Antes das faculdades de áudio visual existiam só os cineclubes como pólo de conhecimento da área, criados e gerenciados pelos cinéfilos, os cineclubistas. Na Itália, em 1911, o cineclubista Ricciotto Canudo lançou o Manifesto das 7 Artes, as 3 do espaço (Arquitetura, Escultura e Pintura) e as 3 do tempo (Dança, Música e Poesia), ficando o cinema,que une espaço e tempo, sendo a 7ª. Arte. Não colocou nem a ópera e nem o teatro porque o cinema reivindicava sua firmação como arte, independente do teatro e da ópera, não queria ser “teatro filmado”, então o teatro e a ópera simplesmente ficaram de fora.
Obrigado Ismail Xavier, teórico do cinema brasileiro.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
As Listas de Umberto Eco, do Jardim da Infância a Noé
Inspirado em Umberto Eco, o genial escritor italiano (entre outras especialidades), cujo último trabalho é um ensaio sobre estas listas (A Vertigem das Listas), achamos duas que consideramos legais pra começar o ano. Feliz 2011 e divirta-se:
A primeira delas é uma reflexão mesmo, e foi extraída do jornalzinho da Igreja São Judas Tadeu, ano XXXV, # 368, de jan/fev 2011, numa matéria de Robert Fulghum, chamada justamente “Reflexão”:
“Quase Tudo o que eu Precisava Saber, Aprendi no Jardim da Infância”
1) Compartilhe tudo;
2) Jogue dentro das regras;
3) Não bata nos outros;
4) Coloque as coisas de volta onde pegou;
5) Arrume a sua bagunça;
6) Não pegue as coisas dos outros;
7) Peça desculpas quando machucar alguém;
8) Lave as mãos antes de comer e reze antes de deitar;
9) Dê descarga;
10) Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você;
11) Respeite o outro;
12) Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco... e desenhe... e pinte... e cante... e dance... e brinque... e trabalhe um pouco todos os dias;
13) Tire uma soneca às tardes;
14) Quando sair, cuidado com os carros;
15) Dê a mão e fique junto;
16) Repare nas maravilhas da vida;
17) O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também.
E esta, de autor desconhecido:
“As 10 lições da Arca de Noé”
1) Não perca o barco;
2) Lembra-se de que estamos todos no mesmo barco;
3) Planeje para o futuro. Não estava chovendo quando Noé construiu a Arca;
4) Mantenha-se em forma. Quando você tiver 80 anos, alguém pode lhe pedir para fazer algo realmente grande;
5) Não dê ouvidos aos críticos, apenas continue a fazer o trabalho que precisa ser feito;
6) Construa seu futuro em terreno alto;
7) Por segurança viaje aos pares;
8) A velocidade nem sempre é uma vantagem. Os caramujos estavam a bordo com os leopardos;
9) Quando estiver estressado, flutue um tempo;
10) Lembre-se, a Arca foi construída por amadores; o Titanic por profissionais.
A primeira delas é uma reflexão mesmo, e foi extraída do jornalzinho da Igreja São Judas Tadeu, ano XXXV, # 368, de jan/fev 2011, numa matéria de Robert Fulghum, chamada justamente “Reflexão”:
“Quase Tudo o que eu Precisava Saber, Aprendi no Jardim da Infância”
1) Compartilhe tudo;
2) Jogue dentro das regras;
3) Não bata nos outros;
4) Coloque as coisas de volta onde pegou;
5) Arrume a sua bagunça;
6) Não pegue as coisas dos outros;
7) Peça desculpas quando machucar alguém;
8) Lave as mãos antes de comer e reze antes de deitar;
9) Dê descarga;
10) Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você;
11) Respeite o outro;
12) Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco... e desenhe... e pinte... e cante... e dance... e brinque... e trabalhe um pouco todos os dias;
13) Tire uma soneca às tardes;
14) Quando sair, cuidado com os carros;
15) Dê a mão e fique junto;
16) Repare nas maravilhas da vida;
17) O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também.
E esta, de autor desconhecido:
“As 10 lições da Arca de Noé”
1) Não perca o barco;
2) Lembra-se de que estamos todos no mesmo barco;
3) Planeje para o futuro. Não estava chovendo quando Noé construiu a Arca;
4) Mantenha-se em forma. Quando você tiver 80 anos, alguém pode lhe pedir para fazer algo realmente grande;
5) Não dê ouvidos aos críticos, apenas continue a fazer o trabalho que precisa ser feito;
6) Construa seu futuro em terreno alto;
7) Por segurança viaje aos pares;
8) A velocidade nem sempre é uma vantagem. Os caramujos estavam a bordo com os leopardos;
9) Quando estiver estressado, flutue um tempo;
10) Lembre-se, a Arca foi construída por amadores; o Titanic por profissionais.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
MÚSICA DIGITAL X CD
Recebemos dois e-mails nesta semana, um de nosso amigo Eduardo Marques, sobre as vendagens de arquivos digitais, basicamente dizendo que só MPB vende este formato aqui no Brasil, e outro de um de nossos amigos-clientes, Alinor Junior, sobre uma matéria d´O Globo, sobre o fechamento de uma grande loja de CDs lá no Rio de Janeiro. Aproveitamos a oportunidade pra divagar sobre isto :
Abaixo tem os links destas matérias e nosso posicionamento (e tranquilidade, hehe) sobre elas na resposta ao nosso amigo-cliente...
Divirta-se
Vincent Morrison
Sobre a matéria d´O Globo:
http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/12/14/com-iminente-fechamento-da-modern-sound-rio-perde-sua-ultima-grande-loja-de-discos-923287071.asp
Obrigado pelo contato, pelo interesse e pela preocupação, apesar de não precisar se preocupar. A grande mídia tem o rabo preso com provedores que vendem música digital, que entraram em guerra com o mercado de música desde o mal explicado Napster, lembra-se? A Folha de Sâo Paulo quer matar os discos pois tem o UOL, o site Terra tem o mecanismo deles também, o Sonora, a matéria abaixo é do Globo, que tem entre os sites de venda de MP3 (e CDs ainda) Som Livre, além deles terem o rabo presíssimo com a americana onipresente Fox, ou seja, a mídia quer matar o CD, os discos em geral, pois ganharão muito (dinheiro) com isto. Estão tentando matar o rock'n'roll há décadas, agora partem pro suporte das músicas, mas não será assim tão fácil, primeiro pelo disco (seja vinil, CD, DVD...) ser o laço material entre o fã e o músico. Para fãs mesmo, não consumidores de música comercial. E são os estilos mais finos que precisam deste suporte físico que são os discos, pois lá tem a arte, as fotos, logos, informações técnicas, tudo que um fã quer saber e tudo que um consumidor de música comercial não tem interesse. Rock em geral, incluindo aí o Heavy Metal e tendências, claro, a música clásica, aliás, a música instrumental em geral, mas não só, também o jazz, entre outras, são estilos que têm fãs conscientes, colecionadores, gente que quer qualidade acima de tudo. A indústria teima em descartar o que teimamos em colecionar. A máquina burra x o homem. Somos uma loja especializada em Rock em geral, principalmente em Metal e tendências, só trabalhamos com originais e novos, nada de piratas, cópias ou usados. Temos um serviço de atendimento tendendo sempre a melhorar, o site totalmente atualizado, o que tem no site temos pra entregar, e nosso catálogo, sempre crescente, com importados e nacionais, também atualizado, quase sempre somos os primeiros a ter os produtos, e às vezes os únicos, distribuindo inclusive bandas independentes, e vendendo pro mundo todo. Somos até um selo que lança algumas destas bandas, e por isso, quase não temos nada a ver com esta matéria d´O Globo. Estas lojas de "discos", e não de música, desaparecerão mesmo, focam apenas no comércio, nós focamos na música e, principalmente, nos clientes consumidores, sempre atentos e pra lá de exigentes, nos fazendo, com isto competitivos... Em 11 de novembro deste ano de 2010 fizemos 14 anos de Die Hard, e desde a inauguração nunca tivemos uma curva descendente, apenas as normalíssimas contextualizadas na sazonalidade, e trabalhamos muito, mas muito mesmo, pra não deixar que isto mude :)
Falando em matérias, esta:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101210/not_imp651857,0.php
mostra que o cliente que compra rock e metal e tendências não baixa MP3 (ao menos não paga pra baixar). Ou até baixa, mas funciona mais ou menos como as fitas K7 do passado ou rádios, ou seja, baixa-se, ouve-se, compra-se ou não. As MP3 funcionam tanto como divulgação que nós aqui indicamos pra todo cliente fontes de audição e até linkamos em nossos produtos, sempre oficiais, claro. A matéria do Estadão, acima, mostra que os consumidores de MPB é que compram música digital, cremos que pela consciência de retornar ao artista, mas não liga pra arte, encarte, etc... Nisto (nós, colecionadores de rock e metal e tendências) estamos um passo à frente, pois nos importamos e muito com o que vem junto com o CD. Afinal, uma música digital nem existe (sem suporte físico).
