Olá...
Finalmente foi pra fábrica mais 2 CDs licenciados pela Mega Force, o Exciter - Long Live the Loud e o Anthrax - Fistful of Metal. Inegáveis clássicos, por isso nosso orgulho :) E com encartes enriquecidos, no caso do Exciter, com bonus incríveis, só aguardando...
O Blaze Bayley - Promise and Terror, também fruto de parceria está esgotando, vendemos muito, mas muito mesmo, também, o CD está pesando o quanto vale...
E mais uma parceria, desta vez com o fã-clube SUB, do Edguy/Avantasia. Para maiores informações, acesse www.myspace.com/savageunionbrazil.
É isso, a união faz a força, ou, paz na terra aos homens de boa vontade, ou ainda, na crise crie, sei lá, estas parcerias com a Rock Brigade, com a Rock Machine, com a Voice Music, com a Open the Road e também com a Savage Union Brazil é prova de que quando os homens querem e se unem, realizam...
E temos muitos outros parceiros, aliás, quem quiser fazer parceria conosco, basta nos procurar, MESMO...
Obrigado a você que está lendo isto, sem você, já sabe, nem existiríamos, e nem há necessidade de bajulação neste caso, é a mais pura realidade...
Abraço,
Die Hard Crew
quarta-feira, 28 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
Que Diferença Faz Uma Estação
Nossa irmã (mesmo), nos enviou este texto, e o achamos tão útil que resolvemos fazer algo mais que repassar. É importante em termos culturais, claro, mas também nas relações humanas, veja:
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Olá, Tudo bom?!
Em uma das listas que participo na Internet estavam sendo discutidos erros de português e inglês nos e-mails. Entre críticas, sugestões, reclamações e discussões, parei para refltir sobre o assunto.
Quem me conhece sabe que sempre falo em minhas aulas sobre os cuidados com a língua portuguesa e inglesa. Então, ponto número 1: tenho a preocupação de escrever corretamente e incentivo para que as pessoas façam o mesmo.
Me considero inteligente. E estudada (graduação em Letras Português e Inglês e cursando o 2º em Tradução e Interpretação). E culta, pois leio muito.
Então, ponto número 2: tenho um bom embasamento técnico e nível cultural para escrever bem.
No entanto, cometo erros. Seja por cansaço, digitação falha, distração, falta de paciência de conferir ou qualquer outro motivo, às vezes escrevo umas besteiras que nem eu mesmo acredito.
Então, ponto número 3: errar não é simplesmete uma questão de ignorância.
E pensei, concluindo, que quem não conhece a mim ou a minha história, pode ler um único e-mail e me julgar diferente do que sou na realidade.
A reflexão a seguir é sobre isso: cuidado ao formar seus julgamentos. Tenha uma visão mais ampla sobre as pessoas e as situações antes de pré-julgar ou críticar os colegas. Você pode ter uma impressão errada e perder muita coisa boa! Por outro lado, comunique-se com mais atenção, pois isto interfere na forma como as pessoas o (a) enxergam. E lembre-se de colocar-se no lugar do outro - hoje o erro é dele, mas somos todos humanos... amanhã (ou hoje mesmo) pode ser você.
Abraço Deus os abençoe e bom descanso,
LEILA CRISTINA MESQUITA ALVES
Professora de Inglês e Português
QUE DIFERENÇA FAZ UMA ESTAÇÃO
Um homem tinha quatro filhos. Ele queria que seus filhos aprendessem a não julgar as coisas de modo apressado, por isso, ele mandou cada um em uma viagem, para observar uma Pereira que estava plantada em um distante local.
O primeiro filho foi lá no Inverno, o segundo na Primavera, o terceiro no Verão, e o quarto e mais jovem, no Outono. Quando todos eles retornaram, ele os reuniu, e pediu que cada um descrevesse o que tinham visto.
O primeiro filho disse que a árvore era feia, torta e retorcida.
O segundo filho disse que não, que ela era recoberta de botões verdes, e cheia de promessas.
O terceiro filho discordou; disse que ela estava coberta de flores, que tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que eram a coisa mais graciosa que ele jamais tinha visto.
O último filho discordou de todos eles; ele disse que a árvore estava carregada e arqueada, cheia de frutas, vida e promessas...
O homem então explicou a seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore.
Não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, por apenas uma estação. A essência de quem eles são, e o prazer, a alegria e o amor que vêm daquela vida podem apenas ser medidos ao final, quando todas as estações estão completas. Se você desistir quando for Inverno, você perderá a promessa da Primavera, a beleza de seu Verão, a expectativa do Outono.
(Não sabemos o autor)
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Olá, Tudo bom?!
Em uma das listas que participo na Internet estavam sendo discutidos erros de português e inglês nos e-mails. Entre críticas, sugestões, reclamações e discussões, parei para refltir sobre o assunto.
Quem me conhece sabe que sempre falo em minhas aulas sobre os cuidados com a língua portuguesa e inglesa. Então, ponto número 1: tenho a preocupação de escrever corretamente e incentivo para que as pessoas façam o mesmo.
Me considero inteligente. E estudada (graduação em Letras Português e Inglês e cursando o 2º em Tradução e Interpretação). E culta, pois leio muito.
Então, ponto número 2: tenho um bom embasamento técnico e nível cultural para escrever bem.
No entanto, cometo erros. Seja por cansaço, digitação falha, distração, falta de paciência de conferir ou qualquer outro motivo, às vezes escrevo umas besteiras que nem eu mesmo acredito.
Então, ponto número 3: errar não é simplesmete uma questão de ignorância.
E pensei, concluindo, que quem não conhece a mim ou a minha história, pode ler um único e-mail e me julgar diferente do que sou na realidade.
A reflexão a seguir é sobre isso: cuidado ao formar seus julgamentos. Tenha uma visão mais ampla sobre as pessoas e as situações antes de pré-julgar ou críticar os colegas. Você pode ter uma impressão errada e perder muita coisa boa! Por outro lado, comunique-se com mais atenção, pois isto interfere na forma como as pessoas o (a) enxergam. E lembre-se de colocar-se no lugar do outro - hoje o erro é dele, mas somos todos humanos... amanhã (ou hoje mesmo) pode ser você.
