De vez em quando divulgamos algumas frases espontâneas que recebemos mui gentilmente de nossos clientes. Sabemos que é meio cafona este tipo de anúncio, mas ao mesmo tempo não poderíamos deixar de divulgar.
Na verdade não fazemos nada, absolutamente nada, além do que devemos, que é ter o produto que a pessoa comprou, original, novo e intocado, com todas as garantias do produto, tendo os lançamentos nacionais e internacionais em tempo ou bem antes, trabalhando com os catálogos antigos das bandas que comercializamos, tendo as independentes e trabalhando com afins também como ingressos e acessórios, e cuidando das garantias também da entrega, aliás, entregar no prazo e em embalagem adequada também e, quando temos algum brinde, até mandamos, mas não é uma regra. Acontece que nosso país é um modelo de como não se faz a coisa certa, começando pelos políticos, uns verdadeiros ladrões, safados e mentirosos, consequentemente a educação, saúde, transporte, etc... passando pelas corporações nacionais e internacionais como bancos, companhias de serviço público como a Eletropaulo (aqui em SP), telefônicas e chegando nas pequenas empresas, incluindo as nossas concorrentes, então nem fica tão difícil chamar a atenção fazendo o óbvio, pois quase nenhuma o faz, e temos o retorno destes mesmos clientes, alguns dos que não compram só conosco.
Claro que gostamos do que fazemos, este é nosso orgulho, e talvez faça a diferença sim.
Cafona ou não, é bem melhor divulgar estas frases, principalmente por serem espontâneas. Claro que solicitamos a autorização de cada um. Estão saindo em 10 (dez) anúncios diferentes, já saíram dois nas últimas Roadie Crew e Poeira Zine. Não sabemos se faremos isto novamente, esta é a segunda vez, a primeira foi há muito tempo, mas não importa, valeu!
Obrigado a todos os que nos escreverem espontaneamente, obrigado por nos autorizar também, e obrigado a você que está lendo agora e, principalmente, obrigado a quem escreveu também metendo o pau, ainda bem que são as exceções, pois quem te critica se preocupa com você, senão ignoraria... Obrigado a todos... Divirtam-se com as frases...
Abraço,
Die Hard
"Minhas encomendas chegaram todas excelentes aqui e quero agradecer e muito aos brindes. Parabéns, eu amo esta loja!"
Silvio Brandespin - Goiânia/GO
"A Die Hard é disparada a melhor loja de CDs de rock do Brasil... Além de todos lá serem muito honestos e gente boa, os serviços são excelentes... Comprei o Angra lá na segunda, ontem de manhã já tava aqui... Alias, compro lá há mais de 10 anos, quase que semanalmente, e nunca deu qualquer problema... Podem confiar nos caras de olhos fechados..."
Juninho Frascá - Monte Alto/SP, cliente e amigo antigo, dando uma força no Orkut pra quem ainda não nos conhecia ainda
"Durante o dia peguei o código de rastreamento no site da Die Hard. No início da tarde liguei para minha família e o pacote já havia chegado em casa."
Dimas Cezar - Carapicuiba/SP
"Foi a primeira vez que adquiri algo da loja de vocês. Ontem recebi o código de rastreamento do sedex e, para minha grande surpresa, hoje ela já estava aqui em casa.
“Gostaria de parabenizá-los pelo excelente trabalho! Os CDs chegaram em perfeito estado, muito bem embalados. A seriedade e profissionalismo de vocês se destacaram! Pode ter certeza que conquistaram mais um cliente fiel.”
Fabio Said - Bauru/SP
"A iniciativa de vocês é sensacional em um mundo em que hoje quem impera é o MP3."
Fernando Zahil - São Paulo/SP
"O que realmente me deixa surpreso é que vocês conseguiram melhorar o que já era bom, por isso vocês ainda são os melhores em um país que infelizmente carece de pessoas sérias e honestas que respeitem o cliente."
Roberto L. G. Britto - Rio de Janeiro/RJ
"Mais uma vez gostaria de parabenizar a Die Hard pelo profissionalismo e agilidade na disposição em resolver prontamente os problemas que aparecem, É por isso, entre outras coisas, que prefiro comprar com vocês, a melhor loja de Metal do Brasil."
Vitor Passos – Campo Grande/SP
"Gostaria de agradecer a pela rapidez e honestidade na entrega, comprei um CD ontem e já me entregaram hoje."
Edson H. Reis - Serra/ES
"Confio plenamente no trabalho da Die Hard! Vocês são um exemplo de comprometimento e qualidade."
Pablo Vilela - Recife/PE
"Fiz o pagamento há menos de 24hs, e já estou ouvindo o CD. Parabéns pela atenção e pode ter certeza de que ganharam mais um cliente!"
Paulo Agustinho Filho - Bauru/SP
"Gostaria de saber por que o novo CD da Tarja está disponível no site de vocês, sendo que em todas as outras lojas de CD's do Brasil está como pré-venda com lançamento ainda previsto. Comprei o CD de vocês, pois a Die Hard foi muito recomendada por amigos."
Jorge Abrahão - Caçapava/SP, ao encontrar o CD que procurava disponível em nosso site, e isto é o que queremos dizer quando anunciamos que nosso site é 100% atualizado, e que recebemos muitos lançamentos antes...
"Não conhecia a Die Hard, agora passo a dar prioridade nas compras de CDs e afins pelo site de vocês, sem falar que o preço é bem mais acessível"
Vinícius S. Cunha - Uberlândia/MG
"Mais uma vez vocês deram uma lição de competência, menos de 2 dias e já recebi o pedido, às vezes compro no Mercado livre e outras lojas, mas ninguém supera vocês, atendimento nota 10."
Gilvan - Olinda/PE
"Agradeço a atenção e parabenizo pelo atendimento e pelos esclarecimentos prestados pelos profissionais com a paciência de ouvir reclamações."
Cleber A. Filho - Rio das Ostras/RJ
"O pedido já chegou (!). Comprei domingo e chegou na terça. Agradeço a presteza e eficiência! Sei que é o trabalho de vocês, mas agradeço novamente a preocupação, profissionalismo e a atenção."
Diego Correa - Curitiba/PR
"Parabéns pela descrição detalhada dos produtos. "
Leo Victor Peixoto - Fortaleza/CE
"Recebi hoje mesmo o pedido, excelente atendimento. "
Cesar A. M. Cruz - Rio de Janeiro/RJ
"Se o meu CD não chegar até sábado faço uma denúncia no Procon."
"Vocês são nota 1000."
Erick Morais - Salvador/BA. Entre a primeira e a segunda frase houve um esclarecimento entre nós e, em tempo, não houve atraso.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
POR QUE O CD NÃO ESTÁ DISPONÍVEL NA DATA PROMETIDA? VERSÃO POLITICAMENTE INCORRETA: ACHANDO OS CULPADOS!
Apesar de ser tirada do Wikipédia (sabemos nem 100% confiável, e cita sua fonte: Council of Supply Chain Management Professionals, Carvalho, 2002, p. 31), a definição de logística lá é esta: "Logística é a parte do Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento que planeja, implementa e controla o fluxo e armazenamento eficiente e econômico de matérias-primas, materiais semi-acabados e produtos acabados, bem como as informações a eles relativas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender às exigências dos clientes". Mas vamos ficar com o principal pra nós agora, a distribuição decente. Confiável ou não, todos os envolvidos citados abaixo deveriam ao menos dar uma lida nisto.
Quantas vezes você já não leu em alguma divulgação oficial de uma gravadora, que o CD tal (ou qualquer outro formato) será lançado numa determinada data específica? E específica mesmo, com dia e o mês cravados, geralmente com a frase brega “nas melhores lojas”? Inúmeras, muitas vezes! O tempo todo. Na mesma proporção, salvas poucas exceções, o CD nunca está à disposição. Não só na loja (ou site) que você procura, mas simplesmente ainda não existe, não foi lançado. Frustração, desânimo, vontade de xingar quem “prometeu” são reações comuns.
Normalmente a maioria dos clientes, a princípio, culpa a loja (site...). Quando a loja tem oportunidade, explica, este texto que você está lendo pode também ser tomado como uma destas oportunidades, e a explicação é óbvia: o CD ainda não está disponível na fonte: gravadora ou distribuidora. Claro que estou tomando como princípio que a loja ou site onde você foi procurar não só se interessou pelo CD, como o encomendou numa fonte confiável no prazo adequado. Esta parte da culpa seria, então, da loja. Achamos um culpado, ao menos em potencial, mas há outros...
Pra não ficar só na aquisição física do produto, vamos viajar com exemplo não musical, o cinema, onde, apesar de todas as dificuldades conhecidas na produção de um filme (na verdade na produção de qualquer item de cultural comercializável), pra não acontecer do filme não ser lançado na data e local divulgados, a etapa de P & A = Print and Advertising (cópias do filme e divulgação) tem de ser eficiente, o filme TEM de estar à disposição na data e local exatos da divulgação. E quase sempre está. Voltando no nosso mundo, outro exemplo, o de lançamentos de CDs fora do Brasil, principalmente em países do 1º mundo, onde as datas de lançamento têm de ser exatas como divulgado, neste caso nem sempre, mas mesmo assim muito mais eficientes que aqui no Brasil. Assim como vários filmes simplesmente não são distribuídos, vários CDs também não o são. No caso dos filmes jamais lançados, ou aguardamos uma mostra, um festival ou ainda uma exibição extraordinária, que pode também nunca ocorrer, ou procuramos o DVD e, apelando, baixamos. No caso do CD o usual tem sido apenas a última hipótese.
A mídia está cheia de “fontes seguras” de informação sobre a data “exata” em que o CD estará nas lojas, seja o site da própria banda, ou da gravadora, ou outras, mas nunca procuram esta informação numa fábrica de CDs, claro que não, esta ninguém culpa pelos atrasos, mas muitas vezes, é exatamente aí que pára o CD, a maioria das fábricas simplesmente deixam pra depois um CD com tiragem pequena, que é do que estamos falando, abrindo espaço para um produto a ser fabricado em quantidades maiores, música popular por exemplo, estas músicas de mulheres pouco vestidas, ou músicas descartáveis de programas de TV de domingo ou de comercial de cerveja. Estes CDs, SIM, AINDA VENDEM, passam na frente por cau$a da quantia fabricada, passam na frente de qualquer CD de heavy metal na fila de fabricação. Estou generalizando sim, mas é fato! Agora parte da culpa pode ir para fábrica... Mas prosseguindo, acharemos mais culpados...