Há pesquisas, basta procurar no google ou em sites de associações de gravadoras ou artistas, que apontam o crescimento das vendas de CDs, e olha que naõ mencionam estilo musical e sim CDs simplesmente. Uma das inferências destas pesquisas é que boa parcela de quem havia parado de comprar CDs achando que a música digital o substituiria, se arrependeu, ou por ver que não ouvia as milhões de discografias guardadas no HD em casa, e nem a portabilidade (de levar nos MP3 players e celulares por aí) os convenceram. Estes, talvez os colecionadores que nem se enxergavam como, é que estariam voltando a comprar. Não temos maiores detalhes e nem pensamos sobre isto, mas concordamos com estas deduções destas matérias que divulgaram estas pesquisas, pois SENTIMOS que é isto que está acontecendo, não sabemos se POR ESTA RAZÃO, em todo caso...
Claro que este texto é uma opinião nossa, da Die Hard, não queremos ser os donos da verdade, longe disto, publicamos aqui apenas a NOSSA verdade, é como vemos o nosso negócio e como nos posicionamos neste mercado. Há uma evangelização digital, "alguém" quer nos fazer acreditar que estando fora do mundo digital estamos mortos como ser social, e isto não é verdade, claro que não. Facebook, Orkut, Twitter, etc... são mecanismos apenas, sociais, claro, mas principalmente empresariais. "Eles" pensam em grana, sempre, é o sistema de consumo fucionando, nada de mais, nós é que temos de nos virar pra tirar informação e cultura disto (no caso de nossos assunto aqui, claro, pois na vida temos de tirar muito mais do que isto deste sistema fdp que está destruindo o planeta como um vírus que destrói o hospedeiro)...
É isto, somos muito gratos a todos os interessados em nosso negócio e, por isso alardeamos: Não cremos no fim do CD (nem do vinil, DVD...) pois não cremos em música sem suporte. Nossos números mostram isto e é esta a justificativa da nossa estratégia para o futuro...
Die Hard
Abaixo tem os links destas matérias e nosso posicionamento (e tranquilidade, hehe) sobre elas na resposta ao nosso amigo-cliente...
Divirta-se
Vincent Morrison
Sobre a matéria d´O Globo:
http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/12/14/com-iminente-fechamento-da-modern-sound-rio-perde-sua-ultima-grande-loja-de-discos-923287071.asp
Obrigado pelo contato, pelo interesse e pela preocupação, apesar de não precisar se preocupar. A grande mídia tem o rabo preso com provedores que vendem música digital, que entraram em guerra com o mercado de música desde o mal explicado Napster, lembra-se? A Folha de Sâo Paulo quer matar os discos pois tem o UOL, o site Terra tem o mecanismo deles também, o Sonora, a matéria abaixo é do Globo, que tem entre os sites de venda de MP3 (e CDs ainda) Som Livre, além deles terem o rabo presíssimo com a americana onipresente Fox, ou seja, a mídia quer matar o CD, os discos em geral, pois ganharão muito (dinheiro) com isto. Estão tentando matar o rock'n'roll há décadas, agora partem pro suporte das músicas, mas não será assim tão fácil, primeiro pelo disco (seja vinil, CD, DVD...) ser o laço material entre o fã e o músico. Para fãs mesmo, não consumidores de música comercial. E são os estilos mais finos que precisam deste suporte físico que são os discos, pois lá tem a arte, as fotos, logos, informações técnicas, tudo que um fã quer saber e tudo que um consumidor de música comercial não tem interesse. Rock em geral, incluindo aí o Heavy Metal e tendências, claro, a música clásica, aliás, a música instrumental em geral, mas não só, também o jazz, entre outras, são estilos que têm fãs conscientes, colecionadores, gente que quer qualidade acima de tudo. A indústria teima em descartar o que teimamos em colecionar. A máquina burra x o homem. Somos uma loja especializada em Rock em geral, principalmente em Metal e tendências, só trabalhamos com originais e novos, nada de piratas, cópias ou usados. Temos um serviço de atendimento tendendo sempre a melhorar, o site totalmente atualizado, o que tem no site temos pra entregar, e nosso catálogo, sempre crescente, com importados e nacionais, também atualizado, quase sempre somos os primeiros a ter os produtos, e às vezes os únicos, distribuindo inclusive bandas independentes, e vendendo pro mundo todo. Somos até um selo que lança algumas destas bandas, e por isso, quase não temos nada a ver com esta matéria d´O Globo. Estas lojas de "discos", e não de música, desaparecerão mesmo, focam apenas no comércio, nós focamos na música e, principalmente, nos clientes consumidores, sempre atentos e pra lá de exigentes, nos fazendo, com isto competitivos... Em 11 de novembro deste ano de 2010 fizemos 14 anos de Die Hard, e desde a inauguração nunca tivemos uma curva descendente, apenas as normalíssimas contextualizadas na sazonalidade, e trabalhamos muito, mas muito mesmo, pra não deixar que isto mude :)
Falando em matérias, esta:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101210/not_imp651857,0.php
mostra que o cliente que compra rock e metal e tendências não baixa MP3 (ao menos não paga pra baixar). Ou até baixa, mas funciona mais ou menos como as fitas K7 do passado ou rádios, ou seja, baixa-se, ouve-se, compra-se ou não. As MP3 funcionam tanto como divulgação que nós aqui indicamos pra todo cliente fontes de audição e até linkamos em nossos produtos, sempre oficiais, claro. A matéria do Estadão, acima, mostra que os consumidores de MPB é que compram música digital, cremos que pela consciência de retornar ao artista, mas não liga pra arte, encarte, etc... Nisto (nós, colecionadores de rock e metal e tendências) estamos um passo à frente, pois nos importamos e muito com o que vem junto com o CD. Afinal, uma música digital nem existe (sem suporte físico).