Abraço Deus os abençoe e bom descanso,
LEILA CRISTINA MESQUITA ALVES
Professora de Inglês e Português
QUE DIFERENÇA FAZ UMA ESTAÇÃO
Um homem tinha quatro filhos. Ele queria que seus filhos aprendessem a não julgar as coisas de modo apressado, por isso, ele mandou cada um em uma viagem, para observar uma Pereira que estava plantada em um distante local.
O primeiro filho foi lá no Inverno, o segundo na Primavera, o terceiro no Verão, e o quarto e mais jovem, no Outono. Quando todos eles retornaram, ele os reuniu, e pediu que cada um descrevesse o que tinham visto.
O primeiro filho disse que a árvore era feia, torta e retorcida.
O segundo filho disse que não, que ela era recoberta de botões verdes, e cheia de promessas.
O terceiro filho discordou; disse que ela estava coberta de flores, que tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que eram a coisa mais graciosa que ele jamais tinha visto.
O último filho discordou de todos eles; ele disse que a árvore estava carregada e arqueada, cheia de frutas, vida e promessas...
O homem então explicou a seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore.
Não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, por apenas uma estação. A essência de quem eles são, e o prazer, a alegria e o amor que vêm daquela vida podem apenas ser medidos ao final, quando todas as estações estão completas. Se você desistir quando for Inverno, você perderá a promessa da Primavera, a beleza de seu Verão, a expectativa do Outono.
(Não sabemos o autor)
quarta-feira, 7 de abril de 2010
MaestricK, Einstein e a Crise
MaestricK é uma banda que, caso você ainda não tenha ouvido falar, ouvirá com certeza. O Brasil é um celeiro de boas e criativas bandas, sempre foi, nosso problema é que nosso público ainda não percebeu isto, mas este é um problema cultural e não é o assunto deste texto. MaestricK é elogiada por todos que já os ouviram, desde os produtores e divulgadores, eles têm um conceito diferente que une literatura e artes plásticas, e planos para teatro, etc... Mas o que importa mesmo é a música, e ela está lá em toda sua exuberância. Bem, isto não é uma propaganda, pra quem quiser conferir aqui vai www.maestrick.com.
Pois é, nosso amigo Fábio, da banda MaestricK, quando conversávamos sobre a realidade da ascenção, ainda que improvável mas é a realidade, da banda MaestricK e da Die Hard num cenário de música digital tentando dominar o mercado em detrimento às mídias tradicionais (CDs, DVDs...), a realidade da pirataria descarada em centenas de barraquinhas espalhadas pelas cidades com a conivência do Estado e, em menor escala mas tão real quanto, a descaracterização da Galeria do Rock, enquanto falávamos sobre isto, o Fábio citou Einstein, um texto que ele conhecia e que compartilhou conosco, então pensamos em divulgar (não é propaganda!) a banda MaestricK, que merece (de mérito mesmo), e queremos ser, senão os primeiros, mas um dos primeiros a falar neles, e divulgar também o texto do Einstein, então aqui vai tudo de uma vez... OBRIGADO PELA PACIÊNCIA...
A Crise segundo Albert Einstein. *14/03/1879 + 18/04/1955.
Não podemos querer que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo.
A crise é a maior benção que pode acontecer às pessoas e aos países, porque a crise traz progressos.
A criatividade nasce da angústia assim como o dia nasce da noite escura.
É na crise que nascem os inventos, os descobrimentos e as grandes estratégias.
Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ter sido superado.
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções.
A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a dificuldade para encontrar as saídas e as soluções.
Sem crises não há desafios, sem desafios a vida é uma rotina, uma lenta agonia.
Sem crises não há méritos. É na crise que aflora o melhor de cada um, porque sem crise todo vento é uma carícia.
Falar da crise é promovê-la e calar-se na crise é exaltar o conformismo. Em vez disto, trabalhemos duro.
Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.
Pois é, nosso amigo Fábio, da banda MaestricK, quando conversávamos sobre a realidade da ascenção, ainda que improvável mas é a realidade, da banda MaestricK e da Die Hard num cenário de música digital tentando dominar o mercado em detrimento às mídias tradicionais (CDs, DVDs...), a realidade da pirataria descarada em centenas de barraquinhas espalhadas pelas cidades com a conivência do Estado e, em menor escala mas tão real quanto, a descaracterização da Galeria do Rock, enquanto falávamos sobre isto, o Fábio citou Einstein, um texto que ele conhecia e que compartilhou conosco, então pensamos em divulgar (não é propaganda!) a banda MaestricK, que merece (de mérito mesmo), e queremos ser, senão os primeiros, mas um dos primeiros a falar neles, e divulgar também o texto do Einstein, então aqui vai tudo de uma vez... OBRIGADO PELA PACIÊNCIA...
A Crise segundo Albert Einstein. *14/03/1879 + 18/04/1955.
Não podemos querer que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo.
A crise é a maior benção que pode acontecer às pessoas e aos países, porque a crise traz progressos.
A criatividade nasce da angústia assim como o dia nasce da noite escura.
É na crise que nascem os inventos, os descobrimentos e as grandes estratégias.
Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ter sido superado.
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções.
A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a dificuldade para encontrar as saídas e as soluções.
Sem crises não há desafios, sem desafios a vida é uma rotina, uma lenta agonia.
Sem crises não há méritos. É na crise que aflora o melhor de cada um, porque sem crise todo vento é uma carícia.
Falar da crise é promovê-la e calar-se na crise é exaltar o conformismo. Em vez disto, trabalhemos duro.
Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.
terça-feira, 30 de março de 2010
Orgulhosamente e sem Modéstia
As frases abaixo são de nosso novo anúncio, quem está fazendo, pra variar, é o renomadíssimo, internacionalíssimo, merecidíssimo, amissíssimo Gustavo Sazes, como tem feito nos últimos anos toda nossa identidade visual e anúncios.
As frases dizem mais ou menos a mesma coisa, mas fazer o que, é toda nossa verdade, é o que nos diferencia da concorrência e nosso dia a dia, o que pensamos, como agimos, ou seja, vivemos isto.
