interessante relacionar, pesquisar, pois além de prazerosa, esta atividade é útil pois estas obras são maravilhosas, cheias de conteúdo, contam nossa história como seres humanos, e são citadas sempre.

Longe de querer parecer o que não somos, desde já explicamos que só temos amor pela arte, desde sempre como dito no primeiro parágrafo deste texto, não temos nenhuma pretensão e erudição ou formação acadêmica, portanto, e isto é um pedido, se você quiser acrescentar algo, nos ajudar, bem vindo! O espaço para tal é em qualquer uma das redes sociais onde estamos, nos endereços abaixo, ok?

Obrigado!

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terça-feira, 26 de junho de 2012

Jung e a Música

"É certo que a música, bem como o drama tem a ver com o inconsciente coletivo; (...) De certa forma, a música expressa o movimento dos sentimentos (ou valores emocionais) que acompanham os processos inconscientes. O que acontece no inconsciente coletivo é por sua natureza arquetípico e os arquétipos têm sempre uma qualidade numinosa que se manifesta na acentuação do emocional. A música expressa em sons o que as fantasias e visões exprimem em imagens visuais." JUNG, C.G. Cartas 1946-1955, Volume II, pg.150.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

QUEM COMPRA CDs HOJE EM DIA?

Esta é uma pergunta que tanto as pessoas que compram CDs com frequência quanto as que deixaram de comprar nos fazem. De vez em quando alguns profissionais da imprensa também nos questionam, tanto da grande imprensa como os independentes (profissionais mesmo, que vão atrás da informação e questionam a quem acham que devem e não a quem a administração da Galeria do Rock, tendenciosamente, indica) – e vale lembrar que a grande imprensa, em sua maioria, quer mais é que o CD suma (perceba que todos tem algum tipo de rabo preso, o Terra com o Sonora, a Rede Globo com a Som Livre, etc.) - e nossa resposta é sempre a mesma: compra CDs hoje em dia quem verdadeiramente gosta de música de verdade. Simples.

Os motivos que levam uma pessoa a comprar um CD (ou vinyl, DVD, etc...) original vão desde a simples consciência, passando pelo único vínculo que podemos ter com nossos músicos preferidos fora ir aos shows, chegando ao bom gosto, pela qualidade, não se contentando em ter um produto pirata porcaria ou cópia.

Somos em cinco aqui na Die Hard, e nós cinco consumimos os produtos que vendemos, todos compramos CDs, uns mais, outros menos, outros compulsivamente, e de tempos em tempos estes comportamentos migram de pessoa pra pessoa aqui, mas nunca deixamos de comprar produtos novos e originais, que são os que vendemos, e por isso trabalhamos com isto, e por isto apostamos no nosso negócio, pois se nós cinco não alteramos nossos hábitos depois da descaracterização da Galeria do Rock, depois da profusão dos piratas, russos e chineses, que são a mesma coisa, e depois dos downloads descontrolados,então muita gente manterá estes hábitos como nós, então continuamos no negócio, e investindo cada vez mais.

A Die Hard nunca teve uma curva descendente em termos de faturamento, exceto se considerarmos os fatores sazonais, tirando isto, estamos sempre crescendo, às vezes mais às vezes menos, mas crescendo. Sinal de que apostamos corretamente, mantendo o foco no atendimento ao cliente, na qualidade dos produtos, com garantia e segurança 100%, vendendo só novos e originais, ampliando o catálogo e correndo atrás das novidades e dos lançamentos, e sempre apoiando as bandas independentes, principalmente as nacionais, e somos a loja virtual de muitos de nossos principais músicos. E também nossa venda à distância é competente, rápida, segura, e com os fretes justos. Podemos nem sempre ser os mais baratos, pois nem sempre é uma questão de preço, mas o que expomos acima é nosso compromisso. Nesta empreitada, temos a imprensa especializada do nosso lado, temos músicos nacionais e internacionais do nosso lado, temos as empresas do ramo do nosso lado, mas o que nos interessa mesmo, principalmente, é você, que é nosso cliente, e você também, que ainda não é.

Em breve divulgaremos anúncios totalmente novos, uma campanha que, como sempre, alia nossa marca aos grandes mestres da pintura, aos grandes artistas plásticos, não subestimando a inteligência de ninguém, mas desafiando quem ainda não nos conhece, quem não sabe que dedicamos nossa vida à qualidade, quem acha que o que fazemos é apenas propaganda ou frase de efeito. Nestes novos anúncios está embutida a resposta, quem compra CDs hoje em dia. Nós. Você.