Há pesquisas, basta procurar no google ou em sites de associações de gravadoras ou artistas, que apontam o crescimento das vendas de CDs, e olha que naõ mencionam estilo musical e sim CDs simplesmente. Uma das inferências destas pesquisas é que boa parcela de quem havia parado de comprar CDs achando que a música digital o substituiria, se arrependeu, ou por ver que não ouvia as milhões de discografias guardadas no HD em casa, e nem a portabilidade (de levar nos MP3 players e celulares por aí) os convenceram. Estes, talvez os colecionadores que nem se enxergavam como, é que estariam voltando a comprar. Não temos maiores detalhes e nem pensamos sobre isto, mas concordamos com estas deduções destas matérias que divulgaram estas pesquisas, pois SENTIMOS que é isto que está acontecendo, não sabemos se POR ESTA RAZÃO, em todo caso...
Claro que este texto é uma opinião nossa, da Die Hard, não queremos ser os donos da verdade, longe disto, publicamos aqui apenas a NOSSA verdade, é como vemos o nosso negócio e como nos posicionamos neste mercado. Há uma evangelização digital, "alguém" quer nos fazer acreditar que estando fora do mundo digital estamos mortos como ser social, e isto não é verdade, claro que não. Facebook, Orkut, Twitter, etc... são mecanismos apenas, sociais, claro, mas principalmente empresariais. "Eles" pensam em grana, sempre, é o sistema de consumo fucionando, nada de mais, nós é que temos de nos virar pra tirar informação e cultura disto (no caso de nossos assunto aqui, claro, pois na vida temos de tirar muito mais do que isto deste sistema fdp que está destruindo o planeta como um vírus que destrói o hospedeiro)...
É isto, somos muito gratos a todos os interessados em nosso negócio e, por isso alardeamos: Não cremos no fim do CD (nem do vinil, DVD...) pois não cremos em música sem suporte. Nossos números mostram isto e é esta a justificativa da nossa estratégia para o futuro...
Die Hard
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Jim Morrison e o Cinema
O cinema não é a instância da pintura, nem da literatura,
nem da escultura ou do teatro, mas da antiga tradição popular
dos feiticeiros. Trata-se da manifestação contemporânea
de uma envolvente história de sombras, fascínio por
figuras que mexem, crença mágica. A sua
linhagem remonta às origens,ao tempo
dos Sacerdotes e da feitiçaria, chamamento de espectros
Quanto os homens,apenas com o auxílio precário de um espelho e do
fogo, conjuravam trevas e secretas visitas vindas de
regiões ignotas da mente. Nessas sessões,
as sombras são espíritos capazes de afastar o mal.
Jim Morrison
nem da escultura ou do teatro, mas da antiga tradição popular
dos feiticeiros. Trata-se da manifestação contemporânea
de uma envolvente história de sombras, fascínio por
figuras que mexem, crença mágica. A sua
linhagem remonta às origens,ao tempo
dos Sacerdotes e da feitiçaria, chamamento de espectros
Quanto os homens,apenas com o auxílio precário de um espelho e do
fogo, conjuravam trevas e secretas visitas vindas de
regiões ignotas da mente. Nessas sessões,
as sombras são espíritos capazes de afastar o mal.
Jim Morrison
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
MAESTRICK: banda assina contrato com a Die Hard Records de São Paulo
A banda paulista MAESTRICK acabou de assinar contrato com um dos principais selos brasileiros ligados ao segmento Heavy Metal, a Die Hard Records. A recente parceria será firmada oficialmente com o lançamento do debut álbum do grupo, “Unpuzzle!”, no mercado fonográfico nacional.
Segundo o vocalista Fábio Caldeira: “Esse namoro é bem antigo. Desde o lançamento do nosso EP “H.U.C.” que acertamos nossos ponteiros com o Fausto e o André da Die Hard Records. Eles são dois dos caras mais honestos de nosso cenário e, por conta disso, temos plena certeza que o nosso primeiro disco sairá como sempre sonhamos. Em breve traremos mais notícias aos fãs, incluindo planos para nossa primeira viagem para o exterior! Acreditem, isso é apenas o começo...”
O EP “H.U.C.” teve seu lançamento levado a cabo pelo selo paulista Die Hard Records. A produção juntamente com a mixagem e masterização do material foram conduzidas por Gustavo Carmo (Vers’Over), e todo o conceito gráfico foi elaborado por Ricardo Chucky e Netto Cruanes.
“Unpuzzle!” tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2011 e contará com todos os elementos intrínsecos do Heavy Metal e Rock Progressivo.
Esta é a Nota à Imprensa que a assessoria da banda (e nós, claro) estamos divulgando. Esta banda preencherá uma lacuna, nós podemos não saber disto até o lançamento, mas assim que o CD for lançado, todos pensaremos assim, pois éuma banda especial, desde o conceito do álbum, qualidade técnica dos músicos, inspiração nas composições, carinho na produção, arte, logo, em tudo o que fazem... Sejam bem vindos...
Segundo o vocalista Fábio Caldeira: “Esse namoro é bem antigo. Desde o lançamento do nosso EP “H.U.C.” que acertamos nossos ponteiros com o Fausto e o André da Die Hard Records. Eles são dois dos caras mais honestos de nosso cenário e, por conta disso, temos plena certeza que o nosso primeiro disco sairá como sempre sonhamos. Em breve traremos mais notícias aos fãs, incluindo planos para nossa primeira viagem para o exterior! Acreditem, isso é apenas o começo...”
O EP “H.U.C.” teve seu lançamento levado a cabo pelo selo paulista Die Hard Records. A produção juntamente com a mixagem e masterização do material foram conduzidas por Gustavo Carmo (Vers’Over), e todo o conceito gráfico foi elaborado por Ricardo Chucky e Netto Cruanes.
“Unpuzzle!” tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2011 e contará com todos os elementos intrínsecos do Heavy Metal e Rock Progressivo.
Esta é a Nota à Imprensa que a assessoria da banda (e nós, claro) estamos divulgando. Esta banda preencherá uma lacuna, nós podemos não saber disto até o lançamento, mas assim que o CD for lançado, todos pensaremos assim, pois éuma banda especial, desde o conceito do álbum, qualidade técnica dos músicos, inspiração nas composições, carinho na produção, arte, logo, em tudo o que fazem... Sejam bem vindos...
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
SÉRIE DE ANÚNCIOS COM FRASES ESPONTÂNEAS - FASE II
De vez em quando divulgamos algumas frases espontâneas que recebemos mui gentilmente de nossos clientes. Sabemos que é meio cafona este tipo de anúncio, mas ao mesmo tempo não poderíamos deixar de divulgar.
Na verdade não fazemos nada, absolutamente nada, além do que devemos, que é ter o produto que a pessoa comprou, original, novo e intocado, com todas as garantias do produto, tendo os lançamentos nacionais e internacionais em tempo ou bem antes, trabalhando com os catálogos antigos das bandas que comercializamos, tendo as independentes e trabalhando com afins também como ingressos e acessórios, e cuidando das garantias também da entrega, aliás, entregar no prazo e em embalagem adequada também e, quando temos algum brinde, até mandamos, mas não é uma regra. Acontece que nosso país é um modelo de como não se faz a coisa certa, começando pelos políticos, uns verdadeiros ladrões, safados e mentirosos, consequentemente a educação, saúde, transporte, etc... passando pelas corporações nacionais e internacionais como bancos, companhias de serviço público como a Eletropaulo (aqui em SP), telefônicas e chegando nas pequenas empresas, incluindo as nossas concorrentes, então nem fica tão difícil chamar a atenção fazendo o óbvio, pois quase nenhuma o faz, e temos o retorno destes mesmos clientes, alguns dos que não compram só conosco.
Claro que gostamos do que fazemos, este é nosso orgulho, e talvez faça a diferença sim.