Em primeira mão:
-----
Orgulhosamente e sem modéstia, somos uma das lojas especializadas (em classic rock e heavy metal e tendências) mais preparadas do mundo para vendas online, e no balcão também, claro.
Nosso Sistema é o único no Brasil, dentro deste universo, totalmente atualizado, o que você encontra no site temos mesmo para entrega, e quando opta por ser avisado, nós o avisamos, sem falhas. Nosso site é também totalmente seguro, toda transação financeira é feita em seu respectivo ambiente.
Vendemos para o Brasil e para o mundo todo há mais de 13 (treze) anos. Só temos produtos novos e lacrados, qualidade e garantia totais. Embalagem segura, todas as opções de pagamentos e fretes, rapidez incomparável e atendimento profissionalmente correto e educado. Não custa repetir: conosco você não perderá nada, nunca, nem tempo ou paciência. Errar é humano e acontece, mas a incidência beira o desprezível.
Este anúncio é um compromisso, só comprando conosco pra acreditar!
As frases dizem mais ou menos a mesma coisa, mas fazer o que, é toda nossa verdade, é o que nos diferencia da concorrência e nosso dia a dia, o que pensamos, como agimos, ou seja, vivemos isto.
Em primeira mão:
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Orgulhosamente e sem modéstia, somos uma das lojas especializadas (em classic rock e heavy metal e tendências) mais preparadas do mundo para vendas online, e no balcão também, claro.
Nosso Sistema é o único no Brasil, dentro deste universo, totalmente atualizado, o que você encontra no site temos mesmo para entrega, e quando opta por ser avisado, nós o avisamos, sem falhas. Nosso site é também totalmente seguro, toda transação financeira é feita em seu respectivo ambiente.
Vendemos para o Brasil e para o mundo todo há mais de 13 (treze) anos. Só temos produtos novos e lacrados, qualidade e garantia totais. Embalagem segura, todas as opções de pagamentos e fretes, rapidez incomparável e atendimento profissionalmente correto e educado. Não custa repetir: conosco você não perderá nada, nunca, nem tempo ou paciência. Errar é humano e acontece, mas a incidência beira o desprezível.
Este anúncio é um compromisso, só comprando conosco pra acreditar!
terça-feira, 23 de março de 2010
Dando Satisfação sobre o Cancelmento do Lançamento do Picture - Old Dogs New Tricks
Restringindo este assunto apenas ao nosso metier, a música, é óbvio que todos sabem que o nosso mercado está em transformação, isto pelas novas tecnologias, sempre em desenvolvimento, e, nesta transição, também pela pirataria. Nós aqui na Galeria do Rock ainda passamos pela descaracterização da mesma. Com este cenário, os lançamentos de bandas nacionais estão a um passo de fazer parte do passado, e o licenciamento de bandas internacionais, mesmo das clássicas, está cada vez mais restrito.
Nós da Die Hard Classic Rock and Heavy Metal Collectibles (loja) nos adaptamos a estes tempos com tranquilidade, talvez por sempre tratarmos o cliente como realmente o vemos, um colecionador, um de nós, e por trabalharmos na legalidade, apenas com produtos novos, originais e documentados, e com segurança e garantia totais, com fretes e prazos eficientes e com o estoque na loja virtual atualizado a cada ação, ou seja, fazendo a diferença online ou no balcão, modéstia à parte, estamos não só sobrevivendo como crescendo. Todos os compradodes de CDs e DVDs hoje são colecionadores, de uma forma ou de outra, mesmo que não o saibam, e é a eles que nos dedicamos.
O selo Die Hard Records também está em fase de transição, como todos deste mercado. Na contramão, pra variar, continuamos lançando bandas nacionais, o mais recente neste segmento é o excelente álbum da banda gaúcha Desolate Ways - Last Moons, lançado em janeiro de 2010. Já com os licenciamentos estamos com o pacote do tradicional selo Megaforce, em parceria com alguns selos amigos. Os mais recentes são o Exciter - Heavy Metal Maniac e o Overkill - Feel the Fire, e o próximo, já na fábrica, o novo do Blaze Bayley - Promise and Terror.
Pra chegar nesta configuração precisamos de alguns amigos/parceiros honestos e com mais ou menos o mesmo gosto e interesse musical e, não só isto, mas, tanto quanto nós, com muita boa vontade, e os conseguimos. Às vezes lançamos sozinhos, às vezes com ou outro destes parceiros e a união tem feito a força. Mas nem tudo depende de nós, claro. Um CD é fruto de uma simbiose, e algumas destas partes do todo às vezes falham, por diversos motivos, desde a incapacidade mais absurda, passando pela negligência, pela falta de caráter, pelo equívoco, pela procrastinação, pelo acidente, pela irresponsabilidade e até pela falta de motivo aparente...
O cancelamento deste lançamento é fruto de vários destes motivos acima. O que parecia ser simples como comprar uma maçã, e às vezes, quase sempre o é, neste caso foi uma batalha, desde o contato incial (graças ao Bonadia, obrigado), passando pelos ruídos de comunicação e chegando finalmente a um engano enorme, este último por parte da equipe da banda, infelizmente isto é necessário dizer aqui, alguns bois precisam de nome...
Não especificamos isto aqui em detalhes por ser completamente surreal, nem conseguiríamos, a verdade dos fatos é o parágrafo acima mesmo. Sem culparmos totalmente a banda mas sendo claros em dizer que se dependesse apenas de nós este CD já estaria nas lojas... Muito provavelmente ainda o lançaremos, estamos efetivamente lutando por isto.
Aguardemos novidades, estamos a mil pra vencer esta etapa e ajudarmos a definir nosso mercado musical...
Obrigado e abraço!