Claro que o planejamento é da gravadora, e todas as broncas devem mesmo ser disparadas à ela, sob sua responsabilidade está todo o projeto. Não com o intuito de isentá-la, mas apenas para ilustrar melhor e tentar compreender melhor, vamos lembrar ainda que por cima, as etapas na produção de um CD que ficam sob esta responsabilidade da gravadora: só depois de encontrar (ou ser encontrada) pela banda, ouvir, discutir, aprovar som, imagem e o próprio projeto da banda, a gravadora decide (com a própria banda, geralmente) estúdios e demais profissionais, tendo ainda a gravadora de gerenciar (controlando, aí, os prazos que todos tomamos por princípio, bem planejados) todas as suas fontes provedoras, a arte, compreendendo fotos e arte propriamente dita, com textos e logos obrigatórios, observando lei e normas quanto à numeração de cada música (código internacional ISRC), de cada disco (selo, código de barras), etc... E, por último, mas não menos importante, uma relação surreal: as questões jurídicas que não estão apenas nos textos e logos, mas que são pra lá de estranhas pra se fabricar um CD oficial (pois o pirata, como sabemos, não passa por nada disto), e ainda: gráficas, cartórios, motoboys, bancos, provas, etc... Tudo com um olho no prazo, podendo o CD ser fabricado em Manaus (zona franca, livre de alguns impostos) ou não, advindo daí o transporte, também este causador de atrasos, seja vindo de avião, todos sabemos como estão os aeroportos, ou de caminhão, todos sabemos como estão nossas estradas. Opa, já achamos mais alguns culpados, os aeroportos e as estradas, mas estes são pequenos, tem mais ainda...
Claro que nem todo projeto passa por todos estes passos todos, muitas bandas já têm o trabalho em estado muito adiantado antes de procurar a gravadora, quando não totalmente pronto, e ,quando se trata de licenciamento, ou seja, lançar em território nacional um CD já lançado no exterior, além de não ser todas estas etapas, algumas delas são diferentes, mas não foge muito deste modelo. E então, finalmente, acaba aí a primeira grande etapa (na verdade várias etapas menores juntadas aqui no exemplo numa única pra facilitar) do trabalho da gravadora, a produção, até quando vai prá fábrica. Faltando ainda o trabalho de lançamento, que é a divulgação e a distribuição, e estas duas etapas também estão tão intrinsecamente relacionadas, chegando a ser, na fase de lançamento do CD, uma só. Depois de um tempão do lançamento, uma se sobrepõe à outra, mas sempre intimamente ligadas. A divulgação, às vezes, é iniciada assim que se contratar a banda (ou se licencia um álbum gringo), saindo até na imprensa frases como “o selo tal vai lançar o CD da banda tal na data tal” Data quase sempre fictícias.
Mas quem divulga a tal data tão difícil de cumprir? E quando a divulga? A gravadora (de novo), claro. Se há uma culpa que podemos colocar na gravadora sem maiores problemas de consciência é esta: a da divulgação irresponsável, pois, reservadas aqui as particularidades de cada uma, mesmo que a gravadora delegue esta divulgação pra terceiros, ela é, ainda, a responsável, pois terceirizou “errado”. Uma vez divulgada a data do lançamento, cumpra-se. Não tem como ser diferente. Pronto, conseguimos achar mais um culpado, este de peso, a gravadora, mas não acabaram-se os culpados, tem mais...
Para que os CDs não estejam nas lojas ou sites nas datas divulgadas, já achamos problemas na gravadora, chegando a “culpá-la” (problemas como o mau gerenciamento na administração do tempo ou contratando parceiros incompetentes); na fábrica (não cumprindo prazos por um motivo ou por outro) e na loja (que não encomendou este CD a tempo ou o fez a quem não conseguiu cumprir o prazo) e até aeroportos, estradas e quem sabe até motoristas de caminhão... Bem entendido aqui que problemas jurídicos, falta de insumos e outras irresponsabilidades afins, muitas vezes dos próprios músicos, estão na conta da gravadora, na parte de “mau gerenciamento”, Ed muito bem creditados por sinal.
Pra concluir o raciocínio na identificação dos culpados, pois agora sabemos que não é só um, pelo CD não estar na loja ou no site na data divulgada, há os lançamentos independentes, que não podem ser, genericamente, tratados da mesma forma que o método tradicional aqui neste texto. Estes músicos independentes, por, no mínimo, questão de humanidade de nossa parte, precisam ser compreendidos, temos de “deixar passar”. A ingenuidade (no bom sentido) de muitas bandas causa estragos, pois não é função delas nem a produção, nem a divulgação e nem a distribuição do CD, mas estes músicos TEM de passar por elas, senão o CD não sai. Temos de ser mais solidários com estas bandas independentes, exercitemos nossa compreensão com mais ênfase nestes casos então. Ainda que, mesmo assim muitas delas tiveram de mergulhar na “logística da coisa”, senão não só não teriam o CD como nem a distribuição aconteceria. Infelizmente nem sempre há um assessor à disposição, e os contatos também são complicados, os custos então... Mas é um modelo cada vez mais utilizado com resultados cada vez mais surpreendentes.
Do cinema ainda mais um exemplo, o da independência. Uma nova forma de se “fazer a coisa”, que tem tudo pra se transformar num novo modelo a ser seguido, segundo os especialistas da área, vem de Tropa de Elite 2 (como este filme foi falado!), o diretor José Padilha, que além da direção assumiu muitas outras funções, assumiu também a “etapa” de P & A (Print and Advertising), que é a cópia dos filmes e sua distribuição. No modelo tradicional não é o diretor, claro, quem fica com esta parte (do trabalho e, portanto, da fatia do bolo), mas as corporações, geralmente intere$$adas em outra coisa. Este, talvez, seja o maior mérito deste filme, mais importante até do que seu sucesso “artístico” ou comercial. Aliás, este filme também tem seu roteirista principal, Bráulio Mantovani, e o ator não menos principal, Wagner Moura, como “co-produtores”, tendo ambos entrado como cotistas com seus próprios cachês, isto não é inédito, mas é mais uma prova de uma independência ainda maior, com parte importante da equipe apostando no modelo e, portanto, no resultado final. Na música este comportamento é comum há muito tempo, com a banda produzindo (ou co-produzindo) seus álbuns e também divulgando e distribuindo. Só nos falta tal eficiência, mas com a concessão que estamos dando a elas não as culpando aqui, um dia chegarão lá. Esta “independência” está muito mais desenvolvida na música sim, é outro fato facilmente constatável, talvez pela estrutura mais simples, menor, tanto que possibilitou a internet a “disponibilizar” bem antes os arquivos de som (menores) que os filmes, mas aí já estaríamos entrando em outro assunto, a transformação enorme que a música, o cinema e quase tudo o que conhecemos está passando, que é o suporte (ou a ausência de) destas formas de arte, e da mídia em geral, que acabam nos propondo novos hábitos, interessantes, baratos e rápidos. Mas, cuidado, se engana quem pensa que o modelo tradicional de gravadoras e produtores de cultura em geral (cinema, CD, etc...) está fadado a desaparecer brevemente. Afirmar isto a esta altura seria bem pior que ingenuidade (no mau sentido), seria burrice.
O mais recente grande mau exemplo de um CD com data cravada na divulgação, mas não cumprida, foi o do CD do Iron Maiden “The Final Frontier” que, além de não ter sido lançado na data prevista, longe disto, ainda veio com o encarte defeituoso, ou seja, a gravadora EMI (e nem a fábrica, diga-se) não abriu o CD pra conferir. Falta total de controle de qualidade. Infelizmente pra lá de comum nos selos independentes. A EMI fez um recall eficiente, mas recall é recall.
Como vimos, mesmo tentando entender toda a logística, mesmo tendo o controle de todas as etapas da produção de um CD, passando inclusive pela divulgação e distribuição, ainda que abundando competência de toda parte, nem assim pode-se garantir com toda certeza que um CD estará numa loja tal data. E a culpa deve, DEVE, ser distribuída e maior ou menor quantidade entre a loja, a gravadora e a fábrica, e até aos próprios músicos, quando independente. Esta é a forma mais justa de se culpar alguém.
Pra não terminarmos com uma sensação de “ah, então nem adianta”, vamos a dois últimos exemplos, agora bem sucedidos. Ambos da (nem por isto melhor) gravadora Universal Music, que divulgou o lançamento do Metallica “Death Magnetic” e do Guns’n’Roses “Chinese Democracy” com data cravada, mas se acautelou, apelou para um truque, dizem, muito utilizado na era áurea do vinil nos USA, um truque tão simples como toda idéia genial é que, assim que tomamos ciência dizemos: “que óbvio”: conclui todas as etapas ANTES da divulgação, ou seja, com os CDs já fabricados no estoque inicia-se a divulgação, não tem erro do CD não ficar pronto a tempo e, com um prazo pra lá de elástico, inicia a pré-venda para as lojas. O CD chega à loja um ou dois dias antes da data, com o adesivo “Atenção Entregar Somente em XX/XX/XX”. Pronto. Claro que sempre tem os idiotas de sempre que estragam tudo, sempre tem a loja que vende o CD antes do prazo, mas percebamos que nem o cliente final enxerga esta loja com bons olhos pois, no fundo, ainda que inconscientemente, sabe que esta loja quebrou a regra do jogo, e isto nunca é legal.
Então, quando o CD não estiver na loja no dia que prometeram, antes de agredir o lojista, ou mudar de site, por favor, lembre-se de tudo isto. ;-)
Vincent Morrison
Quantas vezes você já não leu em alguma divulgação oficial de uma gravadora, que o CD tal (ou qualquer outro formato) será lançado numa determinada data específica? E específica mesmo, com dia e o mês cravados, geralmente com a frase brega “nas melhores lojas”? Inúmeras, muitas vezes! O tempo todo. Na mesma proporção, salvas poucas exceções, o CD nunca está à disposição. Não só na loja (ou site) que você procura, mas simplesmente ainda não existe, não foi lançado. Frustração, desânimo, vontade de xingar quem “prometeu” são reações comuns.