Cafona ou não, é bem melhor divulgar estas frases, principalmente por serem espontâneas. Claro que solicitamos a autorização de cada um. Estão saindo em 10 (dez) anúncios diferentes, já saíram dois nas últimas Roadie Crew e Poeira Zine. Não sabemos se faremos isto novamente, esta é a segunda vez, a primeira foi há muito tempo, mas não importa, valeu!
Obrigado a todos os que nos escreverem espontaneamente, obrigado por nos autorizar também, e obrigado a você que está lendo agora e, principalmente, obrigado a quem escreveu também metendo o pau, ainda bem que são as exceções, pois quem te critica se preocupa com você, senão ignoraria... Obrigado a todos... Divirtam-se com as frases...
Abraço,
Die Hard
"Minhas encomendas chegaram todas excelentes aqui e quero agradecer e muito aos brindes. Parabéns, eu amo esta loja!"
Silvio Brandespin - Goiânia/GO
"A Die Hard é disparada a melhor loja de CDs de rock do Brasil... Além de todos lá serem muito honestos e gente boa, os serviços são excelentes... Comprei o Angra lá na segunda, ontem de manhã já tava aqui... Alias, compro lá há mais de 10 anos, quase que semanalmente, e nunca deu qualquer problema... Podem confiar nos caras de olhos fechados..."
Juninho Frascá - Monte Alto/SP, cliente e amigo antigo, dando uma força no Orkut pra quem ainda não nos conhecia ainda
"Durante o dia peguei o código de rastreamento no site da Die Hard. No início da tarde liguei para minha família e o pacote já havia chegado em casa."
Dimas Cezar - Carapicuiba/SP
"Foi a primeira vez que adquiri algo da loja de vocês. Ontem recebi o código de rastreamento do sedex e, para minha grande surpresa, hoje ela já estava aqui em casa.
“Gostaria de parabenizá-los pelo excelente trabalho! Os CDs chegaram em perfeito estado, muito bem embalados. A seriedade e profissionalismo de vocês se destacaram! Pode ter certeza que conquistaram mais um cliente fiel.”
Fabio Said - Bauru/SP
"A iniciativa de vocês é sensacional em um mundo em que hoje quem impera é o MP3."
Fernando Zahil - São Paulo/SP
"O que realmente me deixa surpreso é que vocês conseguiram melhorar o que já era bom, por isso vocês ainda são os melhores em um país que infelizmente carece de pessoas sérias e honestas que respeitem o cliente."
Roberto L. G. Britto - Rio de Janeiro/RJ
"Mais uma vez gostaria de parabenizar a Die Hard pelo profissionalismo e agilidade na disposição em resolver prontamente os problemas que aparecem, É por isso, entre outras coisas, que prefiro comprar com vocês, a melhor loja de Metal do Brasil."
Vitor Passos – Campo Grande/SP
"Gostaria de agradecer a pela rapidez e honestidade na entrega, comprei um CD ontem e já me entregaram hoje."
Edson H. Reis - Serra/ES
"Confio plenamente no trabalho da Die Hard! Vocês são um exemplo de comprometimento e qualidade."
Pablo Vilela - Recife/PE
"Fiz o pagamento há menos de 24hs, e já estou ouvindo o CD. Parabéns pela atenção e pode ter certeza de que ganharam mais um cliente!"
Paulo Agustinho Filho - Bauru/SP
"Gostaria de saber por que o novo CD da Tarja está disponível no site de vocês, sendo que em todas as outras lojas de CD's do Brasil está como pré-venda com lançamento ainda previsto. Comprei o CD de vocês, pois a Die Hard foi muito recomendada por amigos."
Jorge Abrahão - Caçapava/SP, ao encontrar o CD que procurava disponível em nosso site, e isto é o que queremos dizer quando anunciamos que nosso site é 100% atualizado, e que recebemos muitos lançamentos antes...
"Não conhecia a Die Hard, agora passo a dar prioridade nas compras de CDs e afins pelo site de vocês, sem falar que o preço é bem mais acessível"
Vinícius S. Cunha - Uberlândia/MG
"Mais uma vez vocês deram uma lição de competência, menos de 2 dias e já recebi o pedido, às vezes compro no Mercado livre e outras lojas, mas ninguém supera vocês, atendimento nota 10."
Gilvan - Olinda/PE
"Agradeço a atenção e parabenizo pelo atendimento e pelos esclarecimentos prestados pelos profissionais com a paciência de ouvir reclamações."
Cleber A. Filho - Rio das Ostras/RJ
"O pedido já chegou (!). Comprei domingo e chegou na terça. Agradeço a presteza e eficiência! Sei que é o trabalho de vocês, mas agradeço novamente a preocupação, profissionalismo e a atenção."
Diego Correa - Curitiba/PR
"Parabéns pela descrição detalhada dos produtos. "
Leo Victor Peixoto - Fortaleza/CE
"Recebi hoje mesmo o pedido, excelente atendimento. "
Cesar A. M. Cruz - Rio de Janeiro/RJ
"Se o meu CD não chegar até sábado faço uma denúncia no Procon."
"Vocês são nota 1000."
Erick Morais - Salvador/BA. Entre a primeira e a segunda frase houve um esclarecimento entre nós e, em tempo, não houve atraso.
Na verdade não fazemos nada, absolutamente nada, além do que devemos, que é ter o produto que a pessoa comprou, original, novo e intocado, com todas as garantias do produto, tendo os lançamentos nacionais e internacionais em tempo ou bem antes, trabalhando com os catálogos antigos das bandas que comercializamos, tendo as independentes e trabalhando com afins também como ingressos e acessórios, e cuidando das garantias também da entrega, aliás, entregar no prazo e em embalagem adequada também e, quando temos algum brinde, até mandamos, mas não é uma regra. Acontece que nosso país é um modelo de como não se faz a coisa certa, começando pelos políticos, uns verdadeiros ladrões, safados e mentirosos, consequentemente a educação, saúde, transporte, etc... passando pelas corporações nacionais e internacionais como bancos, companhias de serviço público como a Eletropaulo (aqui em SP), telefônicas e chegando nas pequenas empresas, incluindo as nossas concorrentes, então nem fica tão difícil chamar a atenção fazendo o óbvio, pois quase nenhuma o faz, e temos o retorno destes mesmos clientes, alguns dos que não compram só conosco.
Claro que gostamos do que fazemos, este é nosso orgulho, e talvez faça a diferença sim.
Cafona ou não, é bem melhor divulgar estas frases, principalmente por serem espontâneas. Claro que solicitamos a autorização de cada um. Estão saindo em 10 (dez) anúncios diferentes, já saíram dois nas últimas Roadie Crew e Poeira Zine. Não sabemos se faremos isto novamente, esta é a segunda vez, a primeira foi há muito tempo, mas não importa, valeu!
Obrigado a todos os que nos escreverem espontaneamente, obrigado por nos autorizar também, e obrigado a você que está lendo agora e, principalmente, obrigado a quem escreveu também metendo o pau, ainda bem que são as exceções, pois quem te critica se preocupa com você, senão ignoraria... Obrigado a todos... Divirtam-se com as frases...
Abraço,
Die Hard
"Minhas encomendas chegaram todas excelentes aqui e quero agradecer e muito aos brindes. Parabéns, eu amo esta loja!"
Silvio Brandespin - Goiânia/GO
"A Die Hard é disparada a melhor loja de CDs de rock do Brasil... Além de todos lá serem muito honestos e gente boa, os serviços são excelentes... Comprei o Angra lá na segunda, ontem de manhã já tava aqui... Alias, compro lá há mais de 10 anos, quase que semanalmente, e nunca deu qualquer problema... Podem confiar nos caras de olhos fechados..."