Mais detalhes, inclusive catálogo para download:
http://www.diehard.com.br/lojaweb/records.asp
Nós da Die Hard Classic Rock and Heavy Metal Collectibles (loja) nos adaptamos a estes tempos com tranquilidade, talvez por sempre tratarmos o cliente como realmente o vemos, um colecionador, um de nós, e por trabalharmos na legalidade, apenas com produtos novos, originais e documentados, e com segurança e garantia totais, com fretes e prazos eficientes e com o estoque na loja virtual atualizado a cada ação, ou seja, fazendo a diferença online ou no balcão, modéstia à parte, estamos não só sobrevivendo como crescendo. Todos os compradodes de CDs e DVDs hoje são colecionadores, de uma forma ou de outra, mesmo que não o saibam, e é a eles que nos dedicamos.
O selo Die Hard Records também está em fase de transição, como todos deste mercado. Na contramão, pra variar, continuamos lançando bandas nacionais, o mais recente neste segmento é o excelente álbum da banda gaúcha Desolate Ways - Last Moons, lançado em janeiro de 2010. Já com os licenciamentos estamos com o pacote do tradicional selo Megaforce, em parceria com alguns selos amigos. Os mais recentes são o Exciter - Heavy Metal Maniac e o Overkill - Feel the Fire, e o próximo, já na fábrica, o novo do Blaze Bayley - Promise and Terror.
Pra chegar nesta configuração precisamos de alguns amigos/parceiros honestos e com mais ou menos o mesmo gosto e interesse musical e, não só isto, mas, tanto quanto nós, com muita boa vontade, e os conseguimos. Às vezes lançamos sozinhos, às vezes com ou outro destes parceiros e a união tem feito a força. Mas nem tudo depende de nós, claro. Um CD é fruto de uma simbiose, e algumas destas partes do todo às vezes falham, por diversos motivos, desde a incapacidade mais absurda, passando pela negligência, pela falta de caráter, pelo equívoco, pela procrastinação, pelo acidente, pela irresponsabilidade e até pela falta de motivo aparente...
O cancelamento deste lançamento é fruto de vários destes motivos acima. O que parecia ser simples como comprar uma maçã, e às vezes, quase sempre o é, neste caso foi uma batalha, desde o contato incial (graças ao Bonadia, obrigado), passando pelos ruídos de comunicação e chegando finalmente a um engano enorme, este último por parte da equipe da banda, infelizmente isto é necessário dizer aqui, alguns bois precisam de nome...
Não especificamos isto aqui em detalhes por ser completamente surreal, nem conseguiríamos, a verdade dos fatos é o parágrafo acima mesmo. Sem culparmos totalmente a banda mas sendo claros em dizer que se dependesse apenas de nós este CD já estaria nas lojas... Muito provavelmente ainda o lançaremos, estamos efetivamente lutando por isto.
Aguardemos novidades, estamos a mil pra vencer esta etapa e ajudarmos a definir nosso mercado musical...
Obrigado e abraço!
Mais detalhes, inclusive catálogo para download:
http://www.diehard.com.br/lojaweb/records.asp
sexta-feira, 19 de março de 2010
Desolate Ways by Lucas Mosca (matéria para o zine O Grito)
Nosso amigo Lucas entrevistou a banda Desolate Ways com exclusividade para nosso zine impresso. Enquanto não publicamos lá, a matéria está NA ÍNTEGRA aqui. Valeu Lucas, muito obrigado pelo intetesse e pelo talento de sempre, e valeu também a disponibilidade e o coração aberto da banda Desolate Ways. Esperamos que curtam...
DESOLATE WAYS
“Conquista, caminhada e realização!”
por Lucas Mosca
Quem acompanha a carreira desses gaúchos de Torres sabe não é de hoje que o Desolate Ways é uma das melhores bandas nacionais do metal em geral. E no estilo praticado pela banda, um gothic/doom de muita classe, pode-se afirmar que o primeiro lugar do pódio brasileiro pertence a ela. Desde seu primeiro álbum, Eternal Dreams (2003), até o mais recente, Last Moons (2009), lançado pela Die Hard Records, percebemos a latente evolução dos integrantes do conjunto, tanto na parte musical como lírica das composições. Os responsáveis pelo deleito sonoro são: Max Lima (vocal e guitarra), Rodrigo Fernandes (baixo), Igo Menegaz (bateria) e Elizeu Hainzenreder (guitarra), que concedeu a entrevista a seguir:
O Grito: Qual a origem do nome da banda?
Elizeu Hainzenreder: A origem é uma referência ao clima de nossa terra natal, Torres, durante o inverno. Apesar de ser uma cidade litorânea, no inverno faz muito frio, os dias são nublados e a cidade é deserta. Quando éramos crianças, a única coisa que tínhamos para fazer com exceção do colégio era nos encontrarmos uns nas casas dos outros, com uma pilha de vinis embaixo do braço. Eu não saberia dar uma explicação científica sobre o clima da região. Mas acredito que, por estar localizada entre o mar e a serra, as coisas sejam bem malucas e estranhas por aqui.
O Grito: Qual foi a inspiração para o título, as letras e a arte gráfica do disco novo?
Elizeu: No Tearful, nós tentamos falar a respeito dos sentimentos envolvendo a morte de alguém muito próximo. Eu havia perdido minha mãe na época, e resolvi escrever um pouco a respeito. No Last Moons, a ideia é mais ou menos parecida, mas da perspectiva de quem está no final da vida, no final de sua caminhada. Por isso as letras falam bastante sobre arrependimentos, mágoas, a falta de sentido das coisas, a existência ou não de Deus e nossas atitudes perante tudo isso. A inspiração da arte se deu em cima de uma coletânea do The Cure (Staring At The Sea), um vinil que escutei muito quando era moleque. E o senhor que aparece na arte é pai do nosso baterista, Igo.
O Grito: Desde o Eternal Dreams, a carga emocional, densa, instrospectiva nas composições do grupo é bem intensa. Em Last Moons, a pegada não foi diferente. Pelo contrário: parece que tais sensações estão ainda mais intensificadas. A que se deve isso?
Elizeu: Acredito que seja a experiência e a evolução como músicos. Quando começamos, não posso dizer a você que éramos bons músicos. É muito difícil, e acredito que sejam poucas as pessoas que conseguem de fato colocar 100% de seus sentimentos ao tocar um instrumento. Acho que estamos aprendendo isso e nos aprimorando mais com o passar dos anos. É como me dizia o Earth [da banda brasileira Seduced by Suicide], durante a gravação do solo da faixa Last Moons, “faça sua guitarra chorar”.