Normalmente a maioria dos clientes, a princípio, culpa a loja (site...). Quando a loja tem oportunidade, explica, este texto que você está lendo pode também ser tomado como uma destas oportunidades, e a explicação é óbvia: o CD ainda não está disponível na fonte: gravadora ou distribuidora. Claro que estou tomando como princípio que a loja ou site onde você foi procurar não só se interessou pelo CD, como o encomendou numa fonte confiável no prazo adequado. Esta parte da culpa seria, então, da loja. Achamos um culpado, ao menos em potencial, mas há outros...
Pra não ficar só na aquisição física do produto, vamos viajar com exemplo não musical, o cinema, onde, apesar de todas as dificuldades conhecidas na produção de um filme (na verdade na produção de qualquer item de cultural comercializável), pra não acontecer do filme não ser lançado na data e local divulgados, a etapa de P & A = Print and Advertising (cópias do filme e divulgação) tem de ser eficiente, o filme TEM de estar à disposição na data e local exatos da divulgação. E quase sempre está. Voltando no nosso mundo, outro exemplo, o de lançamentos de CDs fora do Brasil, principalmente em países do 1º mundo, onde as datas de lançamento têm de ser exatas como divulgado, neste caso nem sempre, mas mesmo assim muito mais eficientes que aqui no Brasil. Assim como vários filmes simplesmente não são distribuídos, vários CDs também não o são. No caso dos filmes jamais lançados, ou aguardamos uma mostra, um festival ou ainda uma exibição extraordinária, que pode também nunca ocorrer, ou procuramos o DVD e, apelando, baixamos. No caso do CD o usual tem sido apenas a última hipótese.
A mídia está cheia de “fontes seguras” de informação sobre a data “exata” em que o CD estará nas lojas, seja o site da própria banda, ou da gravadora, ou outras, mas nunca procuram esta informação numa fábrica de CDs, claro que não, esta ninguém culpa pelos atrasos, mas muitas vezes, é exatamente aí que pára o CD, a maioria das fábricas simplesmente deixam pra depois um CD com tiragem pequena, que é do que estamos falando, abrindo espaço para um produto a ser fabricado em quantidades maiores, música popular por exemplo, estas músicas de mulheres pouco vestidas, ou músicas descartáveis de programas de TV de domingo ou de comercial de cerveja. Estes CDs, SIM, AINDA VENDEM, passam na frente por cau$a da quantia fabricada, passam na frente de qualquer CD de heavy metal na fila de fabricação. Estou generalizando sim, mas é fato! Agora parte da culpa pode ir para fábrica... Mas prosseguindo, acharemos mais culpados...
Claro que o planejamento é da gravadora, e todas as broncas devem mesmo ser disparadas à ela, sob sua responsabilidade está todo o projeto. Não com o intuito de isentá-la, mas apenas para ilustrar melhor e tentar compreender melhor, vamos lembrar ainda que por cima, as etapas na produção de um CD que ficam sob esta responsabilidade da gravadora: só depois de encontrar (ou ser encontrada) pela banda, ouvir, discutir, aprovar som, imagem e o próprio projeto da banda, a gravadora decide (com a própria banda, geralmente) estúdios e demais profissionais, tendo ainda a gravadora de gerenciar (controlando, aí, os prazos que todos tomamos por princípio, bem planejados) todas as suas fontes provedoras, a arte, compreendendo fotos e arte propriamente dita, com textos e logos obrigatórios, observando lei e normas quanto à numeração de cada música (código internacional ISRC), de cada disco (selo, código de barras), etc... E, por último, mas não menos importante, uma relação surreal: as questões jurídicas que não estão apenas nos textos e logos, mas que são pra lá de estranhas pra se fabricar um CD oficial (pois o pirata, como sabemos, não passa por nada disto), e ainda: gráficas, cartórios, motoboys, bancos, provas, etc... Tudo com um olho no prazo, podendo o CD ser fabricado em Manaus (zona franca, livre de alguns impostos) ou não, advindo daí o transporte, também este causador de atrasos, seja vindo de avião, todos sabemos como estão os aeroportos, ou de caminhão, todos sabemos como estão nossas estradas. Opa, já achamos mais alguns culpados, os aeroportos e as estradas, mas estes são pequenos, tem mais ainda...
Claro que nem todo projeto passa por todos estes passos todos, muitas bandas já têm o trabalho em estado muito adiantado antes de procurar a gravadora, quando não totalmente pronto, e ,quando se trata de licenciamento, ou seja, lançar em território nacional um CD já lançado no exterior, além de não ser todas estas etapas, algumas delas são diferentes, mas não foge muito deste modelo. E então, finalmente, acaba aí a primeira grande etapa (na verdade várias etapas menores juntadas aqui no exemplo numa única pra facilitar) do trabalho da gravadora, a produção, até quando vai prá fábrica. Faltando ainda o trabalho de lançamento, que é a divulgação e a distribuição, e estas duas etapas também estão tão intrinsecamente relacionadas, chegando a ser, na fase de lançamento do CD, uma só. Depois de um tempão do lançamento, uma se sobrepõe à outra, mas sempre intimamente ligadas. A divulgação, às vezes, é iniciada assim que se contratar a banda (ou se licencia um álbum gringo), saindo até na imprensa frases como “o selo tal vai lançar o CD da banda tal na data tal” Data quase sempre fictícias.
Mas quem divulga a tal data tão difícil de cumprir? E quando a divulga? A gravadora (de novo), claro. Se há uma culpa que podemos colocar na gravadora sem maiores problemas de consciência é esta: a da divulgação irresponsável, pois, reservadas aqui as particularidades de cada uma, mesmo que a gravadora delegue esta divulgação pra terceiros, ela é, ainda, a responsável, pois terceirizou “errado”. Uma vez divulgada a data do lançamento, cumpra-se. Não tem como ser diferente. Pronto, conseguimos achar mais um culpado, este de peso, a gravadora, mas não acabaram-se os culpados, tem mais...
Para que os CDs não estejam nas lojas ou sites nas datas divulgadas, já achamos problemas na gravadora, chegando a “culpá-la” (problemas como o mau gerenciamento na administração do tempo ou contratando parceiros incompetentes); na fábrica (não cumprindo prazos por um motivo ou por outro) e na loja (que não encomendou este CD a tempo ou o fez a quem não conseguiu cumprir o prazo) e até aeroportos, estradas e quem sabe até motoristas de caminhão... Bem entendido aqui que problemas jurídicos, falta de insumos e outras irresponsabilidades afins, muitas vezes dos próprios músicos, estão na conta da gravadora, na parte de “mau gerenciamento”, Ed muito bem creditados por sinal.
Pra concluir o raciocínio na identificação dos culpados, pois agora sabemos que não é só um, pelo CD não estar na loja ou no site na data divulgada, há os lançamentos independentes, que não podem ser, genericamente, tratados da mesma forma que o método tradicional aqui neste texto. Estes músicos independentes, por, no mínimo, questão de humanidade de nossa parte, precisam ser compreendidos, temos de “deixar passar”. A ingenuidade (no bom sentido) de muitas bandas causa estragos, pois não é função delas nem a produção, nem a divulgação e nem a distribuição do CD, mas estes músicos TEM de passar por elas, senão o CD não sai. Temos de ser mais solidários com estas bandas independentes, exercitemos nossa compreensão com mais ênfase nestes casos então. Ainda que, mesmo assim muitas delas tiveram de mergulhar na “logística da coisa”, senão não só não teriam o CD como nem a distribuição aconteceria. Infelizmente nem sempre há um assessor à disposição, e os contatos também são complicados, os custos então... Mas é um modelo cada vez mais utilizado com resultados cada vez mais surpreendentes.
Do cinema ainda mais um exemplo, o da independência. Uma nova forma de se “fazer a coisa”, que tem tudo pra se transformar num novo modelo a ser seguido, segundo os especialistas da área, vem de Tropa de Elite 2 (como este filme foi falado!), o diretor José Padilha, que além da direção assumiu muitas outras funções, assumiu também a “etapa” de P & A (Print and Advertising), que é a cópia dos filmes e sua distribuição. No modelo tradicional não é o diretor, claro, quem fica com esta parte (do trabalho e, portanto, da fatia do bolo), mas as corporações, geralmente intere$$adas em outra coisa. Este, talvez, seja o maior mérito deste filme, mais importante até do que seu sucesso “artístico” ou comercial. Aliás, este filme também tem seu roteirista principal, Bráulio Mantovani, e o ator não menos principal, Wagner Moura, como “co-produtores”, tendo ambos entrado como cotistas com seus próprios cachês, isto não é inédito, mas é mais uma prova de uma independência ainda maior, com parte importante da equipe apostando no modelo e, portanto, no resultado final. Na música este comportamento é comum há muito tempo, com a banda produzindo (ou co-produzindo) seus álbuns e também divulgando e distribuindo. Só nos falta tal eficiência, mas com a concessão que estamos dando a elas não as culpando aqui, um dia chegarão lá. Esta “independência” está muito mais desenvolvida na música sim, é outro fato facilmente constatável, talvez pela estrutura mais simples, menor, tanto que possibilitou a internet a “disponibilizar” bem antes os arquivos de som (menores) que os filmes, mas aí já estaríamos entrando em outro assunto, a transformação enorme que a música, o cinema e quase tudo o que conhecemos está passando, que é o suporte (ou a ausência de) destas formas de arte, e da mídia em geral, que acabam nos propondo novos hábitos, interessantes, baratos e rápidos. Mas, cuidado, se engana quem pensa que o modelo tradicional de gravadoras e produtores de cultura em geral (cinema, CD, etc...) está fadado a desaparecer brevemente. Afirmar isto a esta altura seria bem pior que ingenuidade (no mau sentido), seria burrice.
O mais recente grande mau exemplo de um CD com data cravada na divulgação, mas não cumprida, foi o do CD do Iron Maiden “The Final Frontier” que, além de não ter sido lançado na data prevista, longe disto, ainda veio com o encarte defeituoso, ou seja, a gravadora EMI (e nem a fábrica, diga-se) não abriu o CD pra conferir. Falta total de controle de qualidade. Infelizmente pra lá de comum nos selos independentes. A EMI fez um recall eficiente, mas recall é recall.