Juninho Frascá - Monte Alto/SP, cliente e amigo antigo, dando uma força no Orkut pra quem ainda não nos conhecia ainda
"Durante o dia peguei o código de rastreamento no site da Die Hard. No início da tarde liguei para minha família e o pacote já havia chegado em casa."
Dimas Cezar - Carapicuiba/SP
"Foi a primeira vez que adquiri algo da loja de vocês. Ontem recebi o código de rastreamento do sedex e, para minha grande surpresa, hoje ela já estava aqui em casa.
“Gostaria de parabenizá-los pelo excelente trabalho! Os CDs chegaram em perfeito estado, muito bem embalados. A seriedade e profissionalismo de vocês se destacaram! Pode ter certeza que conquistaram mais um cliente fiel.”
Fabio Said - Bauru/SP
"A iniciativa de vocês é sensacional em um mundo em que hoje quem impera é o MP3."
Fernando Zahil - São Paulo/SP
"O que realmente me deixa surpreso é que vocês conseguiram melhorar o que já era bom, por isso vocês ainda são os melhores em um país que infelizmente carece de pessoas sérias e honestas que respeitem o cliente."
Roberto L. G. Britto - Rio de Janeiro/RJ
"Mais uma vez gostaria de parabenizar a Die Hard pelo profissionalismo e agilidade na disposição em resolver prontamente os problemas que aparecem, É por isso, entre outras coisas, que prefiro comprar com vocês, a melhor loja de Metal do Brasil."
Vitor Passos – Campo Grande/SP
"Gostaria de agradecer a pela rapidez e honestidade na entrega, comprei um CD ontem e já me entregaram hoje."
Edson H. Reis - Serra/ES
"Confio plenamente no trabalho da Die Hard! Vocês são um exemplo de comprometimento e qualidade."
Pablo Vilela - Recife/PE
"Fiz o pagamento há menos de 24hs, e já estou ouvindo o CD. Parabéns pela atenção e pode ter certeza de que ganharam mais um cliente!"
Paulo Agustinho Filho - Bauru/SP
"Gostaria de saber por que o novo CD da Tarja está disponível no site de vocês, sendo que em todas as outras lojas de CD's do Brasil está como pré-venda com lançamento ainda previsto. Comprei o CD de vocês, pois a Die Hard foi muito recomendada por amigos."
Jorge Abrahão - Caçapava/SP, ao encontrar o CD que procurava disponível em nosso site, e isto é o que queremos dizer quando anunciamos que nosso site é 100% atualizado, e que recebemos muitos lançamentos antes...
"Não conhecia a Die Hard, agora passo a dar prioridade nas compras de CDs e afins pelo site de vocês, sem falar que o preço é bem mais acessível"
Vinícius S. Cunha - Uberlândia/MG
"Mais uma vez vocês deram uma lição de competência, menos de 2 dias e já recebi o pedido, às vezes compro no Mercado livre e outras lojas, mas ninguém supera vocês, atendimento nota 10."
Gilvan - Olinda/PE
"Agradeço a atenção e parabenizo pelo atendimento e pelos esclarecimentos prestados pelos profissionais com a paciência de ouvir reclamações."
Cleber A. Filho - Rio das Ostras/RJ
"O pedido já chegou (!). Comprei domingo e chegou na terça. Agradeço a presteza e eficiência! Sei que é o trabalho de vocês, mas agradeço novamente a preocupação, profissionalismo e a atenção."
Diego Correa - Curitiba/PR
"Parabéns pela descrição detalhada dos produtos. "
Leo Victor Peixoto - Fortaleza/CE
"Recebi hoje mesmo o pedido, excelente atendimento. "
Cesar A. M. Cruz - Rio de Janeiro/RJ
"Se o meu CD não chegar até sábado faço uma denúncia no Procon."
"Vocês são nota 1000."
Erick Morais - Salvador/BA. Entre a primeira e a segunda frase houve um esclarecimento entre nós e, em tempo, não houve atraso.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
POR QUE O CD NÃO ESTÁ DISPONÍVEL NA DATA PROMETIDA? VERSÃO POLITICAMENTE INCORRETA: ACHANDO OS CULPADOS!
Apesar de ser tirada do Wikipédia (sabemos nem 100% confiável, e cita sua fonte: Council of Supply Chain Management Professionals, Carvalho, 2002, p. 31), a definição de logística lá é esta: "Logística é a parte do Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento que planeja, implementa e controla o fluxo e armazenamento eficiente e econômico de matérias-primas, materiais semi-acabados e produtos acabados, bem como as informações a eles relativas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender às exigências dos clientes". Mas vamos ficar com o principal pra nós agora, a distribuição decente. Confiável ou não, todos os envolvidos citados abaixo deveriam ao menos dar uma lida nisto.
Quantas vezes você já não leu em alguma divulgação oficial de uma gravadora, que o CD tal (ou qualquer outro formato) será lançado numa determinada data específica? E específica mesmo, com dia e o mês cravados, geralmente com a frase brega “nas melhores lojas”? Inúmeras, muitas vezes! O tempo todo. Na mesma proporção, salvas poucas exceções, o CD nunca está à disposição. Não só na loja (ou site) que você procura, mas simplesmente ainda não existe, não foi lançado. Frustração, desânimo, vontade de xingar quem “prometeu” são reações comuns.
Normalmente a maioria dos clientes, a princípio, culpa a loja (site...). Quando a loja tem oportunidade, explica, este texto que você está lendo pode também ser tomado como uma destas oportunidades, e a explicação é óbvia: o CD ainda não está disponível na fonte: gravadora ou distribuidora. Claro que estou tomando como princípio que a loja ou site onde você foi procurar não só se interessou pelo CD, como o encomendou numa fonte confiável no prazo adequado. Esta parte da culpa seria, então, da loja. Achamos um culpado, ao menos em potencial, mas há outros...
Pra não ficar só na aquisição física do produto, vamos viajar com exemplo não musical, o cinema, onde, apesar de todas as dificuldades conhecidas na produção de um filme (na verdade na produção de qualquer item de cultural comercializável), pra não acontecer do filme não ser lançado na data e local divulgados, a etapa de P & A = Print and Advertising (cópias do filme e divulgação) tem de ser eficiente, o filme TEM de estar à disposição na data e local exatos da divulgação. E quase sempre está. Voltando no nosso mundo, outro exemplo, o de lançamentos de CDs fora do Brasil, principalmente em países do 1º mundo, onde as datas de lançamento têm de ser exatas como divulgado, neste caso nem sempre, mas mesmo assim muito mais eficientes que aqui no Brasil. Assim como vários filmes simplesmente não são distribuídos, vários CDs também não o são. No caso dos filmes jamais lançados, ou aguardamos uma mostra, um festival ou ainda uma exibição extraordinária, que pode também nunca ocorrer, ou procuramos o DVD e, apelando, baixamos. No caso do CD o usual tem sido apenas a última hipótese.
A mídia está cheia de “fontes seguras” de informação sobre a data “exata” em que o CD estará nas lojas, seja o site da própria banda, ou da gravadora, ou outras, mas nunca procuram esta informação numa fábrica de CDs, claro que não, esta ninguém culpa pelos atrasos, mas muitas vezes, é exatamente aí que pára o CD, a maioria das fábricas simplesmente deixam pra depois um CD com tiragem pequena, que é do que estamos falando, abrindo espaço para um produto a ser fabricado em quantidades maiores, música popular por exemplo, estas músicas de mulheres pouco vestidas, ou músicas descartáveis de programas de TV de domingo ou de comercial de cerveja. Estes CDs, SIM, AINDA VENDEM, passam na frente por cau$a da quantia fabricada, passam na frente de qualquer CD de heavy metal na fila de fabricação. Estou generalizando sim, mas é fato! Agora parte da culpa pode ir para fábrica... Mas prosseguindo, acharemos mais culpados...