O Grito: A voz feminina na faixa “Winter” consta no encarte de Last Moons como sendo de Josie. Conte-nos um pouco sobre ela.
Elizeu: Josie é vocalista da banda A Sorrowful Dream, da qual somos muito amigos há vários anos. Quando escrevi a faixa “Winter”, senti a necessidade de uma voz feminina. Então, pensar nela na hora foi mais que óbvio pra mim. Fizemos o convite e, para nossa sorte, ela topou. Gostei muito do resultado.
O Grito: Os dois primeiros trabalhos do conjunto, Eternal Dreams e Tearful tiveram a produção de Adriano Sperandir, do Arroba Studios. Já no disco novo, tal tarefa ficou a cargo de Earth, no Estúdio Nitro. Gostaria que você falasse sobre o que motivou essa troca e quais foram os resultados mais perceptíveis dessa mudança para o grupo?
Elizeu: Nós decidimos mudar pelo simples fato de que é necessário mudar. Os dois primeiros álbuns ficaram muito bons. Mas acredito que já estava na hora de uma produção diferente. Não estou querendo dizer que o Arroba Studios ou que Adriano Sperandir não sejam bons, muito pelo contrário. Mas não queríamos outro álbum com a mesma produção. Queríamos ir além. Estávamos quase fechando a produção desse novo disco com Simon Efemey [que já produziu gigantes como Paradise Lost, Obituary, Napalm Death, Amorphis, entre outros]. Iríamos gravar o álbum no Estúdio Nitro e enviá-lo para o Simon fazer sua parte. Mas o Earth, que conheço há anos, me convenceu a fazermos tudo no Nitro (risos). E posso dizer que todos estamos muito impressionados e realizados com o resultado.
O Grito: No site do grupo, vocês resumem uma parte história de vocês da seguinte forma: “Quatro amigos de infância resolveram montar uma banda que unisse o heavy metal com o rock gótico da década de 80”. Quais são propriamente as bandas e artistas que mais influenciaram (e influenciam) o Desolate Ways, levando em conta o conjunto geral da obra?
Elizeu: São muitas as bandas que nos influenciam. Mas as que nos diferenciam dentro do metal são conjuntos como The Cure, Sisters Of Mercy, The Mission, The Cult, Dead Can Dance e toda aquela safra de grupos góticoss da década de 80. Além, é claro, do velho Black Sabbath.
O Grito: Se você tivesse que definir em uma palavra cada álbum da banda, quais seriam elas?
Elizeu: Eternal Dreams: Conquista; Tearful: Caminhada; Last Moons: Realização.
O Grito: Como você rotularia o gênero musical praticado pelo Desolate Ways?
Elizeu: Olha, essa coisa de rótulo é algo que eu não dou a mínima. Confesso que, às vezes, me deixa até irritado. Mas, para localizar melhor as pessoas com relação ao nosso trabalho, eu chamaria de gothic metal. Pois o que fazemos é exatamente isso, juntamos dois mundos, o gótico e o metal.
O Grito: Você acha que o estilo de música executado pela banda é um pouco limitado em termos de abrangência de público no campo do metal? Por quê?
Elizeu: É um pouco limitado sim, mas aqui no Brasil. O brasileiro ainda é um pouco preconceituoso com o estilo. Ou talvez não seja preconceito, e sim preferência mesmo. Acho o público brasileiro muito parecido com o americano. Ou seja: são públicos com preferências por coisas mais pesadas e extremas. Basta você comparar as vendagens de CDs e ingressos de shows de bandas do nosso estilo com as de thrash, death e black metal. Mas, ao mesmo tempo, acredito que este cenário está mudando. Pois, a cada lançamento, mais pessoas se interessam por nosso trabalho.
O Grito: A partir do álbum Tearful, a visibilidade do grupo vem aumentando, com materiais ganhando destaque tanto aqui no Brasil como em países do exterior, como Noruega, Polônia, Romênia e demais países europeus. Como anda a receptividade dos fãs e da crítica em relação ao último álbum?
Elizeu: Realmente temos uma grande aceitação no continente europeu. Mas, com relação ao novo álbum, ainda não foi iniciada a divulgação do mesmo no exterior. E isso se deve ao fato de estarmos em negociação com algumas gravadoras de lá. Nosso contrato com a Die Hard é apenas para o Brasil. Então, em breve, teremos alguma ótima notícia para passar a todos os nossos fãs europeus. Já aqui no Brasil, a aceitação do público e da crítica está sendo fantástica. Acredito que mais e mais pessoas estão se interessando por nós.
O Grito: Elizeu, nestes mais de 12 anos de existência do Desolate Ways, quais foram os momentos mais marcantes para a banda na sua visão?
Elizeu: Acho que foi o lançamento do primeiro e do novo álbum e o reconhecimento das pessoas que gostam da gente. É estranho, pelo menos pra mim, olhar para minha coleção de CDs hoje e ver três álbuns de uma banda chamada Desolate Ways, da qual faço parte, misturados a discos do Black Sabbath (risos). Apesar de ser muito, muito difícil, manter uma banda como a nossa, em um país como o nosso, é exatamente isso que me faz orgulhoso de toda a nossa trajetória. E é claro, se não fossem os fãs, não estaríamos aqui hoje.
O Grito: Entre os que conhecem a banda, muitos a classificam como o “Paradise Lost brasileiro”. Você concorda que há uma considerável semelhança no estilo vocal, harmônico e artístico entre as bandas – como demonstra o trabalho do vocalista Max Lima, suas melodias e riffs de guitarra e as ilustrações do artista Anderson L.A?