Como vimos, mesmo tentando entender toda a logística, mesmo tendo o controle de todas as etapas da produção de um CD, passando inclusive pela divulgação e distribuição, ainda que abundando competência de toda parte, nem assim pode-se garantir com toda certeza que um CD estará numa loja tal data. E a culpa deve, DEVE, ser distribuída e maior ou menor quantidade entre a loja, a gravadora e a fábrica, e até aos próprios músicos, quando independente. Esta é a forma mais justa de se culpar alguém.
Pra não terminarmos com uma sensação de “ah, então nem adianta”, vamos a dois últimos exemplos, agora bem sucedidos. Ambos da (nem por isto melhor) gravadora Universal Music, que divulgou o lançamento do Metallica “Death Magnetic” e do Guns’n’Roses “Chinese Democracy” com data cravada, mas se acautelou, apelou para um truque, dizem, muito utilizado na era áurea do vinil nos USA, um truque tão simples como toda idéia genial é que, assim que tomamos ciência dizemos: “que óbvio”: conclui todas as etapas ANTES da divulgação, ou seja, com os CDs já fabricados no estoque inicia-se a divulgação, não tem erro do CD não ficar pronto a tempo e, com um prazo pra lá de elástico, inicia a pré-venda para as lojas. O CD chega à loja um ou dois dias antes da data, com o adesivo “Atenção Entregar Somente em XX/XX/XX”. Pronto. Claro que sempre tem os idiotas de sempre que estragam tudo, sempre tem a loja que vende o CD antes do prazo, mas percebamos que nem o cliente final enxerga esta loja com bons olhos pois, no fundo, ainda que inconscientemente, sabe que esta loja quebrou a regra do jogo, e isto nunca é legal.
Então, quando o CD não estiver na loja no dia que prometeram, antes de agredir o lojista, ou mudar de site, por favor, lembre-se de tudo isto. ;-)
Vincent Morrison
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Nós não nos amamos!
Vivo me questionando por que o Brasil não curte suas bandas. Nem vale ficar falando aqui da qualidade e da originalidade de muitas delas, pois é evidente. Chega a ser descabido tal questionamento. Dito isto, prossigo.
Antes de abrirmos a Die Hard, tínhamos nossa banda. Todo mundo que curte metal ou heavy metal e tendências, ou tem uma banda ou vai ter um dia, ou vai ficar frustrado se ao menos não viver lendo sobre o assunto e colecionando. E, creio, não temos só isto em comum, mas cultura em geral e outras formas de manifestação artística, além da maioria de nós sermos bilíngües mais ou menos eficientes, por necessidade, uma vez que a língua oficial deste estilo é esta. Com a nossa banda não saímos do quintal, mas serviu pra abrir a loja pensando nisto, pensando em abrir caminhos para as bandas que viriam depois. Com isso montamos um catálogo de bandas nacionais para vender aqui na loja, dando tanta ênfase quanto às demais, não deixando que a região geográfica onde elas se formam defina sua presença ou não em nosso catálogo, mas a qualidade musical. E, fundado o selo, já começamos a lançá-las, passando por momentos de maior ou menor intensidade, mas sempre lançando bandas nacionais que apostamos que vinguem. Além da qualidade, musical (composição, execução...) técnica (gravação, arte gráfica...), levamos em conta quanto tempo a banda existe com a mesma formação, e se toca em público. Passamos pelo Projeto Hamlet, onde ficamos conhecidos por acreditar nas bandas nacionais e não perder dinheiro com isso. Como produzimos shows de vez em quando, também trabalhamos com muitas bandas tupiniquins ao vivo. Mas somos um grãozinho de poeira, ainda que persistentes até no nome. Há um preconceito enorme contra nossas bandas, percebemos isto tanto como varejistas como selo e produção de shows.
Excetuando-se as já manjadas honrosas exceções Sepultura e Angra, nesta ordem, sou incapaz de citar mais uma. E não vale ocasiões pontuais como o Viper no Japão, ou ainda as micro tours de algumas bandas que se apresentam em bares minúsculos e são ignoradas tanto pelo público quanto pela mídia de lá, algumas chegando a bancar toda a tour. Não que eu ache que isto seja errado, cada um que tenha sua própria opinião, mas está longe de ser um reconhecimento a estas bandas. São estratégias criativas e radicais, mas sem sucesso. E esta é a palavra exata, infelizmente.
Conheço colecionadores internacionais que adoram bandas brasileiras, que trocam CDs com pessoas daqui, que compram conosco, e que são fanáticos, literalmente. Sabem da qualidade de nossas bandas, mas são também exceções, pulverizadas aqui e ali.
Claro que existem centenas, milhares de bandas sem a menor criatividade, algumas delas até com dinheiro, mas são a xerox da xerox da xerox, ou seja, já não têm o brilho de uma banda original, nem aguça a curiosidade para irmos atrás de informações ou de procurar shows, mas isto não está restrito ao Brasil. Falando em shows então, depois da moda das covers, as mais excêntricas, nada mais existiu. Antes existiam anda alguns shows originais pipocando aqui e ali, mas se foram... Ficamos todos saudosos aguardando para assistir às nossas bandas ao vivo de novo, mas está cada vez mais raro e difícil vermos isto. De novo, sim, as exceções estão por aí, mas não trato delas aqui. Houve uma época em que abrir shows gringos era a glória, nós mesmos enquanto produtores e mesmo enquanto selo, viabilizamos muitos shows internacionais para muitas bandas nacionais abrirem, na época rolou em um determinado sentido, as pessoas conheciam as bandas e, talvez, vendia-se um pouco mais de CDs, mas também não saia muito disto, nunca saiu. Diga-se, muitas bandas têm de arcar com as despesas todas, no popular, pagar pra tocar. De novo aqui não cabe nenhum juízo de valor, mas duvido que tenha valido a pena pra alguém, no sentido agora de retorno do investimento. Pra nós nunca valeu. Nestas aberturas de show, o som disponível para a banda nacional é pior, o tempo geralmente é cortado, a infra-estrutura não as contempla. Ou seja, praticamente boicote.
Uma vez dito isto, vamos às divagações, mesmo que malucas, mas talvez tenhamos, após a conclusão deste texto, ao menos algumas idéias, ou algo que o valha para começar, ao menos começar a entender.
Reza a lenda que, na década de 70, a banda carioca “Acidente”, por baixa vendagem, seu líder, Paulo Malária, reuniu os LPs numa praça e botou fogo, em protesto. Mesmo não sendo representativa da época, só pra ficar com um exemplo a fundamental “Peso”, já era um prenúncio... Nos anos 80 o foco foi embora de vez, a Rede Globo meteu o bedelho com o Rock in Rio e até Gilberto Gil e Ney Matogrosso era rock. Mesmo assim esta década começou com as independentes e maravilhosas, exemplo “Patrulha do Espaço”, mas desmoronaram nos comerciais Paralamas do Sucesso, Ultraje a Rigor e coisas piores. Mesmo os pontuais pólos geográficos como o “Lira Paulistana” e o selo “Baratos & Afins” de São Paulo, foi pouco. Nos últimos 20 anos há uma batalha infernal para a manutenção da dita “cena", e coloque batalha nisso. Os anos foram passando e já estamos pra iniciar mais uma década do Século XXI, e nada...
Fazer sucesso, ser reconhecida, ter público para shows, vender CDs, ter milhões de acessos no Youtube ou Myspace não é tudo o que uma banda quer, mas é um excelente começo. Ter o passaporte carimbado pelos gringos como algumas bandas e músicos brasileiros têm, é legal enquanto reconhecimento (e retorno) além das fronteiras, mas pode ser vergonhoso se esperarmos a aprovação destes gringos. Só pra citar, para que não pensemos, no fundo de nossos pensamentos, em algumas sinapses escondidas de nosso consciente que “se os gringos gostam é legal”. Isto seria o absurdo total da perda da auto-estima.
Na 29a Bienal Internacional de São Paulo, está em exposição uma instalação do americano Jimmie Durham, ”Bureau for Research Into Brazilian Normality (Centro de Pesquisa da Normalidade Brasileira)”. Nela, o artista vive um tempo em São Paulo, e tenta, como um espelho, nos mostrar como ele (gringo) nos vê, através de atitudes e manifestações culturais nossas tão arraigadas que não percebemos a loucura de certas coisas absurdas que fazemos. Em exposição vários santinhos de políticos brasileiros com nomes nada “brasileiros”, como Feldman e afins; o relato de uma visita um Shopping onde, segundo as palavras do artista “não têm nada de que preciso”, e frases como “atravessar a rua em São Paulo pode ser perigoso”... Uma das frases mais impressionantes é: “muitos brasileiros descendentes de europeus sentem que foram colonizados por Portugal. Eles não conseguem perceber que são os próprios colonizadores.” Por aí vemos que não nos enxergamos direito enquanto povo, enquanto nação. Dizemos que a bossa nova é nossa, pois a mídia repete isto o tempo todo, mas fora os estudiosos do assunto, no que, realmente, isto importa? Há bandas de bossa nova americanas excelentes, que eles nem chamam de bossa nova e nem nós reparamos, pra citar uma, “Style Council”. Os brasileiros, todos sabemos, são os índios... Mas, e os índios? Segundo o livro “Uma Breve História do Mundo”, de Greffrey Blainey, os chineses, por aqueles caminhos gelados que se formam entre as ilhas e continentes chegaram aqui (e em muitos outros lugares) há muitos e muitos séculos, logo, seriam os brasileiros, na verdade, chineses? É ou não é uma loucura esta história de dividir a cultura e limitá-la geograficamente? Só estou querendo chegar no ponto de onde se possa perceber a insanidade que é ter preconceito de uma banda apenas por ela ser brasileira. Existe uma banda iraquiana maravilhosa, por tudo o que representa para aquele país, “Acrassicauda”, hoje lutando pra viver na Turquia. Tudo o que representa, inclui, obviamente, a qualidade do som deles, claro. Poderia falar de dezenas de bandas legais de lugares inusitados, mas também não é o caso aqui, lugar mais inusitado e excêntrico que o Brasil neste contexto, não há. Aqui é o país do samba, do futebol, bla bla bla...