Claro que o planejamento é da gravadora, e todas as broncas devem mesmo ser disparadas à ela, sob sua responsabilidade está todo o projeto. Não com o intuito de isentá-la, mas apenas para ilustrar melhor e tentar compreender melhor, vamos lembrar ainda que por cima, as etapas na produção de um CD que ficam sob esta responsabilidade da gravadora: só depois de encontrar (ou ser encontrada) pela banda, ouvir, discutir, aprovar som, imagem e o próprio projeto da banda, a gravadora decide (com a própria banda, geralmente) estúdios e demais profissionais, tendo ainda a gravadora de gerenciar (controlando, aí, os prazos que todos tomamos por princípio, bem planejados) todas as suas fontes provedoras, a arte, compreendendo fotos e arte propriamente dita, com textos e logos obrigatórios, observando lei e normas quanto à numeração de cada música (código internacional ISRC), de cada disco (selo, código de barras), etc... E, por último, mas não menos importante, uma relação surreal: as questões jurídicas que não estão apenas nos textos e logos, mas que são pra lá de estranhas pra se fabricar um CD oficial (pois o pirata, como sabemos, não passa por nada disto), e ainda: gráficas, cartórios, motoboys, bancos, provas, etc... Tudo com um olho no prazo, podendo o CD ser fabricado em Manaus (zona franca, livre de alguns impostos) ou não, advindo daí o transporte, também este causador de atrasos, seja vindo de avião, todos sabemos como estão os aeroportos, ou de caminhão, todos sabemos como estão nossas estradas. Opa, já achamos mais alguns culpados, os aeroportos e as estradas, mas estes são pequenos, tem mais ainda...
Claro que nem todo projeto passa por todos estes passos todos, muitas bandas já têm o trabalho em estado muito adiantado antes de procurar a gravadora, quando não totalmente pronto, e ,quando se trata de licenciamento, ou seja, lançar em território nacional um CD já lançado no exterior, além de não ser todas estas etapas, algumas delas são diferentes, mas não foge muito deste modelo. E então, finalmente, acaba aí a primeira grande etapa (na verdade várias etapas menores juntadas aqui no exemplo numa única pra facilitar) do trabalho da gravadora, a produção, até quando vai prá fábrica. Faltando ainda o trabalho de lançamento, que é a divulgação e a distribuição, e estas duas etapas também estão tão intrinsecamente relacionadas, chegando a ser, na fase de lançamento do CD, uma só. Depois de um tempão do lançamento, uma se sobrepõe à outra, mas sempre intimamente ligadas. A divulgação, às vezes, é iniciada assim que se contratar a banda (ou se licencia um álbum gringo), saindo até na imprensa frases como “o selo tal vai lançar o CD da banda tal na data tal” Data quase sempre fictícias.
Mas quem divulga a tal data tão difícil de cumprir? E quando a divulga? A gravadora (de novo), claro. Se há uma culpa que podemos colocar na gravadora sem maiores problemas de consciência é esta: a da divulgação irresponsável, pois, reservadas aqui as particularidades de cada uma, mesmo que a gravadora delegue esta divulgação pra terceiros, ela é, ainda, a responsável, pois terceirizou “errado”. Uma vez divulgada a data do lançamento, cumpra-se. Não tem como ser diferente. Pronto, conseguimos achar mais um culpado, este de peso, a gravadora, mas não acabaram-se os culpados, tem mais...
Para que os CDs não estejam nas lojas ou sites nas datas divulgadas, já achamos problemas na gravadora, chegando a “culpá-la” (problemas como o mau gerenciamento na administração do tempo ou contratando parceiros incompetentes); na fábrica (não cumprindo prazos por um motivo ou por outro) e na loja (que não encomendou este CD a tempo ou o fez a quem não conseguiu cumprir o prazo) e até aeroportos, estradas e quem sabe até motoristas de caminhão... Bem entendido aqui que problemas jurídicos, falta de insumos e outras irresponsabilidades afins, muitas vezes dos próprios músicos, estão na conta da gravadora, na parte de “mau gerenciamento”, Ed muito bem creditados por sinal.
Pra concluir o raciocínio na identificação dos culpados, pois agora sabemos que não é só um, pelo CD não estar na loja ou no site na data divulgada, há os lançamentos independentes, que não podem ser, genericamente, tratados da mesma forma que o método tradicional aqui neste texto. Estes músicos independentes, por, no mínimo, questão de humanidade de nossa parte, precisam ser compreendidos, temos de “deixar passar”. A ingenuidade (no bom sentido) de muitas bandas causa estragos, pois não é função delas nem a produção, nem a divulgação e nem a distribuição do CD, mas estes músicos TEM de passar por elas, senão o CD não sai. Temos de ser mais solidários com estas bandas independentes, exercitemos nossa compreensão com mais ênfase nestes casos então. Ainda que, mesmo assim muitas delas tiveram de mergulhar na “logística da coisa”, senão não só não teriam o CD como nem a distribuição aconteceria. Infelizmente nem sempre há um assessor à disposição, e os contatos também são complicados, os custos então... Mas é um modelo cada vez mais utilizado com resultados cada vez mais surpreendentes.
Do cinema ainda mais um exemplo, o da independência. Uma nova forma de se “fazer a coisa”, que tem tudo pra se transformar num novo modelo a ser seguido, segundo os especialistas da área, vem de Tropa de Elite 2 (como este filme foi falado!), o diretor José Padilha, que além da direção assumiu muitas outras funções, assumiu também a “etapa” de P & A (Print and Advertising), que é a cópia dos filmes e sua distribuição. No modelo tradicional não é o diretor, claro, quem fica com esta parte (do trabalho e, portanto, da fatia do bolo), mas as corporações, geralmente intere$$adas em outra coisa. Este, talvez, seja o maior mérito deste filme, mais importante até do que seu sucesso “artístico” ou comercial. Aliás, este filme também tem seu roteirista principal, Bráulio Mantovani, e o ator não menos principal, Wagner Moura, como “co-produtores”, tendo ambos entrado como cotistas com seus próprios cachês, isto não é inédito, mas é mais uma prova de uma independência ainda maior, com parte importante da equipe apostando no modelo e, portanto, no resultado final. Na música este comportamento é comum há muito tempo, com a banda produzindo (ou co-produzindo) seus álbuns e também divulgando e distribuindo. Só nos falta tal eficiência, mas com a concessão que estamos dando a elas não as culpando aqui, um dia chegarão lá. Esta “independência” está muito mais desenvolvida na música sim, é outro fato facilmente constatável, talvez pela estrutura mais simples, menor, tanto que possibilitou a internet a “disponibilizar” bem antes os arquivos de som (menores) que os filmes, mas aí já estaríamos entrando em outro assunto, a transformação enorme que a música, o cinema e quase tudo o que conhecemos está passando, que é o suporte (ou a ausência de) destas formas de arte, e da mídia em geral, que acabam nos propondo novos hábitos, interessantes, baratos e rápidos. Mas, cuidado, se engana quem pensa que o modelo tradicional de gravadoras e produtores de cultura em geral (cinema, CD, etc...) está fadado a desaparecer brevemente. Afirmar isto a esta altura seria bem pior que ingenuidade (no mau sentido), seria burrice.