Elizeu: Primeiramente, gostaria de dizer que considero um elogio ser classificado como “Paradise Lost brasileiro”. Pois esta é uma banda que eu curto muito, e eles são os criadores do estilo do qual nós fazemos parte. Então, justamente por isso, existem e vão existir semelhanças em melodias vocais, melodias de guitarra, visual, estética e temáticas de ilustrações. Listar Paradise Lost, Desolate Ways, Type O Negative e Sentenced é a mesma coisa que eu listar Helloween, Gamma Ray, Stratovarius e Edguy. São bandas de um mesmo estilo, com influências semelhantes. Lógico que cada uma delas tem suas particularidades, ninguém tenta copiar ninguém, mas, no fim, são semelhantes entre si, devido ao estilo ao qual pertencem e seguem.
O Grito: Ao livro The Spiritual Significance of Music: Metal Edition, do autor Justin St. Vincent, você deu uma declaração muito bonita a respeito da espiritualidade, que segue reproduzida aqui: “Eu acredito que o lado espiritual é um grande responsável por toda música escrita com o coração. Se existe um deus, então a música é certamente nossa forma de conversar com ele”. Qual sua orientação religiosa e como isso o influencia no seu dia a dia?
Elizeu: Eu sou ateu. E, como todo “bom” ateu, tenho que ver pra crer. E até hoje não tive nenhuma prova da existência de deus. É como eu disse no livro do Justin, “se existe um deus...” Lógico que eu gostaria muito que existisse um. Acho que todos gostariam disso. Explicaria muita coisa. Pois, mesmo com todas as nossas descobertas científicas, ainda estamos no escuro. Será que realmente é só o acaso ou existe algo mais? Eu acredito que é só o acaso, pois é o que eu tenho hoje em mãos. Não tenho comprovação de nada divino. E acho muito triste saber que existem pessoas que são “boas” apenas por acreditarem na existência de algo superior. Isto é deprimente pra mim. Sei que pode soar como utopia, mas creio que devemos ser bons pelo simples fato de ser. Não por medo de algum Deus, ou por interesse em alguma recompensa após a morte. Meu dia a dia é: “não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a você.” É muito simples. Mas como acredito que ninguém tem a resposta certa, seria muita prepotência da minha parte afirmar qualquer posição como sendo definitiva. Pois, a afirmação que eu tenho hoje, amanhã pode ser derrubada.
O Grito: Vocês planejam realizar em breve alguma turnê no exterior? E quando os fãs paulistas terão novamente a chance de ver a banda tocando no estado?
Elizeu: Turnês no exterior dependem do lançamento de nossos trabalhos por lá. Não acho vantajoso uma banda se aventurar em uma turnê se as pessoas de lá ainda não possuem acesso aos seus álbuns. Principalmente em um cenário onde existem milhões de conjuntos em atividade. É um mercado muito difícil. As bandas deveriam se conscientizar que, sem trabalho lançado naquele continente, somos apenas mais uma banda tocando. Quanto ao estado de São Paulo, talvez a gente se encontre este ano ainda. A última vez que tocamos por aí foi em 2004, e foi muito legal. Vamos aguardar pra ver se acontece novamente.
O Grito: Quais seus cinco discos preferidos de todos os tempos?
Elizeu: Pergunta difícil essa, mas vamos lá: Heaven and Hell (Black Sabbath), Black Album (Metallica), Draconian Times (Paradise Lost), First And Last And Always (Sisters Of Mercy) e Within The Realms Of A Dying Sun (Dead Can Dance).
O Grito: Elizeu, muito obrigado pela entrevista. Por favor, deixe uma mensagem ao público leitor d´O Grito, o espaço é todo seu.
Elizeu: Gostaria de agradecer o espaço e todos os leitores d’O Grito. Espero encontrar todos vocês de São Paulo ainda este ano. Muito obrigado pelo apoio.
DESOLATE WAYS
“Conquista, caminhada e realização!”
por Lucas Mosca
Quem acompanha a carreira desses gaúchos de Torres sabe não é de hoje que o Desolate Ways é uma das melhores bandas nacionais do metal em geral. E no estilo praticado pela banda, um gothic/doom de muita classe, pode-se afirmar que o primeiro lugar do pódio brasileiro pertence a ela. Desde seu primeiro álbum, Eternal Dreams (2003), até o mais recente, Last Moons (2009), lançado pela Die Hard Records, percebemos a latente evolução dos integrantes do conjunto, tanto na parte musical como lírica das composições. Os responsáveis pelo deleito sonoro são: Max Lima (vocal e guitarra), Rodrigo Fernandes (baixo), Igo Menegaz (bateria) e Elizeu Hainzenreder (guitarra), que concedeu a entrevista a seguir:
O Grito: Qual a origem do nome da banda?
Elizeu Hainzenreder: A origem é uma referência ao clima de nossa terra natal, Torres, durante o inverno. Apesar de ser uma cidade litorânea, no inverno faz muito frio, os dias são nublados e a cidade é deserta. Quando éramos crianças, a única coisa que tínhamos para fazer com exceção do colégio era nos encontrarmos uns nas casas dos outros, com uma pilha de vinis embaixo do braço. Eu não saberia dar uma explicação científica sobre o clima da região. Mas acredito que, por estar localizada entre o mar e a serra, as coisas sejam bem malucas e estranhas por aqui.
O Grito: Qual foi a inspiração para o título, as letras e a arte gráfica do disco novo?
Elizeu: No Tearful, nós tentamos falar a respeito dos sentimentos envolvendo a morte de alguém muito próximo. Eu havia perdido minha mãe na época, e resolvi escrever um pouco a respeito. No Last Moons, a ideia é mais ou menos parecida, mas da perspectiva de quem está no final da vida, no final de sua caminhada. Por isso as letras falam bastante sobre arrependimentos, mágoas, a falta de sentido das coisas, a existência ou não de Deus e nossas atitudes perante tudo isso. A inspiração da arte se deu em cima de uma coletânea do The Cure (Staring At The Sea), um vinil que escutei muito quando era moleque. E o senhor que aparece na arte é pai do nosso baterista, Igo.
O Grito: Desde o Eternal Dreams, a carga emocional, densa, instrospectiva nas composições do grupo é bem intensa. Em Last Moons, a pegada não foi diferente. Pelo contrário: parece que tais sensações estão ainda mais intensificadas. A que se deve isso?