Quando da colonização, tudo o que chegava aqui era importado, obviamente. Deve ter se iniciado aí a sensação, enraizada em nossa cultura até hoje, de que o que precisamos vem de “fora”. Na era pós-revolução industrial esta sensação deve ter se aprofundado, as fábricas aqui eram bem inferiores, ouço dizer na minha família até hoje que os pregos não entravam na madeira, simplesmente se entortavam. O tempo o passou, o parque industrial deles foi só melhorando e o nosso, por melhor que esteja hoje, com alguns itens em pé de igualdade e uns até melhores, mas o deles sempre na frente, isto é um fato. Até hoje o CD americano é melhor que o nosso. Poderíamos ter uma história como a do Japão, que “melhoraram” com o tempo, e depois de muita luta (literalmente), ficaram bem superiores aos europeus e americanos, mas de novo caímos na exceção... O importante deste parágrafo é constatar, e aí não é somente uma sensação enraizada, que o importado, neste caso da industrialização, é mesmo melhor. Mas estamos falando de bandas, de músicos, de gente. Não existe “gente melhor”. Tudo bem não estarmos no nível de recebermos algum prêmio Nobel técnico, pela panelinha de quem concede o prêmio, claro, não somos trouxas, mas também pelo fato de não investirmos em universidades de qualidade, de não valorizarmos nossos cientistas... Mas talento artístico???
Como tocado de leve no assunto acima, não é só no rock e no metal e tendências que esta espécie de preconceito acontece. Se observarmos que a arte é representação, raciocinemos: cinema, literatura, artes plásticas, etc... e.. música, claro, sempre representação, então podemos pressupor que nós, como povo, como nação, não gostamos que nossos “iguais” nos representem. Seria isto? Se não for, talvez tenha chegado perto... Cabem aos sociólogos, aos antropólogos, e, dentro de nossas individuais cabecinhas, até aos psicólogos, tentarem explicar. Se é que há como explicar que não gostamos de nós mesmos. Minha opinião, despretensiosa, é que não gostamos de nós quanto à expressividade. Não nos amamos!
Vincent Morrison
Antes de abrirmos a Die Hard, tínhamos nossa banda. Todo mundo que curte metal ou heavy metal e tendências, ou tem uma banda ou vai ter um dia, ou vai ficar frustrado se ao menos não viver lendo sobre o assunto e colecionando. E, creio, não temos só isto em comum, mas cultura em geral e outras formas de manifestação artística, além da maioria de nós sermos bilíngües mais ou menos eficientes, por necessidade, uma vez que a língua oficial deste estilo é esta. Com a nossa banda não saímos do quintal, mas serviu pra abrir a loja pensando nisto, pensando em abrir caminhos para as bandas que viriam depois. Com isso montamos um catálogo de bandas nacionais para vender aqui na loja, dando tanta ênfase quanto às demais, não deixando que a região geográfica onde elas se formam defina sua presença ou não em nosso catálogo, mas a qualidade musical. E, fundado o selo, já começamos a lançá-las, passando por momentos de maior ou menor intensidade, mas sempre lançando bandas nacionais que apostamos que vinguem. Além da qualidade, musical (composição, execução...) técnica (gravação, arte gráfica...), levamos em conta quanto tempo a banda existe com a mesma formação, e se toca em público. Passamos pelo Projeto Hamlet, onde ficamos conhecidos por acreditar nas bandas nacionais e não perder dinheiro com isso. Como produzimos shows de vez em quando, também trabalhamos com muitas bandas tupiniquins ao vivo. Mas somos um grãozinho de poeira, ainda que persistentes até no nome. Há um preconceito enorme contra nossas bandas, percebemos isto tanto como varejistas como selo e produção de shows.
Excetuando-se as já manjadas honrosas exceções Sepultura e Angra, nesta ordem, sou incapaz de citar mais uma. E não vale ocasiões pontuais como o Viper no Japão, ou ainda as micro tours de algumas bandas que se apresentam em bares minúsculos e são ignoradas tanto pelo público quanto pela mídia de lá, algumas chegando a bancar toda a tour. Não que eu ache que isto seja errado, cada um que tenha sua própria opinião, mas está longe de ser um reconhecimento a estas bandas. São estratégias criativas e radicais, mas sem sucesso. E esta é a palavra exata, infelizmente.
Conheço colecionadores internacionais que adoram bandas brasileiras, que trocam CDs com pessoas daqui, que compram conosco, e que são fanáticos, literalmente. Sabem da qualidade de nossas bandas, mas são também exceções, pulverizadas aqui e ali.
Claro que existem centenas, milhares de bandas sem a menor criatividade, algumas delas até com dinheiro, mas são a xerox da xerox da xerox, ou seja, já não têm o brilho de uma banda original, nem aguça a curiosidade para irmos atrás de informações ou de procurar shows, mas isto não está restrito ao Brasil. Falando em shows então, depois da moda das covers, as mais excêntricas, nada mais existiu. Antes existiam anda alguns shows originais pipocando aqui e ali, mas se foram... Ficamos todos saudosos aguardando para assistir às nossas bandas ao vivo de novo, mas está cada vez mais raro e difícil vermos isto. De novo, sim, as exceções estão por aí, mas não trato delas aqui. Houve uma época em que abrir shows gringos era a glória, nós mesmos enquanto produtores e mesmo enquanto selo, viabilizamos muitos shows internacionais para muitas bandas nacionais abrirem, na época rolou em um determinado sentido, as pessoas conheciam as bandas e, talvez, vendia-se um pouco mais de CDs, mas também não saia muito disto, nunca saiu. Diga-se, muitas bandas têm de arcar com as despesas todas, no popular, pagar pra tocar. De novo aqui não cabe nenhum juízo de valor, mas duvido que tenha valido a pena pra alguém, no sentido agora de retorno do investimento. Pra nós nunca valeu. Nestas aberturas de show, o som disponível para a banda nacional é pior, o tempo geralmente é cortado, a infra-estrutura não as contempla. Ou seja, praticamente boicote.
Uma vez dito isto, vamos às divagações, mesmo que malucas, mas talvez tenhamos, após a conclusão deste texto, ao menos algumas idéias, ou algo que o valha para começar, ao menos começar a entender.
Reza a lenda que, na década de 70, a banda carioca “Acidente”, por baixa vendagem, seu líder, Paulo Malária, reuniu os LPs numa praça e botou fogo, em protesto. Mesmo não sendo representativa da época, só pra ficar com um exemplo a fundamental “Peso”, já era um prenúncio... Nos anos 80 o foco foi embora de vez, a Rede Globo meteu o bedelho com o Rock in Rio e até Gilberto Gil e Ney Matogrosso era rock. Mesmo assim esta década começou com as independentes e maravilhosas, exemplo “Patrulha do Espaço”, mas desmoronaram nos comerciais Paralamas do Sucesso, Ultraje a Rigor e coisas piores. Mesmo os pontuais pólos geográficos como o “Lira Paulistana” e o selo “Baratos & Afins” de São Paulo, foi pouco. Nos últimos 20 anos há uma batalha infernal para a manutenção da dita “cena", e coloque batalha nisso. Os anos foram passando e já estamos pra iniciar mais uma década do Século XXI, e nada...
Fazer sucesso, ser reconhecida, ter público para shows, vender CDs, ter milhões de acessos no Youtube ou Myspace não é tudo o que uma banda quer, mas é um excelente começo. Ter o passaporte carimbado pelos gringos como algumas bandas e músicos brasileiros têm, é legal enquanto reconhecimento (e retorno) além das fronteiras, mas pode ser vergonhoso se esperarmos a aprovação destes gringos. Só pra citar, para que não pensemos, no fundo de nossos pensamentos, em algumas sinapses escondidas de nosso consciente que “se os gringos gostam é legal”. Isto seria o absurdo total da perda da auto-estima.
Na 29a Bienal Internacional de São Paulo, está em exposição uma instalação do americano Jimmie Durham, ”Bureau for Research Into Brazilian Normality (Centro de Pesquisa da Normalidade Brasileira)”. Nela, o artista vive um tempo em São Paulo, e tenta, como um espelho, nos mostrar como ele (gringo) nos vê, através de atitudes e manifestações culturais nossas tão arraigadas que não percebemos a loucura de certas coisas absurdas que fazemos. Em exposição vários santinhos de políticos brasileiros com nomes nada “brasileiros”, como Feldman e afins; o relato de uma visita um Shopping onde, segundo as palavras do artista “não têm nada de que preciso”, e frases como “atravessar a rua em São Paulo pode ser perigoso”... Uma das frases mais impressionantes é: “muitos brasileiros descendentes de europeus sentem que foram colonizados por Portugal. Eles não conseguem perceber que são os próprios colonizadores.” Por aí vemos que não nos enxergamos direito enquanto povo, enquanto nação. Dizemos que a bossa nova é nossa, pois a mídia repete isto o tempo todo, mas fora os estudiosos do assunto, no que, realmente, isto importa? Há bandas de bossa nova americanas excelentes, que eles nem chamam de bossa nova e nem nós reparamos, pra citar uma, “Style Council”. Os brasileiros, todos sabemos, são os índios... Mas, e os índios? Segundo o livro “Uma Breve História do Mundo”, de Greffrey Blainey, os chineses, por aqueles caminhos gelados que se formam entre as ilhas e continentes chegaram aqui (e em muitos outros lugares) há muitos e muitos séculos, logo, seriam os brasileiros, na verdade, chineses? É ou não é uma loucura esta história de dividir a cultura e limitá-la geograficamente? Só estou querendo chegar no ponto de onde se possa perceber a insanidade que é ter preconceito de uma banda apenas por ela ser brasileira. Existe uma banda iraquiana maravilhosa, por tudo o que representa para aquele país, “Acrassicauda”, hoje lutando pra viver na Turquia. Tudo o que representa, inclui, obviamente, a qualidade do som deles, claro. Poderia falar de dezenas de bandas legais de lugares inusitados, mas também não é o caso aqui, lugar mais inusitado e excêntrico que o Brasil neste contexto, não há. Aqui é o país do samba, do futebol, bla bla bla...