O mais recente grande mau exemplo de um CD com data cravada na divulgação, mas não cumprida, foi o do CD do Iron Maiden “The Final Frontier” que, além de não ter sido lançado na data prevista, longe disto, ainda veio com o encarte defeituoso, ou seja, a gravadora EMI (e nem a fábrica, diga-se) não abriu o CD pra conferir. Falta total de controle de qualidade. Infelizmente pra lá de comum nos selos independentes. A EMI fez um recall eficiente, mas recall é recall.
Como vimos, mesmo tentando entender toda a logística, mesmo tendo o controle de todas as etapas da produção de um CD, passando inclusive pela divulgação e distribuição, ainda que abundando competência de toda parte, nem assim pode-se garantir com toda certeza que um CD estará numa loja tal data. E a culpa deve, DEVE, ser distribuída e maior ou menor quantidade entre a loja, a gravadora e a fábrica, e até aos próprios músicos, quando independente. Esta é a forma mais justa de se culpar alguém.
Pra não terminarmos com uma sensação de “ah, então nem adianta”, vamos a dois últimos exemplos, agora bem sucedidos. Ambos da (nem por isto melhor) gravadora Universal Music, que divulgou o lançamento do Metallica “Death Magnetic” e do Guns’n’Roses “Chinese Democracy” com data cravada, mas se acautelou, apelou para um truque, dizem, muito utilizado na era áurea do vinil nos USA, um truque tão simples como toda idéia genial é que, assim que tomamos ciência dizemos: “que óbvio”: conclui todas as etapas ANTES da divulgação, ou seja, com os CDs já fabricados no estoque inicia-se a divulgação, não tem erro do CD não ficar pronto a tempo e, com um prazo pra lá de elástico, inicia a pré-venda para as lojas. O CD chega à loja um ou dois dias antes da data, com o adesivo “Atenção Entregar Somente em XX/XX/XX”. Pronto. Claro que sempre tem os idiotas de sempre que estragam tudo, sempre tem a loja que vende o CD antes do prazo, mas percebamos que nem o cliente final enxerga esta loja com bons olhos pois, no fundo, ainda que inconscientemente, sabe que esta loja quebrou a regra do jogo, e isto nunca é legal.
Então, quando o CD não estiver na loja no dia que prometeram, antes de agredir o lojista, ou mudar de site, por favor, lembre-se de tudo isto. ;-)
Vincent Morrison
Quantas vezes você já não leu em alguma divulgação oficial de uma gravadora, que o CD tal (ou qualquer outro formato) será lançado numa determinada data específica? E específica mesmo, com dia e o mês cravados, geralmente com a frase brega “nas melhores lojas”? Inúmeras, muitas vezes! O tempo todo. Na mesma proporção, salvas poucas exceções, o CD nunca está à disposição. Não só na loja (ou site) que você procura, mas simplesmente ainda não existe, não foi lançado. Frustração, desânimo, vontade de xingar quem “prometeu” são reações comuns.
Normalmente a maioria dos clientes, a princípio, culpa a loja (site...). Quando a loja tem oportunidade, explica, este texto que você está lendo pode também ser tomado como uma destas oportunidades, e a explicação é óbvia: o CD ainda não está disponível na fonte: gravadora ou distribuidora. Claro que estou tomando como princípio que a loja ou site onde você foi procurar não só se interessou pelo CD, como o encomendou numa fonte confiável no prazo adequado. Esta parte da culpa seria, então, da loja. Achamos um culpado, ao menos em potencial, mas há outros...
Pra não ficar só na aquisição física do produto, vamos viajar com exemplo não musical, o cinema, onde, apesar de todas as dificuldades conhecidas na produção de um filme (na verdade na produção de qualquer item de cultural comercializável), pra não acontecer do filme não ser lançado na data e local divulgados, a etapa de P & A = Print and Advertising (cópias do filme e divulgação) tem de ser eficiente, o filme TEM de estar à disposição na data e local exatos da divulgação. E quase sempre está. Voltando no nosso mundo, outro exemplo, o de lançamentos de CDs fora do Brasil, principalmente em países do 1º mundo, onde as datas de lançamento têm de ser exatas como divulgado, neste caso nem sempre, mas mesmo assim muito mais eficientes que aqui no Brasil. Assim como vários filmes simplesmente não são distribuídos, vários CDs também não o são. No caso dos filmes jamais lançados, ou aguardamos uma mostra, um festival ou ainda uma exibição extraordinária, que pode também nunca ocorrer, ou procuramos o DVD e, apelando, baixamos. No caso do CD o usual tem sido apenas a última hipótese.
A mídia está cheia de “fontes seguras” de informação sobre a data “exata” em que o CD estará nas lojas, seja o site da própria banda, ou da gravadora, ou outras, mas nunca procuram esta informação numa fábrica de CDs, claro que não, esta ninguém culpa pelos atrasos, mas muitas vezes, é exatamente aí que pára o CD, a maioria das fábricas simplesmente deixam pra depois um CD com tiragem pequena, que é do que estamos falando, abrindo espaço para um produto a ser fabricado em quantidades maiores, música popular por exemplo, estas músicas de mulheres pouco vestidas, ou músicas descartáveis de programas de TV de domingo ou de comercial de cerveja. Estes CDs, SIM, AINDA VENDEM, passam na frente por cau$a da quantia fabricada, passam na frente de qualquer CD de heavy metal na fila de fabricação. Estou generalizando sim, mas é fato! Agora parte da culpa pode ir para fábrica... Mas prosseguindo, acharemos mais culpados...
Claro que o planejamento é da gravadora, e todas as broncas devem mesmo ser disparadas à ela, sob sua responsabilidade está todo o projeto. Não com o intuito de isentá-la, mas apenas para ilustrar melhor e tentar compreender melhor, vamos lembrar ainda que por cima, as etapas na produção de um CD que ficam sob esta responsabilidade da gravadora: só depois de encontrar (ou ser encontrada) pela banda, ouvir, discutir, aprovar som, imagem e o próprio projeto da banda, a gravadora decide (com a própria banda, geralmente) estúdios e demais profissionais, tendo ainda a gravadora de gerenciar (controlando, aí, os prazos que todos tomamos por princípio, bem planejados) todas as suas fontes provedoras, a arte, compreendendo fotos e arte propriamente dita, com textos e logos obrigatórios, observando lei e normas quanto à numeração de cada música (código internacional ISRC), de cada disco (selo, código de barras), etc... E, por último, mas não menos importante, uma relação surreal: as questões jurídicas que não estão apenas nos textos e logos, mas que são pra lá de estranhas pra se fabricar um CD oficial (pois o pirata, como sabemos, não passa por nada disto), e ainda: gráficas, cartórios, motoboys, bancos, provas, etc... Tudo com um olho no prazo, podendo o CD ser fabricado em Manaus (zona franca, livre de alguns impostos) ou não, advindo daí o transporte, também este causador de atrasos, seja vindo de avião, todos sabemos como estão os aeroportos, ou de caminhão, todos sabemos como estão nossas estradas. Opa, já achamos mais alguns culpados, os aeroportos e as estradas, mas estes são pequenos, tem mais ainda...