Elizeu: Acredito que seja a experiência e a evolução como músicos. Quando começamos, não posso dizer a você que éramos bons músicos. É muito difícil, e acredito que sejam poucas as pessoas que conseguem de fato colocar 100% de seus sentimentos ao tocar um instrumento. Acho que estamos aprendendo isso e nos aprimorando mais com o passar dos anos. É como me dizia o Earth [da banda brasileira Seduced by Suicide], durante a gravação do solo da faixa Last Moons, “faça sua guitarra chorar”.
O Grito: A voz feminina na faixa “Winter” consta no encarte de Last Moons como sendo de Josie. Conte-nos um pouco sobre ela.
Elizeu: Josie é vocalista da banda A Sorrowful Dream, da qual somos muito amigos há vários anos. Quando escrevi a faixa “Winter”, senti a necessidade de uma voz feminina. Então, pensar nela na hora foi mais que óbvio pra mim. Fizemos o convite e, para nossa sorte, ela topou. Gostei muito do resultado.
O Grito: Os dois primeiros trabalhos do conjunto, Eternal Dreams e Tearful tiveram a produção de Adriano Sperandir, do Arroba Studios. Já no disco novo, tal tarefa ficou a cargo de Earth, no Estúdio Nitro. Gostaria que você falasse sobre o que motivou essa troca e quais foram os resultados mais perceptíveis dessa mudança para o grupo?
Elizeu: Nós decidimos mudar pelo simples fato de que é necessário mudar. Os dois primeiros álbuns ficaram muito bons. Mas acredito que já estava na hora de uma produção diferente. Não estou querendo dizer que o Arroba Studios ou que Adriano Sperandir não sejam bons, muito pelo contrário. Mas não queríamos outro álbum com a mesma produção. Queríamos ir além. Estávamos quase fechando a produção desse novo disco com Simon Efemey [que já produziu gigantes como Paradise Lost, Obituary, Napalm Death, Amorphis, entre outros]. Iríamos gravar o álbum no Estúdio Nitro e enviá-lo para o Simon fazer sua parte. Mas o Earth, que conheço há anos, me convenceu a fazermos tudo no Nitro (risos). E posso dizer que todos estamos muito impressionados e realizados com o resultado.
O Grito: No site do grupo, vocês resumem uma parte história de vocês da seguinte forma: “Quatro amigos de infância resolveram montar uma banda que unisse o heavy metal com o rock gótico da década de 80”. Quais são propriamente as bandas e artistas que mais influenciaram (e influenciam) o Desolate Ways, levando em conta o conjunto geral da obra?
Elizeu: São muitas as bandas que nos influenciam. Mas as que nos diferenciam dentro do metal são conjuntos como The Cure, Sisters Of Mercy, The Mission, The Cult, Dead Can Dance e toda aquela safra de grupos góticoss da década de 80. Além, é claro, do velho Black Sabbath.
O Grito: Se você tivesse que definir em uma palavra cada álbum da banda, quais seriam elas?
Elizeu: Eternal Dreams: Conquista; Tearful: Caminhada; Last Moons: Realização.
O Grito: Como você rotularia o gênero musical praticado pelo Desolate Ways?
Elizeu: Olha, essa coisa de rótulo é algo que eu não dou a mínima. Confesso que, às vezes, me deixa até irritado. Mas, para localizar melhor as pessoas com relação ao nosso trabalho, eu chamaria de gothic metal. Pois o que fazemos é exatamente isso, juntamos dois mundos, o gótico e o metal.
O Grito: Você acha que o estilo de música executado pela banda é um pouco limitado em termos de abrangência de público no campo do metal? Por quê?
Elizeu: É um pouco limitado sim, mas aqui no Brasil. O brasileiro ainda é um pouco preconceituoso com o estilo. Ou talvez não seja preconceito, e sim preferência mesmo. Acho o público brasileiro muito parecido com o americano. Ou seja: são públicos com preferências por coisas mais pesadas e extremas. Basta você comparar as vendagens de CDs e ingressos de shows de bandas do nosso estilo com as de thrash, death e black metal. Mas, ao mesmo tempo, acredito que este cenário está mudando. Pois, a cada lançamento, mais pessoas se interessam por nosso trabalho.
O Grito: A partir do álbum Tearful, a visibilidade do grupo vem aumentando, com materiais ganhando destaque tanto aqui no Brasil como em países do exterior, como Noruega, Polônia, Romênia e demais países europeus. Como anda a receptividade dos fãs e da crítica em relação ao último álbum?
Elizeu: Realmente temos uma grande aceitação no continente europeu. Mas, com relação ao novo álbum, ainda não foi iniciada a divulgação do mesmo no exterior. E isso se deve ao fato de estarmos em negociação com algumas gravadoras de lá. Nosso contrato com a Die Hard é apenas para o Brasil. Então, em breve, teremos alguma ótima notícia para passar a todos os nossos fãs europeus. Já aqui no Brasil, a aceitação do público e da crítica está sendo fantástica. Acredito que mais e mais pessoas estão se interessando por nós.
O Grito: Elizeu, nestes mais de 12 anos de existência do Desolate Ways, quais foram os momentos mais marcantes para a banda na sua visão?
Elizeu: Acho que foi o lançamento do primeiro e do novo álbum e o reconhecimento das pessoas que gostam da gente. É estranho, pelo menos pra mim, olhar para minha coleção de CDs hoje e ver três álbuns de uma banda chamada Desolate Ways, da qual faço parte, misturados a discos do Black Sabbath (risos). Apesar de ser muito, muito difícil, manter uma banda como a nossa, em um país como o nosso, é exatamente isso que me faz orgulhoso de toda a nossa trajetória. E é claro, se não fossem os fãs, não estaríamos aqui hoje.
O Grito: Entre os que conhecem a banda, muitos a classificam como o “Paradise Lost brasileiro”. Você concorda que há uma considerável semelhança no estilo vocal, harmônico e artístico entre as bandas – como demonstra o trabalho do vocalista Max Lima, suas melodias e riffs de guitarra e as ilustrações do artista Anderson L.A?