Estamos aqui pra lhe atender, a equipe toda: André, Fausto, Kinder, Lucas e Thiago.

sábado, 5 de maio de 2012

Virada Cultural

Finalmente a 8a Virada Cultural aqui em SP, apesar das críticas, melhor ter um evento como este, com ou sem críticas... Algumas bandas bem legais participam (Suicidal Tendencies, Black Oak Arkansas, Iron Butterfly... E as nossas Made in Brazil, Mutantes, A Bolha...) A Galeria do Rock tinha tudo pra estar incluída, mostrando nossas bandas e trazendo outras que tenham o nosso perfil, trazendo metal e vertentes por exemplo, mas se contentou em colocar um cartaz bobo "Aqui tem cultura todo dia" ou algo parecido... Mas estamos orgulhosos de nosso amigo Luiz Calanca da Baratos Afins ter seu palco, que já é curador da Vitrine do Rock aqui ao lado, na Galeria Olido, e com o nome "Baratos Afins", lavou nossa alma, um dia a gente cresce e manda ver também, haha, e colocou lá (na verdade aqui, bem em frente à Galeria do Rock), entre outras: Baranga, Messias Elétrico, Golpe de Estado e o genial Paulo Barnabé e sua Patife Band... É isso aê, enquanto não retomamos a direção do que é nosso, comamos pelas beiradas e façamos acontecer, parabéns Luiz Calanca e Baratos Afins, estamos junto :) Curtamos todos, é com a nossa grana, a festa é nossa...

sábado, 31 de março de 2012

O Iron Maiden chegou!

Agora entendemos melhor porque a EMI foi comprada pela Universal Music. A EMI é a pior na distribuição, anti-ética até, já a Universal é a melhor... Bom, deixa pra lá, claro que tem coisas mais "altas" envolvidas, mas o que nos atinge diretamente, entre outras coisas, infelizmente, é isto... Tudo só pra dizer que o Iron Maiden - En Vivo!, CD e DVD, separados, já chegaram.
Veja: http://www.diehard.com.br/lojaweb/index.asp

terça-feira, 20 de março de 2012

DAVID BOWIE – DIAMOND DOGS

David Bowie é conhecido como o camaleão do rock, e essa alcunha é mais do que justificada. A cada trabalho Bowie vêm criando e desenvolvendo estilos e estéticas diferentes. Depois do genial Raise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spider From Mars, Bowie matou seu personagem e demitiu a banda, literalmente, no palco da última apresentação no Hammersmith Odeon em 5 de Julho de 1973 na turnê do genial Aladdin Sane. Depois de uma álbum de covers (Pin Ups), o camaleão teve a idéia de fazer um álbum que acompanharia uma peça musical baseada no livro 1984 de George Orwell. No entanto, Sonia Blair, então viúva de Orwell, vetou os direitos autorais da obra, forçando Bowie a pensar rápido e criar o seu mundo urbano decadente chamado de DIAMOND DOGS. O cenário é uma cidade abandonada chamada Hunger City onde matilhas de cães patrulham suas ruas abandonadas enquanto punks em seus skates enferrujados passeiam sobre os telhados dos edifícios. Havia até um substituto para Winston, um gato legal chamado Halloween Jack.

O escândalo Watergate e todo clima de paranóia política impulsionaram o clima do trabalho, além da quantidade absurda de cocaína consumida por Bowie. Sem seu braço direito, Mick Ronson, e sem os Spiders, Bowie tinha a ingrata tarefa de ter o total controle do projeto. Ele desejava que a música que habitava sua mente fosse reproduzida fielmente no álbum. Em dezembro de 1973, Bowie contava com o baterista Aynsley Dunbar, o baixista Herbie Flowers, e os guitarristas Tony Newman e Alan Parker. Com esse time ingressam no Olympic Studios. Na produção Keith Harwood que havia trabalhado no Houses Of The Holly do Led Zeppelin, além de produzir All The Young Dudes, composição de Bowie para o Mott The Hoople. O pianista Mike Garson que trabalhou com gente de peso como John Coltrane, e que havia mostrado seu poder nas teclas no álbum Aladdin Sane, participa de Diamond Dogs Com a agência MainMan se afundando em dívidas, a pressão aumentava. Para suprir rápido parte das necessidades financeiras, é lançado o single Rebel Rebel, contendo em seu b-side uma deslocada Queen Bitch. Dentro do clima tenso, musicalmente falando, em Diamond Dogs, Rebel Rebel revisita o tema sobre androginia, fazendo uma ligação com os trabalhos anteriores. Seu riff hipnótico serviu muito bem aos propósitos do single, e conta a história de um vadio(a) que preocupava seus pais por conta de seu estilo de vida. Quando Rock N Rol With Me começa, o clima Owerlliano retorna, e nos lembramos que Diamond Dogs não é diversão. Também não é rock n roll, é genocídio como é dito no monólogo apocalíptico de Future Legend. O que restou do projeto original é mantido em We Are All Dead, e a avalanche de guitarras wah-wah em 1984. Além de, claro, a faixa seguinte Big Brother.