Quando da colonização, tudo o que chegava aqui era importado, obviamente. Deve ter se iniciado aí a sensação, enraizada em nossa cultura até hoje, de que o que precisamos vem de “fora”. Na era pós-revolução industrial esta sensação deve ter se aprofundado, as fábricas aqui eram bem inferiores, ouço dizer na minha família até hoje que os pregos não entravam na madeira, simplesmente se entortavam. O tempo o passou, o parque industrial deles foi só melhorando e o nosso, por melhor que esteja hoje, com alguns itens em pé de igualdade e uns até melhores, mas o deles sempre na frente, isto é um fato. Até hoje o CD americano é melhor que o nosso. Poderíamos ter uma história como a do Japão, que “melhoraram” com o tempo, e depois de muita luta (literalmente), ficaram bem superiores aos europeus e americanos, mas de novo caímos na exceção... O importante deste parágrafo é constatar, e aí não é somente uma sensação enraizada, que o importado, neste caso da industrialização, é mesmo melhor. Mas estamos falando de bandas, de músicos, de gente. Não existe “gente melhor”. Tudo bem não estarmos no nível de recebermos algum prêmio Nobel técnico, pela panelinha de quem concede o prêmio, claro, não somos trouxas, mas também pelo fato de não investirmos em universidades de qualidade, de não valorizarmos nossos cientistas... Mas talento artístico???
Como tocado de leve no assunto acima, não é só no rock e no metal e tendências que esta espécie de preconceito acontece. Se observarmos que a arte é representação, raciocinemos: cinema, literatura, artes plásticas, etc... e.. música, claro, sempre representação, então podemos pressupor que nós, como povo, como nação, não gostamos que nossos “iguais” nos representem. Seria isto? Se não for, talvez tenha chegado perto... Cabem aos sociólogos, aos antropólogos, e, dentro de nossas individuais cabecinhas, até aos psicólogos, tentarem explicar. Se é que há como explicar que não gostamos de nós mesmos. Minha opinião, despretensiosa, é que não gostamos de nós quanto à expressividade. Não nos amamos!
Vincent Morrison
terça-feira, 5 de outubro de 2010
O CD VAI ACABAR?
Sempre nos questionam aqui como estamos sobrevivendo, uma vez que “ainda” vendemos CDs e DVDs. A resposta, que é a mais pura verdade, por isso a única que temos, é que nunca, desde nossa inauguração em 1996, tivemos curvas descendentes expressivas, excetuando-se a sazonalidade, obviamente. Ou seja, crescemos sempre, às vezes mais, às vezes menos, mas sempre.
Como estamos fisicamente na Galeria do Rock, temos de constatar o fato notório que a maioria das lojas daqui sumiram, sobramos algumas poucas, mas também é notório que as que sumiram, em sua grande maioria, não focavam nem no estilo musical que vendiam, apesar do nome desta Galeria ou, pior, nem no cliente, vendendo usados porcaria, piratas, desatualização quanto aos lançamentos, despreocupação quanto ao acervo, etc. Isto ajudou, e muito, na descaracterização ainda em andamento da Galeria do Rock, dando espaço para as, nem por isso menos “mal vindas”, lojas de acessórios, roupas, estúdios de tatuagens, etc...
Sabemos que quem compra pirataria não se incomoda com qualidade, logo, é uma questão de consciência, ou falta de. Não se sente lesado, pois a pirataria é uma doença que atinge diretamente os criadores, que são os músicos, cineastas, empresas que investem no design de calçados e, etc, e todos os envolvidos na criação, viabilidade, materialização, registro, transporte, etc destes materiais ... culminando na pirataria que beneficia apenas a nós sabemos quem, incluindo a máfia, a parte do estado corrupta que faz vistas grossas, e seus coligados.
Seguindo com os prováveis causadores do improvável desaparecimento do CD, o download ilegal, que é irmão gêmeo da pirataria, pois causa as mesmas conseqüências, mas beneficia um número ainda menor de gente, pois não há suporte material, e em nada envolvidos com música ou arte em geral, como os pirateiros. Quem apenas baixa músicas e filmes ilegais, não só padece do mesmo mal da pirataria, mas geralmente são os mesmos.
Tudo o que dissemos até agora são fatores que poderiam nos prejudicar, mas isso não acontece, e não sabemos exatamente os motivos, mas temos um bom palpite: não vendemos piratas, nem mesmo usados, temos compromisso total com a qualidade do produto e nos preocupamos com tudo o que envolve isto, ou seja: atendimento, agilidade e qualidade no envio pelos Correios, qualidade das embalagens, documentação, acervo, rapidez e variedade dos lançamentos, segurança, confiabilidade e garantia TOTAIS. Nosso cliente jamais perdeu ou perderá nada conosco, nem mesmo tempo ou paciência.
O que notamos é que houve um momento em que todos pensamos que os MP3 seriam um substituto mágico e quase grátis para os CDs dispendiosos e ocupadores de lugar, enchemos nossos discos rígidos deles, acumulamos discografias e mais discografias e... e... ficam lá, dificilmente ouvimos do PC ou dos portáteis, e sentimos uma saudade enorme dos encartes, do suporte físico da música, do verdadeiro vínculo entre nós e o músico, da certeza que parte de nosso esforço (dinheiro) chegará para a banda e todos os envolvidos para que os CDs cheguem até nós. E isto pode estar causando um “revival” dos CDs, pois há um aumento significativo nas vendas, um aumento também na quantidade de lançamentos, uma procura notadamente maior por novidades, incluindo a venda de revistas e periféricos... Os MP3 de hoje não passam das K7 de ontem...
Ah, e nossa opinião, embasada pelos parágrafos acima é que: Não, o CD não vai acabar, ao menos tão cedo, pelo contrário, voltou o vinil, e surgiu o blu-ray. Nos baseamos também por nós mesmos, todos aqui somos colecionadores, juntando nossos interesses, a Die Hard, podemos dizer assim, coleciona livros, fascículos, CDs, DVDs e vinil.
Como estamos fisicamente na Galeria do Rock, temos de constatar o fato notório que a maioria das lojas daqui sumiram, sobramos algumas poucas, mas também é notório que as que sumiram, em sua grande maioria, não focavam nem no estilo musical que vendiam, apesar do nome desta Galeria ou, pior, nem no cliente, vendendo usados porcaria, piratas, desatualização quanto aos lançamentos, despreocupação quanto ao acervo, etc. Isto ajudou, e muito, na descaracterização ainda em andamento da Galeria do Rock, dando espaço para as, nem por isso menos “mal vindas”, lojas de acessórios, roupas, estúdios de tatuagens, etc...
Sabemos que quem compra pirataria não se incomoda com qualidade, logo, é uma questão de consciência, ou falta de. Não se sente lesado, pois a pirataria é uma doença que atinge diretamente os criadores, que são os músicos, cineastas, empresas que investem no design de calçados e, etc, e todos os envolvidos na criação, viabilidade, materialização, registro, transporte, etc destes materiais ... culminando na pirataria que beneficia apenas a nós sabemos quem, incluindo a máfia, a parte do estado corrupta que faz vistas grossas, e seus coligados.
Seguindo com os prováveis causadores do improvável desaparecimento do CD, o download ilegal, que é irmão gêmeo da pirataria, pois causa as mesmas conseqüências, mas beneficia um número ainda menor de gente, pois não há suporte material, e em nada envolvidos com música ou arte em geral, como os pirateiros. Quem apenas baixa músicas e filmes ilegais, não só padece do mesmo mal da pirataria, mas geralmente são os mesmos.
Tudo o que dissemos até agora são fatores que poderiam nos prejudicar, mas isso não acontece, e não sabemos exatamente os motivos, mas temos um bom palpite: não vendemos piratas, nem mesmo usados, temos compromisso total com a qualidade do produto e nos preocupamos com tudo o que envolve isto, ou seja: atendimento, agilidade e qualidade no envio pelos Correios, qualidade das embalagens, documentação, acervo, rapidez e variedade dos lançamentos, segurança, confiabilidade e garantia TOTAIS. Nosso cliente jamais perdeu ou perderá nada conosco, nem mesmo tempo ou paciência.
O que notamos é que houve um momento em que todos pensamos que os MP3 seriam um substituto mágico e quase grátis para os CDs dispendiosos e ocupadores de lugar, enchemos nossos discos rígidos deles, acumulamos discografias e mais discografias e... e... ficam lá, dificilmente ouvimos do PC ou dos portáteis, e sentimos uma saudade enorme dos encartes, do suporte físico da música, do verdadeiro vínculo entre nós e o músico, da certeza que parte de nosso esforço (dinheiro) chegará para a banda e todos os envolvidos para que os CDs cheguem até nós. E isto pode estar causando um “revival” dos CDs, pois há um aumento significativo nas vendas, um aumento também na quantidade de lançamentos, uma procura notadamente maior por novidades, incluindo a venda de revistas e periféricos... Os MP3 de hoje não passam das K7 de ontem...
Ah, e nossa opinião, embasada pelos parágrafos acima é que: Não, o CD não vai acabar, ao menos tão cedo, pelo contrário, voltou o vinil, e surgiu o blu-ray. Nos baseamos também por nós mesmos, todos aqui somos colecionadores, juntando nossos interesses, a Die Hard, podemos dizer assim, coleciona livros, fascículos, CDs, DVDs e vinil.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Em que cenário estão contextualizados os lançamentos dos CDs Jorn – Song for Ronnie James e Charred Walls of the Damned
Mais um lançamento em parceria com outros 3 selos, e este acordo está indo longe, e é bom que vá mesmo, pois estamos nos adaptando ao mercado, como se diz em nosso ramo, “dançando conforme a música”... Ditado novo este!
Sempre dissemos que a pirataria não nos incomodava, e é a pura verdade, quem compra produtos piratas está ciente que está fazendo algo estranho, algo que sabe que não está lá no caminho mais certo, tanto que tem até um pouco de vergonha e vai logo se justificando... Quem tem um real vínculo com o artista é o colecionador de música pesada e pronto. Exceções, honrosas, os consumidores de música instrumental, clássica e popular de qualidade, e em número bem menor.