Elizeu: Primeiramente, gostaria de dizer que considero um elogio ser classificado como “Paradise Lost brasileiro”. Pois esta é uma banda que eu curto muito, e eles são os criadores do estilo do qual nós fazemos parte. Então, justamente por isso, existem e vão existir semelhanças em melodias vocais, melodias de guitarra, visual, estética e temáticas de ilustrações. Listar Paradise Lost, Desolate Ways, Type O Negative e Sentenced é a mesma coisa que eu listar Helloween, Gamma Ray, Stratovarius e Edguy. São bandas de um mesmo estilo, com influências semelhantes. Lógico que cada uma delas tem suas particularidades, ninguém tenta copiar ninguém, mas, no fim, são semelhantes entre si, devido ao estilo ao qual pertencem e seguem.
O Grito: Ao livro The Spiritual Significance of Music: Metal Edition, do autor Justin St. Vincent, você deu uma declaração muito bonita a respeito da espiritualidade, que segue reproduzida aqui: “Eu acredito que o lado espiritual é um grande responsável por toda música escrita com o coração. Se existe um deus, então a música é certamente nossa forma de conversar com ele”. Qual sua orientação religiosa e como isso o influencia no seu dia a dia?
Elizeu: Eu sou ateu. E, como todo “bom” ateu, tenho que ver pra crer. E até hoje não tive nenhuma prova da existência de deus. É como eu disse no livro do Justin, “se existe um deus...” Lógico que eu gostaria muito que existisse um. Acho que todos gostariam disso. Explicaria muita coisa. Pois, mesmo com todas as nossas descobertas científicas, ainda estamos no escuro. Será que realmente é só o acaso ou existe algo mais? Eu acredito que é só o acaso, pois é o que eu tenho hoje em mãos. Não tenho comprovação de nada divino. E acho muito triste saber que existem pessoas que são “boas” apenas por acreditarem na existência de algo superior. Isto é deprimente pra mim. Sei que pode soar como utopia, mas creio que devemos ser bons pelo simples fato de ser. Não por medo de algum Deus, ou por interesse em alguma recompensa após a morte. Meu dia a dia é: “não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a você.” É muito simples. Mas como acredito que ninguém tem a resposta certa, seria muita prepotência da minha parte afirmar qualquer posição como sendo definitiva. Pois, a afirmação que eu tenho hoje, amanhã pode ser derrubada.
O Grito: Vocês planejam realizar em breve alguma turnê no exterior? E quando os fãs paulistas terão novamente a chance de ver a banda tocando no estado?
Elizeu: Turnês no exterior dependem do lançamento de nossos trabalhos por lá. Não acho vantajoso uma banda se aventurar em uma turnê se as pessoas de lá ainda não possuem acesso aos seus álbuns. Principalmente em um cenário onde existem milhões de conjuntos em atividade. É um mercado muito difícil. As bandas deveriam se conscientizar que, sem trabalho lançado naquele continente, somos apenas mais uma banda tocando. Quanto ao estado de São Paulo, talvez a gente se encontre este ano ainda. A última vez que tocamos por aí foi em 2004, e foi muito legal. Vamos aguardar pra ver se acontece novamente.
O Grito: Quais seus cinco discos preferidos de todos os tempos?
Elizeu: Pergunta difícil essa, mas vamos lá: Heaven and Hell (Black Sabbath), Black Album (Metallica), Draconian Times (Paradise Lost), First And Last And Always (Sisters Of Mercy) e Within The Realms Of A Dying Sun (Dead Can Dance).
O Grito: Elizeu, muito obrigado pela entrevista. Por favor, deixe uma mensagem ao público leitor d´O Grito, o espaço é todo seu.
Elizeu: Gostaria de agradecer o espaço e todos os leitores d’O Grito. Espero encontrar todos vocês de São Paulo ainda este ano. Muito obrigado pelo apoio.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Basta, basta! (ne: Um Dia de Fúria Ancestral)
Basta, basta!
Basta, basta!
Você me fez chorar muito, basta!
Que aquele que desfaz a trança de seu cabelo
Sofra mais do que eu
Negras são as suas sobrancelhas, negras,
Seus cílios abriram uma ferida em mim
Que aquele que me tira do meu trabalho
Sofra mais do que eu
Se você passar por minhas mãos, meu filhote
Fá-lo-ei arrepender-se
Que aquele que ri de minha situação presente
Sofra mais do que eu
Karacaoğlan diz: desde minha juventude
O mundo tornou-se pequeno para minha cabeça
Que aquele que ateou o fogo desta separação
Sofra mais do que eu.
"Karacaoğlan"
Nota:
Karacaoğlan é um dos principais e mais famosos representantes da poesia popular turca. Pouco se sabe a seu respeito. Ele provavelmente viveu no séc. XVII e pertencia a um pequeno grupo de menestréis que perambulavam pelas regiões rurais da Anatólia, na Turquia central, onde improvisava e recitava seus poemas ao companhamento do saz, um instrumento de três cordas popular na Turquia, tocado com uma palheta, equivalente a cud dos árabes.
Basta, basta!
Você me fez chorar muito, basta!
Que aquele que desfaz a trança de seu cabelo
Sofra mais do que eu
Negras são as suas sobrancelhas, negras,
Seus cílios abriram uma ferida em mim
Que aquele que me tira do meu trabalho
Sofra mais do que eu
Se você passar por minhas mãos, meu filhote
Fá-lo-ei arrepender-se
Que aquele que ri de minha situação presente
Sofra mais do que eu
Karacaoğlan diz: desde minha juventude
O mundo tornou-se pequeno para minha cabeça
Que aquele que ateou o fogo desta separação
Sofra mais do que eu.
"Karacaoğlan"
Nota:
Karacaoğlan é um dos principais e mais famosos representantes da poesia popular turca. Pouco se sabe a seu respeito. Ele provavelmente viveu no séc. XVII e pertencia a um pequeno grupo de menestréis que perambulavam pelas regiões rurais da Anatólia, na Turquia central, onde improvisava e recitava seus poemas ao companhamento do saz, um instrumento de três cordas popular na Turquia, tocado com uma palheta, equivalente a cud dos árabes.
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