Claro que nem todo projeto passa por todos estes passos todos, muitas bandas já têm o trabalho em estado muito adiantado antes de procurar a gravadora, quando não totalmente pronto, e ,quando se trata de licenciamento, ou seja, lançar em território nacional um CD já lançado no exterior, além de não ser todas estas etapas, algumas delas são diferentes, mas não foge muito deste modelo. E então, finalmente, acaba aí a primeira grande etapa (na verdade várias etapas menores juntadas aqui no exemplo numa única pra facilitar) do trabalho da gravadora, a produção, até quando vai prá fábrica. Faltando ainda o trabalho de lançamento, que é a divulgação e a distribuição, e estas duas etapas também estão tão intrinsecamente relacionadas, chegando a ser, na fase de lançamento do CD, uma só. Depois de um tempão do lançamento, uma se sobrepõe à outra, mas sempre intimamente ligadas. A divulgação, às vezes, é iniciada assim que se contratar a banda (ou se licencia um álbum gringo), saindo até na imprensa frases como “o selo tal vai lançar o CD da banda tal na data tal” Data quase sempre fictícias.
Mas quem divulga a tal data tão difícil de cumprir? E quando a divulga? A gravadora (de novo), claro. Se há uma culpa que podemos colocar na gravadora sem maiores problemas de consciência é esta: a da divulgação irresponsável, pois, reservadas aqui as particularidades de cada uma, mesmo que a gravadora delegue esta divulgação pra terceiros, ela é, ainda, a responsável, pois terceirizou “errado”. Uma vez divulgada a data do lançamento, cumpra-se. Não tem como ser diferente. Pronto, conseguimos achar mais um culpado, este de peso, a gravadora, mas não acabaram-se os culpados, tem mais...
Para que os CDs não estejam nas lojas ou sites nas datas divulgadas, já achamos problemas na gravadora, chegando a “culpá-la” (problemas como o mau gerenciamento na administração do tempo ou contratando parceiros incompetentes); na fábrica (não cumprindo prazos por um motivo ou por outro) e na loja (que não encomendou este CD a tempo ou o fez a quem não conseguiu cumprir o prazo) e até aeroportos, estradas e quem sabe até motoristas de caminhão... Bem entendido aqui que problemas jurídicos, falta de insumos e outras irresponsabilidades afins, muitas vezes dos próprios músicos, estão na conta da gravadora, na parte de “mau gerenciamento”, Ed muito bem creditados por sinal.
Pra concluir o raciocínio na identificação dos culpados, pois agora sabemos que não é só um, pelo CD não estar na loja ou no site na data divulgada, há os lançamentos independentes, que não podem ser, genericamente, tratados da mesma forma que o método tradicional aqui neste texto. Estes músicos independentes, por, no mínimo, questão de humanidade de nossa parte, precisam ser compreendidos, temos de “deixar passar”. A ingenuidade (no bom sentido) de muitas bandas causa estragos, pois não é função delas nem a produção, nem a divulgação e nem a distribuição do CD, mas estes músicos TEM de passar por elas, senão o CD não sai. Temos de ser mais solidários com estas bandas independentes, exercitemos nossa compreensão com mais ênfase nestes casos então. Ainda que, mesmo assim muitas delas tiveram de mergulhar na “logística da coisa”, senão não só não teriam o CD como nem a distribuição aconteceria. Infelizmente nem sempre há um assessor à disposição, e os contatos também são complicados, os custos então... Mas é um modelo cada vez mais utilizado com resultados cada vez mais surpreendentes.
Do cinema ainda mais um exemplo, o da independência. Uma nova forma de se “fazer a coisa”, que tem tudo pra se transformar num novo modelo a ser seguido, segundo os especialistas da área, vem de Tropa de Elite 2 (como este filme foi falado!), o diretor José Padilha, que além da direção assumiu muitas outras funções, assumiu também a “etapa” de P & A (Print and Advertising), que é a cópia dos filmes e sua distribuição. No modelo tradicional não é o diretor, claro, quem fica com esta parte (do trabalho e, portanto, da fatia do bolo), mas as corporações, geralmente intere$$adas em outra coisa. Este, talvez, seja o maior mérito deste filme, mais importante até do que seu sucesso “artístico” ou comercial. Aliás, este filme também tem seu roteirista principal, Bráulio Mantovani, e o ator não menos principal, Wagner Moura, como “co-produtores”, tendo ambos entrado como cotistas com seus próprios cachês, isto não é inédito, mas é mais uma prova de uma independência ainda maior, com parte importante da equipe apostando no modelo e, portanto, no resultado final. Na música este comportamento é comum há muito tempo, com a banda produzindo (ou co-produzindo) seus álbuns e também divulgando e distribuindo. Só nos falta tal eficiência, mas com a concessão que estamos dando a elas não as culpando aqui, um dia chegarão lá. Esta “independência” está muito mais desenvolvida na música sim, é outro fato facilmente constatável, talvez pela estrutura mais simples, menor, tanto que possibilitou a internet a “disponibilizar” bem antes os arquivos de som (menores) que os filmes, mas aí já estaríamos entrando em outro assunto, a transformação enorme que a música, o cinema e quase tudo o que conhecemos está passando, que é o suporte (ou a ausência de) destas formas de arte, e da mídia em geral, que acabam nos propondo novos hábitos, interessantes, baratos e rápidos. Mas, cuidado, se engana quem pensa que o modelo tradicional de gravadoras e produtores de cultura em geral (cinema, CD, etc...) está fadado a desaparecer brevemente. Afirmar isto a esta altura seria bem pior que ingenuidade (no mau sentido), seria burrice.
O mais recente grande mau exemplo de um CD com data cravada na divulgação, mas não cumprida, foi o do CD do Iron Maiden “The Final Frontier” que, além de não ter sido lançado na data prevista, longe disto, ainda veio com o encarte defeituoso, ou seja, a gravadora EMI (e nem a fábrica, diga-se) não abriu o CD pra conferir. Falta total de controle de qualidade. Infelizmente pra lá de comum nos selos independentes. A EMI fez um recall eficiente, mas recall é recall.
Como vimos, mesmo tentando entender toda a logística, mesmo tendo o controle de todas as etapas da produção de um CD, passando inclusive pela divulgação e distribuição, ainda que abundando competência de toda parte, nem assim pode-se garantir com toda certeza que um CD estará numa loja tal data. E a culpa deve, DEVE, ser distribuída e maior ou menor quantidade entre a loja, a gravadora e a fábrica, e até aos próprios músicos, quando independente. Esta é a forma mais justa de se culpar alguém.
Pra não terminarmos com uma sensação de “ah, então nem adianta”, vamos a dois últimos exemplos, agora bem sucedidos. Ambos da (nem por isto melhor) gravadora Universal Music, que divulgou o lançamento do Metallica “Death Magnetic” e do Guns’n’Roses “Chinese Democracy” com data cravada, mas se acautelou, apelou para um truque, dizem, muito utilizado na era áurea do vinil nos USA, um truque tão simples como toda idéia genial é que, assim que tomamos ciência dizemos: “que óbvio”: conclui todas as etapas ANTES da divulgação, ou seja, com os CDs já fabricados no estoque inicia-se a divulgação, não tem erro do CD não ficar pronto a tempo e, com um prazo pra lá de elástico, inicia a pré-venda para as lojas. O CD chega à loja um ou dois dias antes da data, com o adesivo “Atenção Entregar Somente em XX/XX/XX”. Pronto. Claro que sempre tem os idiotas de sempre que estragam tudo, sempre tem a loja que vende o CD antes do prazo, mas percebamos que nem o cliente final enxerga esta loja com bons olhos pois, no fundo, ainda que inconscientemente, sabe que esta loja quebrou a regra do jogo, e isto nunca é legal.
Então, quando o CD não estiver na loja no dia que prometeram, antes de agredir o lojista, ou mudar de site, por favor, lembre-se de tudo isto. ;-)
Vincent Morrison
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