Não vale colocar como concorrente a música digital, pois não é. A música “a granel” sempre existiu, o formato é que mudou. Nosso MP3 de hoje é uma mistura de rádio com gravaçõezinhas toscas em fitas K7. Conheço até hoje quem ainda tenha destas fitas, e cada um cada um, se está legal pra ele o PC cheio de MP3, tá certo então, mas o suporte definitivo é o disco (vinil, CD, DVD, etc...), é como a roda, já está perfeito, não tem mais o que inventar, só ir para as variações do mesmo tema (Paper sleeve, SHMCD, versões Deluxe, etc...). Claro que me refiro aqui também ao fato de estarmos ainda muito ligados à arte, à parte impressa, aliás desde antes da música gravada já havia esta ligação, quando as pessoas compravam a partitura para tocar no piano de casa... O encarte não deixa de ser uma evolução desta partitura, e me refiro também ao fato de estarmos muito apegados ao conceito de álbum, ou seja, várias músicas compostas e gravadas num mesmo momento, com os mesmos timbres, com a mesma formação da banda, e a sequência com que elas nos são mostradas, etc... Talvez num futuro próximo estas características desapareçam. Mas, enquanto isso...
E pra não dizer que não falamos da Galeria desta vez, este sim nosso problema mais sério, descaracterização da Galeria do Rock, e já parece irreversível, vão mesmo continuar com as ações pseudo-culturais já alardeadas por nós há tempos, vão mesmo continuar com politicagens surrealistas como “Apresentação da Galeria do Rock em Portugal”, e isto é verdade, apresentaram MESMO isso, certamente teria influenciado Felini a mais uma produção genial... Mas se estão pulverizando a cultura do rock, a cultura headbanger da Galeria do Rock, ela continuará, ainda que com o espaço físico culturalmente degradado, continuará bem uno dentro de nós, e em nossas vidas, de uma forma ou de outra, por exemplo este canal aqui (e viva a internet).
Portanto, comemoramos neste cenário o lançamento de mais um CD de sucesso (vendas pra lá de satisfatórias, como todos os demais lançamentos desta parceria). Jorn Lande com sua pra-lá-de-oportuna-quase-sacana homenagem ao Dio (http://www.diehard.com.br/lojaweb/detalhes.asp?codprod=23433&codtipo=1), e com uma programação muito maior (http://www.diehard.com.br/lojaweb/records.asp) e também continuamos com nossos lançamentos “solo”, como o Charred Walls of the Damned, projeto que conta com (http://www.diehard.com.br/lojaweb/detalhes.asp?codprod=23262&codtipo=1).
Sabemos que temos a mania de colecionar o que a indústria insiste em descartar, mas coleções não servem, também, pra isso?
E, pra esclarecer de uma vez, a Die Hard Records não lançou o Angra – Aqua, este lançamento é de um de nossos parceiros, é que como temos um relacionamento excelente tanto com a banda Angra, como com o artista gráfico que fez toda a arte, nosso amigo Gustavo Sazes, que cuida de toda a identidade visual da Die Hard há anos, e também um relacionamento ímpar com a Voice Music, gravadora original do CD, então, em algum momento alguém colocou nossa logo pra ver como ficava e acabou indo pra fábrica esta versão, só isso. Pra nós foi um equívoco que muito nos honrou e uma brincadeira que acabou por nos divulgar num trabalho tão importante e tão cheio de amigos, mas foi só isso.
Abraço a todos.
Vincent Morrison – DIE HARD
Sempre dissemos que a pirataria não nos incomodava, e é a pura verdade, quem compra produtos piratas está ciente que está fazendo algo estranho, algo que sabe que não está lá no caminho mais certo, tanto que tem até um pouco de vergonha e vai logo se justificando... Quem tem um real vínculo com o artista é o colecionador de música pesada e pronto. Exceções, honrosas, os consumidores de música instrumental, clássica e popular de qualidade, e em número bem menor.
Não vale colocar como concorrente a música digital, pois não é. A música “a granel” sempre existiu, o formato é que mudou. Nosso MP3 de hoje é uma mistura de rádio com gravaçõezinhas toscas em fitas K7. Conheço até hoje quem ainda tenha destas fitas, e cada um cada um, se está legal pra ele o PC cheio de MP3, tá certo então, mas o suporte definitivo é o disco (vinil, CD, DVD, etc...), é como a roda, já está perfeito, não tem mais o que inventar, só ir para as variações do mesmo tema (Paper sleeve, SHMCD, versões Deluxe, etc...). Claro que me refiro aqui também ao fato de estarmos ainda muito ligados à arte, à parte impressa, aliás desde antes da música gravada já havia esta ligação, quando as pessoas compravam a partitura para tocar no piano de casa... O encarte não deixa de ser uma evolução desta partitura, e me refiro também ao fato de estarmos muito apegados ao conceito de álbum, ou seja, várias músicas compostas e gravadas num mesmo momento, com os mesmos timbres, com a mesma formação da banda, e a sequência com que elas nos são mostradas, etc... Talvez num futuro próximo estas características desapareçam. Mas, enquanto isso...
E pra não dizer que não falamos da Galeria desta vez, este sim nosso problema mais sério, descaracterização da Galeria do Rock, e já parece irreversível, vão mesmo continuar com as ações pseudo-culturais já alardeadas por nós há tempos, vão mesmo continuar com politicagens surrealistas como “Apresentação da Galeria do Rock em Portugal”, e isto é verdade, apresentaram MESMO isso, certamente teria influenciado Felini a mais uma produção genial... Mas se estão pulverizando a cultura do rock, a cultura headbanger da Galeria do Rock, ela continuará, ainda que com o espaço físico culturalmente degradado, continuará bem uno dentro de nós, e em nossas vidas, de uma forma ou de outra, por exemplo este canal aqui (e viva a internet).
Portanto, comemoramos neste cenário o lançamento de mais um CD de sucesso (vendas pra lá de satisfatórias, como todos os demais lançamentos desta parceria). Jorn Lande com sua pra-lá-de-oportuna-quase-sacana homenagem ao Dio (http://www.diehard.com.br/lojaweb/detalhes.asp?codprod=23433&codtipo=1), e com uma programação muito maior (http://www.diehard.com.br/lojaweb/records.asp) e também continuamos com nossos lançamentos “solo”, como o Charred Walls of the Damned, projeto que conta com (http://www.diehard.com.br/lojaweb/detalhes.asp?codprod=23262&codtipo=1).
Sabemos que temos a mania de colecionar o que a indústria insiste em descartar, mas coleções não servem, também, pra isso?
E, pra esclarecer de uma vez, a Die Hard Records não lançou o Angra – Aqua, este lançamento é de um de nossos parceiros, é que como temos um relacionamento excelente tanto com a banda Angra, como com o artista gráfico que fez toda a arte, nosso amigo Gustavo Sazes, que cuida de toda a identidade visual da Die Hard há anos, e também um relacionamento ímpar com a Voice Music, gravadora original do CD, então, em algum momento alguém colocou nossa logo pra ver como ficava e acabou indo pra fábrica esta versão, só isso. Pra nós foi um equívoco que muito nos honrou e uma brincadeira que acabou por nos divulgar num trabalho tão importante e tão cheio de amigos, mas foi só isso.
Abraço a todos.
Vincent Morrison – DIE HARD
Marcadores:
lançamentos Jorn Charred Walls of the Damned
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Constrangimento na Galeria do Rock!
Sábado de manhã, enquanto ouvíamos THE ANSWER num som cristalino, conversando animadamente com nossos amigos-clientes, e só temos clientes colecionadores e especializados, TODOS, SEM EXCEÇÃO, independente de quem, o que compra ou quanto compra, pois quem consome rock e metal é colecionador, partimos deste princípio, por isso nosso comprido nome é Die Hard Classic Rock and Heavy Metal Collectibles... Então, THE ANSWER rolando e tal, quando de repente um som de guitarra alto e viajandão toma a Galeria do Rock... Lembrava um pouco um bimotor aquecendo para a decolagem, alto, muito alto, acabou com o nosso THE ANSWER... - O que é isso? - De onde vem? - PQP que alto! e parou. Todo mundo volta ao normal, o vinho de primeira volta a rolar, JOE BONAMASSA com sua maravilhosa e honesta cover de "Tea for One" do Led Zeppelin; - Como está o novo do Iron? - Tocam por amor à música ainda? - E o novo do Angra? E lá vem de novo aquele som ensurdecedor, mas agora com ritmo brasileiro, música regional, folclórica, ahhh, acho que baião... Isso mesmo, baião. E altíssimo. Talvez forró, na verdade me confundo, e não vai aí falta de respeito não, apoiamos toda forma de expressão artística, e todo mundo sabe disso... Mas BAIÃO/FORRÓ ou seja lá o que for, bem alto, no sábado de manhã na Galeria do Rock??? Olhamos pra fora da loja e todo mundo correndo pra ver o que era, como se fosse um acidente (curiosidade mórbida, Freud deve explicar) e, do alto do segundo andar da Galeria do Rock (ainda se chama assim, "do Rock"), um grupo circense à caráter, NA FRENTE DA GALERIA DO ROCK, tocando BAIÃO/FORRÓ bem alto. Uns riam, outros olhavam incrédulos (eu inclusive), e o questionamento geral: - Isto é um circo? - Se forem palhaços não têm graça. - Abaixa isso aê ô... e por aí vai. Constrangimento total. Tirei uma foto, uma só pois fiquei com vergonha das pessoas em volta pensarem que eu estivesse gostando, foi só pra documentar o fato (veja a foto em http://www.fotolog.com.br/diehardrecords/). Voltei pra loja onde já estavam tentando rolar CANNIBAL CORPSE pra combater o barulhão. Estávamos tentando degustar o melhor do Death Metal, mas contaminado com aquele som despropositado rolando alto lá fora. Claro, repito, que apoiamos toda forma de manifestação artística, mas não precisamos gostar. Respeitar é respeitar, como religião ou política, ou futebol, mas jamais rolaríamos nosso CANNIBAL CORPSE na frente da Galeria do Forró, caso existisse uma, e agiríamos assim por respeito. A culpa não é da trupe barulhenta lá fora, mas de quem os convidou pra fazer esta performance equivocada lá, alguém que pensou que uma guitarra alta fosse rock. Um lojista amigo nosso veio nos questionar pra ver o que achávamos daquilo, e constatou que a nossa opinião era igual a sua. Claro, só poderia ser... Achamos que fosse provocação!