Na verdade Diamond Dogs foi produzido bem rápido e foi projetado para ser reproduzido ao vivo. Herbie Flowers disse que as faixas básicas do álbum foram produzidas apenas em 3 dias no Olympic Studios. Como a MainMan parou de pagar o aluguel do Olympic , o pessoal temporariamente migrou para o Ludolf Studios na Noruega. Na verdade o álbum foi finalizado no Ludolf por sugestão do pessoal dos Rolling Stones que haviam gravado It´s Only Rock ´n Roll lá.

Falando em Rolling Stones , Jagger e Bowie haviam se tornado amigos em 1973. Jagger havia estado presente no último show de Ziggy. Por indicação de garoto de lábios carnudos, Bowie também aceitou a indicação de artista de capa que desenhou It´s Only Rock ´n´Roll para fazer a de Diamond Dogs. O artista Guy Peellaert criou esse cenário de um circo de horrores onde Bowie aparece com sua cabeleira à la Ziggy Stardust (um dos últimos indícios de nosso amigo alienígena morto em palco.) sobre um corpo de um cão com as genitálias aparecendo. Obviamente o pessoal da RCA reclamou bastante para que a imagem das genitálias fossem apagadas, mas Bowie não cedeu à pressão. A respeito do show de horrores, não é coincidência que haja nessa capa uma referência ao filme Freaks de Todd Browning. Já escrevi isso em um dos meus textos, a respeito da Pinhead dos Ramones ter sido inspirada por esse mesmo filme de horror de 1932, mas no caso de Diamond Dogs a coisa é explicitada com o verso da faixa título: Dressed Like a Priest you Was/ Todd Browning Freaks you Was, e a referências cinematográficas se estendem também no design dos palcos... David Bowie estava muito interessado no expressionismo alemão. Os filmes O Gabinete do Doutor Caligari (1920 ) de Robert Weine, e Metropolis (1926) de Fritz Lang, serviram de inspiração. O cenário urbano e decadente de Hunger City teria vida nos palcos. O niilismo e o vazio do mundo foram expressos inspirados no conceito e design dos filmes citados. O designer cênico Mark Ravitz elaborou o palco. Ravitz já havia trabalhado com o Kiss naquela época, e criado o logotipo da banda. A turnê se inicia em Montreal no dia 14 de junho. Future Legend abriu o set list. Clássicos dos discos anteriores eram intercalados com músicas do novo trabalho, mas não dando espaço para Bowie dizer um “olá Montreal”. A turnê de Diamond Dogs combinou as montagens da Brodway com espetáculos de Hollywood com o poder do rock n roll, sendo assim a precursora das mega produções ao vivo. O trabalho de palco de artistas como U2, Madonna, Elton John e outros, não existira da forma que conhecemos se não fosse Diamond Dogs. David Bowie sempre criando e inovando, mas para se reinventar ele matou Ziggy. Para o projeto seguinte, Bowie iria desmontar esse super espetáculo que contava até com sistemas de freios desenvolvidos pela Porsche , e ingressar numa praia mais soul. E isso é assunto para outro por do sol. O que importa mesmo é informar o leitor amigo que a obra de Bowie é repleta de mudanças, rica em estética, e Diamond Dogs, apesar de ser um trabalho não muito amigável, pode ser uma excelente porta de entrada. Audição altamente recomendável.

Pier Carllo Braghirolli.
pcl-brag@uol.com.br– Obrigado de novo, Pier :)

quinta-feira, 1 de março de 2012

Estamos de olho nestas obras!!!





Retrato do Casal Arnolfini - Jan Van Eick - 1434
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O Homem Vitruviano - Leonardo Da Vinci - circa 1490
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São Tomé - Caravaggio - 1593
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A Morte de Marat - Jacques-Louis David - 1793
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Claude Monet - Impressão O Nascer do Sol - 1872
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Van Gogh - A Noite Estrelada - 1889
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Marcel Duchamp - A Fonte - 1917
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Rothko - Untitled (Violet, Black, Orange, Yellow on White and Red) - 1949
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