Precisamos urgentemente eleger um curador ou algo semelhante pra escolher melhor os eventos patrocinados pela Galeria do Rock, que insiste em se chamar "Instituto Cultural", mas urgente mesmo pois já tivemos desfile de moda com som techno num sábado, dia de maior movimento, e num lugar onde só tem (tinha?) gente que curte rock e metal, ou seja, afastou todo mundo... Já tivemos estátua do Michael Jackson junto com a do Elvis Presley e Raul Seixas... Ou alguém acha que são farinha do mesmo saco, ou se aproveitou do momento da morte do primeiro, o que seria tão deplorável quanto a ignorância em nivelar os três por baixo, e mesmo a imprensa gritando o tempo todo "rei do POP"... Já tivemos uma novela, acredite, uma novela onde um dos personagens (sim, personagens) era a Galeria do Rock, por mais surreal que possa parecer, aconteceu, com a caricaturização dos frequentadores e lojistas "tiozinhos do rock", como não poderia deixar de ser, bem global mesmo, e, claro, foi o pior ibope do horário, de todos os tempos, como prevíamos (basta ler nossos posts anteriores), bem feito... Talvez seja provocação mesmo, será? Ou ignorância, auto-destruição... Nós aqui da Die Hard fazemos o que podemos, oposição cultural. Usamos nossos canais pra gritar (viva a liberdade de expressão) que algo está errado, que estamos rumando pra um lugar muito perigoso...
Fica claro que ninguém foi avisado ou consultado, ou só nas reuniões ficam se sabendo das coisas? E nem adianta os minúsculos avisos no elevador (eu, por exemplo, subo escadas). Olhaí de novo a falta de um assessor de imprensa, estamos mal de divulgação também... Fica claro também que a "surpresa" não agradou a ninguém que tenhamos visto, nem lojistas, nem clientes e frequentadores...
Não custa falar de novo aqui que a administração da Galeria do Rock é eficiente. Temos segurança, limpeza, funcionários educados e cumpridores de suas funções, normas do Corpo de Bombeiros seguidas à risca, etc... Nada contra isso ou ninguém em particular, mas a parte cultural, e a Galeria do Rock existe APENAS graças a isto, está sofrendo, já na UTI... Poderiam colocar a parte cultural da Galeria do Rock nas mãos de alguém mais profissional, menos jeca, cafona, brega. Sem ofensa, mas pelos exemplos que citei acima estes adjetivos estão até leves. Precisamos de alguém com um pouco mais de senso, que seja do meio pelo menos... Fico pensando se eu fosse da administração da fictícia Galeria do Forró, citada acima, jamais escolheria uma banda pra tocar alto sábado de manhã, pois não entendo, não conheço, não sou do meio. Creio que respeitaria e escolheria alguém que ama forró alguém que tenha influência, que as bandas respeitam... E acho óbvio!!! Aqui na Galeria está cheio de gente capacitada, mas cheio mesmo, nosso amigo Luiz Calanca é curador (ou algo parecido) da Galeria Olido, por exemplo, convidando bandas diferentes pros sábados no "Rock na Vitrine", tem gente especializada em hard, em metal, em rock clássico e em outras vertentes... Nem precisaria ser alguém da Galeria, mas alguém QUE MANJA...
Nós estamos fazendo nossa parte, e, por favor, diga-nos, você que está lendo e, portanto, colecionador especializado, o que acha disto? Será muito importante, servirá como um abaixo assinado, pois os responsáveis aqui na Galeria do Rock lêem este blog, disso temos certeza...
Valeu pra quem leu até aqui, e pra quem comentar também. ABRAÇO.
Vincent Morrison - DIE HARD
Precisamos urgentemente eleger um curador ou algo semelhante pra escolher melhor os eventos patrocinados pela Galeria do Rock, que insiste em se chamar "Instituto Cultural", mas urgente mesmo pois já tivemos desfile de moda com som techno num sábado, dia de maior movimento, e num lugar onde só tem (tinha?) gente que curte rock e metal, ou seja, afastou todo mundo... Já tivemos estátua do Michael Jackson junto com a do Elvis Presley e Raul Seixas... Ou alguém acha que são farinha do mesmo saco, ou se aproveitou do momento da morte do primeiro, o que seria tão deplorável quanto a ignorância em nivelar os três por baixo, e mesmo a imprensa gritando o tempo todo "rei do POP"... Já tivemos uma novela, acredite, uma novela onde um dos personagens (sim, personagens) era a Galeria do Rock, por mais surreal que possa parecer, aconteceu, com a caricaturização dos frequentadores e lojistas "tiozinhos do rock", como não poderia deixar de ser, bem global mesmo, e, claro, foi o pior ibope do horário, de todos os tempos, como prevíamos (basta ler nossos posts anteriores), bem feito... Talvez seja provocação mesmo, será? Ou ignorância, auto-destruição... Nós aqui da Die Hard fazemos o que podemos, oposição cultural. Usamos nossos canais pra gritar (viva a liberdade de expressão) que algo está errado, que estamos rumando pra um lugar muito perigoso...
Fica claro que ninguém foi avisado ou consultado, ou só nas reuniões ficam se sabendo das coisas? E nem adianta os minúsculos avisos no elevador (eu, por exemplo, subo escadas). Olhaí de novo a falta de um assessor de imprensa, estamos mal de divulgação também... Fica claro também que a "surpresa" não agradou a ninguém que tenhamos visto, nem lojistas, nem clientes e frequentadores...
Não custa falar de novo aqui que a administração da Galeria do Rock é eficiente. Temos segurança, limpeza, funcionários educados e cumpridores de suas funções, normas do Corpo de Bombeiros seguidas à risca, etc... Nada contra isso ou ninguém em particular, mas a parte cultural, e a Galeria do Rock existe APENAS graças a isto, está sofrendo, já na UTI... Poderiam colocar a parte cultural da Galeria do Rock nas mãos de alguém mais profissional, menos jeca, cafona, brega. Sem ofensa, mas pelos exemplos que citei acima estes adjetivos estão até leves. Precisamos de alguém com um pouco mais de senso, que seja do meio pelo menos... Fico pensando se eu fosse da administração da fictícia Galeria do Forró, citada acima, jamais escolheria uma banda pra tocar alto sábado de manhã, pois não entendo, não conheço, não sou do meio. Creio que respeitaria e escolheria alguém que ama forró alguém que tenha influência, que as bandas respeitam... E acho óbvio!!! Aqui na Galeria está cheio de gente capacitada, mas cheio mesmo, nosso amigo Luiz Calanca é curador (ou algo parecido) da Galeria Olido, por exemplo, convidando bandas diferentes pros sábados no "Rock na Vitrine", tem gente especializada em hard, em metal, em rock clássico e em outras vertentes... Nem precisaria ser alguém da Galeria, mas alguém QUE MANJA...
Nós estamos fazendo nossa parte, e, por favor, diga-nos, você que está lendo e, portanto, colecionador especializado, o que acha disto? Será muito importante, servirá como um abaixo assinado, pois os responsáveis aqui na Galeria do Rock lêem este blog, disso temos certeza...
Valeu pra quem leu até aqui, e pra quem comentar também. ABRAÇO.
Vincent Morrison - DIE HARD
terça-feira, 17 de agosto de 2010
PRÓXIMOS LANÇAMENTOS DIE HARD RECORDS
O primeiro será o Charred Walls of the Damned, superbanda de Tim “Ripper” Owens e Steve DiGiorgio. Em seguida o Jorn – Dio. Depois virão os da lista abaixo.
Não temos previsão pois ainda não decidimos a ordem, e dizer uma data exata nos é praticamente impossível, pois dependemos de diversos fatores, e de terceiros, além do que alguns deles serão em parceria com outros selos, mas prometemos que os lançaremos o mais rápido possível.
Caso queira ser avisado sem compromisso ou mesmo encomendar, basta nos ligar ou nos enviar e-mail ou então entrar no site e clicar na Seção Pré-Venda em nosso site, clicando no CD que quer ser avisado você enviará um comunicado com seus dados até nós, em qualquer dos casos a eficiência será a mesma.
Mais informações sobre estes lançamentos também no nosso site na Seção Pré-Venda ou então na Seção Die Hard Records, onde também tem o catálogo completo pra baixar.
Pesquisando estes (ou quaisquer outros) produtos, clicando em “mais informações” (entre o nome da banda e o nome do álbum), além das informações, a maioria dos produtos estão com links importantes para ouvir e/ou ver (site oficial, myspace, youtube, etc...).
Charred Walls of the Damned – Charred Walls of the Damned
Jorn – Dio
Exciter – Unveiling the Wicked
WET – WET (Jeff Scott Soto)
Place Vendome – Streets of Fire
Jorn – Spirit Black
Kiske/Somerville – Kiske/Somerville
Arch Enemy – The Root of All Evil
Iced Earth – Alive in Athens
Iced Earth – Days of Purgatory
Iced Earth – Something Wickes This Way Comes
Iced Earth – The Dark Saga
Iced Earth – Horror Show
Iced Earth – Tribute to the Gods
Não temos previsão pois ainda não decidimos a ordem, e dizer uma data exata nos é praticamente impossível, pois dependemos de diversos fatores, e de terceiros, além do que alguns deles serão em parceria com outros selos, mas prometemos que os lançaremos o mais rápido possível.
Caso queira ser avisado sem compromisso ou mesmo encomendar, basta nos ligar ou nos enviar e-mail ou então entrar no site e clicar na Seção Pré-Venda em nosso site, clicando no CD que quer ser avisado você enviará um comunicado com seus dados até nós, em qualquer dos casos a eficiência será a mesma.
Mais informações sobre estes lançamentos também no nosso site na Seção Pré-Venda ou então na Seção Die Hard Records, onde também tem o catálogo completo pra baixar.
Pesquisando estes (ou quaisquer outros) produtos, clicando em “mais informações” (entre o nome da banda e o nome do álbum), além das informações, a maioria dos produtos estão com links importantes para ouvir e/ou ver (site oficial, myspace, youtube, etc...).
Charred Walls of the Damned – Charred Walls of the Damned
Jorn – Dio
Exciter – Unveiling the Wicked
WET – WET (Jeff Scott Soto)
Place Vendome – Streets of Fire
Jorn – Spirit Black
Kiske/Somerville – Kiske/Somerville
Arch Enemy – The Root of All Evil
Iced Earth – Alive in Athens
Iced Earth – Days of Purgatory
Iced Earth – Something Wickes This Way Comes
Iced Earth – The Dark Saga
Iced Earth – Horror Show
Iced Earth – Tribute to the Gods
Assinar:
Postagens (Atom)
